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Autor Tópico: A Deficiência e a Cultura  (Lida 16554 vezes)

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Online migel

A Deficiência e a Cultura
« em: 13/02/2010, 10:25 »
 
A Deficiência e a Cultura


Pessoas com deficiência de quando em quando sobressaem-se em sua arte, contribuindo fortemente para o desenvolvimento cultural da Humanidade.

Temos tido exemplos marcantes na actualidade, mas temos também informações a respeito de alguns exemplos históricos que despertam nossa admiração e respeito.

Na área da música, por exemplo, não podemos deixar de lembrar de um compositor espanhol falecido há alguns anos, Joaquin Rodrigo, cego desde os três anos de idade, com o seu belíssimo Concierto de Aranjuez, para violão e orquestra. E ao falarmos em compositores, jamais poderemos minimizar ou esquecer Ludwig Van Beethoven, o génio da música clássica, com seu problema auditivo dos mais sérios.



Lembremo-nos também da concertista e compositora austríaca cega, Marie Therèse Von Paradis.

Temos tido cantores mundialmente famosos como Ray Charles, Steve Wonder e Andrea Bocelli, cegos.



O violinista número um do mundo, nos últimos tempos, tem sido Itzhak Pehrlman, vítima da poliomielite.


Na arte literária existem nomes inolvidáveis, como John Milton, Luiz de Camões, Homero, Antônio Feliciano de Castilho, Lord Byron, Alexander Pope. E na escultura e pintura, o brasileiro Aleijadinho e sua arte envolvente.

 





Faster


 

Online migel

Re:A Deficiência e a Cultura
« Responder #1 em: 13/02/2010, 10:35 »
 
Famosos com Deficiências 

Inúmeros homens e mulheres de séculos passados conseguíram a proeza de eternizar seus nomes na História, apesar de suas deficiências.

Nos anos actuais muitos indivíduos também têm tido sucesso excepcional em suas vidas, mesmo com problemas limitadores.

A nossa sociedade não pode permitir que essas pessoas e seus feitos marcantes desapareçam do conhecimento humano e fiquem mergulhados no eterno silêncio.

Dentre muitos daqueles que se destacaram em suas actuações nos mais variados campos, tanto no passado quanto no presente, ressaltamos os seguintes:

Faster
 

Online migel

Re:A Deficiência e a Cultura
« Responder #2 em: 13/02/2010, 10:39 »
 
Alexander Pope Poeta Inglês

Alexander Pope, o mais famoso poeta clássico a Inglaterra no século XVIII, nasceu em Londres no ano de 1688. Era filho de pais católicos e bastante idosos. Ele sempre foi considerado um poeta nato, tendo mostrado, no entanto, forte predileção pela crítica mordaz, com a qual procurava agredir seus desafetos, dando vazão a agressividade.
Cabe aqui notar que Alexander, além de sua estatura bastante limitada, teve sérios problemas físicos desde o seu nascimento. Doentio como era, dizia que sua musa ajudava-o na sua longa enfermidade, ou seja, em sua vida.
Desde a infância sofreu muito com o raquitismo e por causa desse mal ficou corcunda, com acentuada curvatura de sua coluna dorsal. A parte da frente de sua caixa toráxica também era deformada. Um dos lados de seu corpo era afetado por uma forte contração. E, adicionando a esses males, Pope teve os tendões de dois dedos da mão direita gravemente prejudicados durante um acidente, o que dificultou muito seus trabalhos de escritor. Existe uma preciosa descrição de Alexander Pope, feita pelo famoso pintor inglês, Sir Joshua Reynolds, que nos repassa uma imagem realista e bem diferente daquela retratada na tela a seguir reproduzida:
Alexander Pope “tinha aproximadamente 4 pés e 6 polegadas (1,37 m) de altura, muito corcunda e deformado. Usava um casaco preto e, conforme a moda de então, usava uma pequena espada. Tinha olhos grandes e bonitos, e um nariz longo e simpático; sua boca tinha aquelas marcas peculiares que sempre são encontradas nas bocas de pessoas falsas; e os músculos que lhe corriam pela face eram tão fortemente marcados que pareciam pequenos cordéis”.
Sua vitória marcante na vida está retratada pela sua poesia e pelos seus escritos. Escreveu obras que ficaram famosas, como “Tratado sobre a Crítica”, “Tratado sobre o Homem”, “Floresta de Windsor”, “Pastorais” e muitas outras. Além disso, Pope traduziu para o inglês o poema épico “Ilíada” de Homero, pelo que recebeu um total de 5.000 libras esterlinas. Segundo diversos críticos, foi a mais nobre versão de poesia épica que o mundo jamais apreciou. O sucesso foi tão grande, que Pope foi contratado para traduzir a “Odisséia”, com o que ganhou mais 3.000 libras e tornou-se independente.
Foi exatamente todo esse acervo de trabalhos intelectuais, produtos de sua notória inteligência, criatividade, persistência e de seus sentimentos, desenvolvidos a despeito dos males que o afetavam, que garantiram a Alexander Pope imorredouro lugar na literatura inglesa, sendo o representante principal de seu classicismo.
Alexander Pope morreu com 56 anos de idade, após uma contínua e heróica luta contra doenças e dificuldades causadas por suas deficiências físicas.

