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..:: Deficiente-Forum - Temas da Actualidade ::.. Responsável: Nandito => Noticias => Tópico iniciado por: Eduardo Jorge em 06/01/2011, 19:23
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A urgência do hospital Garcia de Orta (HGO), em Almada, vai passar a funcionar, até ao final de 2011, com uma equipa fixa de médicos para ajudar a resolver as atuais dificuldades de resposta do serviço.
O presidente do conselho de administração do hospital, Daniel Ferro, afirmou hoje que «em 2011 é objectivo do hospital reestruturar a equipa de trabalho da urgência e os processos de trabalho no serviço», o que entende ser «boa parte da solução para o congestionamento que [actualmente] se verifica».
Recorde-se, por exemplo, que no passado dia 27 de Dezembro, devido a um aumento significativo do número de utentes a recorrer à urgência do hospital (ao todo 349, mais 104 do que a média do mês de Dezembro), os doentes urgentes esperaram em média sete horas para serem atendidos depois de terem passado pela fase de triagem.
Daniel Ferro explicou que «a ideia é passar de um modelo tradicional de funcionamento - desenvolvido por uma equipa rotativa de médicos das diversas especialidades, e que é complementar à actividade profissional do médico - para uma solução integrada, exclusiva e mais autónoma».
O conselho de administração do HGO pretende, no fundo, que a urgência funcione como uma sub-especialidade, com médicos que se lhe dedicam durante a totalidade do seu horário de trabalho.
Isto, resumiu o presidente do conselho de administração, «vai permitir que o médico esteja no serviço mais tempo, que tenha maior disponibilidade para os doentes, que a equipa faça um acompanhamento integrado de cada situação e que os internos possam ter formação a este nível».
Na perspectiva da administração, «esta é uma alternativa mais eficaz do que a contratação avulsa de médicos», que, defende, «põe a trabalhar na urgência pessoas que não estão integradas no espírito da instituição e dificulta o funcionamento do serviço».
Daniel Ferro considerou ainda que também do ponto de vista económico este modelo, que funciona noutros países europeus como França ou Espanha e até em alguns hospitais em Portugal, é vantajoso: «Permite completar e reforçar a equipa sem mais gastos e reduzir ainda os gastos internos pela redução do número de horas extraordinárias», afirmou.
Fonte: Sol/Lusa