Faster
 

Online migel

Re:A Deficiência e a Cultura
« Responder #3 em: 13/02/2010, 10:43 »
 
ANDREA BOCELLI

Voz do Milênio
Nascido no dia 22 de setembro de 1958, Andrea foi criado no sítio de sua família, em Lajatico, situado no meio de áreas de plantio de oliveiras, na Toscana rural (Itália). A propriedade incluía um vinhedo do qual Sandro, seu pai, fabrica até hoje uma pequena quantidade do seu precioso e sempre procurado Chianti Bocelli.
Demonstrando raras qualidades vocais desde pequeno, o garoto era incentivado a cantar e seus pais encorajavam-no com lições de piano, desde os 6 anos de idade, e depois flauta e saxofone.
Superando os bloqueios causados pela cegueira, depois dos estudos iniciais, Andrea foi para a Universidade de Pisa, onde estudou Direito, tendo passado um ano todo trabalhando junto ao fórum local.
Aproximou-se do famoso tenor Franco Corelli que o aceitou como aluno. Devido a suas dificuldades financeiras, para pagar as aulas tocava piano à noite em bares e clubes. Numa dessas ocasiões encontrou Enrica, sua futura esposa. Casaram-se e o casal tem hoje dois filhos.
Sua vida tomou um rumo inacreditável quando o famoso roqueiro Zucchero começou a fazer audições para tenores, a fim de preparar uma gravação de demonstração de um dueto de sua autoria, intitulado Miserere, numa tentativa de convencer Pavarotti a gravar a canção. Zucchero lembra: “Andrea foi inacreditável! Ele tinha algo que nenhum outro tenor possuía. Ele tinha alma”.
E quando Pavarotti recebeu a gravação de demonstração, ficou muito impressionado com a voz de Andrea e perguntou: “Zucchero, quem é esse cara?” E disse que Zucchero não precisaria dele para gravar o dueto pretendido. Ele poderia usar Andrea Bocelli. Pavarotti e Zucchero gravaram o dueto, mas nas viagens de apresentação do roqueiro pela Europa, Bocelli é que começou a cantar com ele o Miserere, que passou a ser um tremendo sucesso. Tanto isso é verdade, que na música foi encaixado um solo para Bocelli.
Pouco depois Pavarotti conheceu e ficou amigo de Andrea Bocelli. A fama e a popularidade de Andrea aumentou muito com suas participações anuais nos famosos concertos “Pavarotti e seus Amigos”.
Logo começou a cantar ao lado de nomes muito famosos, como Bryan Adams, Al Jarreau e outros. Foi o vencedor do Festival de San Remo em 1994, quando cantou a universalmente conhecida “Con te partiró”, que chegou a atingir dois discos de platina, só na Itália. No ano de 1996 ele e Sarah Brightman
gravaram o “Time to Say Goodbye” como um dueto, ao som da Orquestra Sinfônica de Londres. Todos conhecemos também a versão de “Con te partiró”, cantada com a brasileirinha Sandy, na oportunidade com apenas 14 anos de idade.
Todavia, o disco “Romanza”, lançado em 1997, teve um sucesso bem maior. E o seu lançamento “Sogno” vendeu mais de 4 milhões de cópias e é um testemunho do poder de sua voz singular e de seu calor irresistível, na eliminação das barreiras reais não apenas relacionadas a deficiências, como a cegueira, por exemplo, mas também àquelas de língua e de cultura.

Faster
 

Online migel

Re:A Deficiência e a Cultura
« Responder #4 em: 13/02/2010, 11:00 »
 
Alguns dos Disléxicos mais Famosos


Albert Einstein

Alexander Graham Bell

Agatha Christie

Charles Darwin

Ben Johnson

Leonardo Da Vinci

Como é amplamente sabido, a dislexia é uma das mais comuns deficiências de aprendizado.
Alguns pesquisadores acreditam que, quanto mais cedo é tratada a dislexia, maior a chance de corrigir
as falhas nas conexões cerebrais da criança. Em outras palavras, a dislexia, se tratada nos primeiros
anos de vida da criança, pode ser curada por completo. Nunca é tarde demais para ensinar disléxicos a
ler e a processar informações com mais eficiência. Diferente da fala, a leitura precisa ser ensinada.
Eis as dificuldades principais que uma criança disléxica pode apresentar na vida escolar:
• Tem dificuldade em dividir palavras em sílabas.
• Não consegue ler palavras simples e monossilábicas, tais como "rei" ou "bom".
• Comete erros de leitura que demonstram uma dificuldade em relacionar letras a seus
respectivos sons.
• Tem dificuldade em reconhecer fonemas.
• Reclama que ler é muito difícil.
• Freqüentemente comete erros quando escreve e soletra palavras.
• Memoriza textos sem compreendê-los.
Mesmo vivenciando essas dificuldades, com maior ou menor intensidade, algumas pessoas
conseguiram desempenhar brilhantemente suas atividades na literatura, na ciência, na escultura, no
esporte, no cinema, nos negócios na pintura, na política e outros campos.
Dentre todas elas, as seguintes são mais notórias:

Faster
 

Online migel

Re:A Deficiência e a Cultura
« Responder #5 em: 13/02/2010, 11:14 »
 
Mais algumas Personalidades Famosas com Deficiências:

HELEN KELLER
Marco Indelével
No ano de 1880 nascia Helen Keller que, com 19 meses de idade ficou cega e surda. Logo a seguir não conseguiu mais falar. Foi com 7 anos de idade que a menina começou a receber a ajuda de Anne Sullivan, graças a uma sugestão de Alexander Graham Bell, que fora consultado pelos Keller quanto a uma solução para os problemas de Helen. De fato a assistência à menina resultou de uma combinação de esforços de diversas organizações. Com verdadeira efetividade, essa assistência levou Helen a ler, escrever e até a falar com acentuada dificuldade.
Ninguém pode minimizar a importância de Anne Sullivan, a “professora”, na vida de Helen Keller. O drama das semanas iniciais de suas atividades foi marcante, mas ambas venceram todas as barreiras da comunicação, o que levou a menina a empreender todos os estudos requeridos nas escolas daqueles dias.
Em 1900 a jovem Helen entrou no Colégio Radcliffe, graduando-se em 1904 “cum laude”. Desse ponto em diante, em companhia de Anne Sullivan e depois de Polly Thomson, sua vida foi marcada por uma plena dedicação à causa das pessoas vítimas de múltiplas deficiências, colaborando fortemente para a melhor compreensão das potencialidades do ser humano nas tentativas de superação das dificuldades consideradas insuperáveis

LUDWIG VAN BEETHOVEN

Compositor Musical
No ano de 1827 morria Ludwig Van Beethoven. Nascera em 1770, na cidade de Bonn, na Alemanha. Filho de pai alcoólatra e, segundo consta, de mãe infeliz, transformou-se com muito esforço pessoal num dos maiores gênios da música erudita, apesar de ter sofrido imensamente com a gradativa perda da audição, desde seus 27 anos de idade. A surdez isolava-o da sociedade, mas não o impedia de manter sua obra criadora.
A perda do sentido da audição, no caso de Beethoven, aos poucos transformou-se numa dificuldade de natureza bi-lateral para ouvir com precisão os sons de alta freqüência. O grande compositor usava o auxílio de trompas de ouvido e outras adaptações próprias para seu trabalho, principalmente ao piano.
Em algumas de suas cartas a amigos e confidentes, como ao Dr. Franz Gerhard Wegeler, nota-se sua aflição pelo mal que o atingia. Em 1801, com 31anos de idade, escreveu o seguinte: ...”minha faculdade mais nobre, minha audição, tem piorado muito” ... “esse problema causa-me as dificuldades menos significativas ao tocar ou ao compor e as maiores, quando em contado com os outros”... “meus ouvidos assobiam e fazem barulho sempre, dia e noite. Em qualquer outra profissão isso poderia ser mais tolerável, mas na minha, essa condição é verdadeiramente atemorizante. Posso lhe dizer que vivo uma experiência miserável”...
No verão de 1802, Beethoven foi morar na pequena cidade de Heiligenstadt, perto de Viena. No clima bucólico conseguiu pensar melhor sobre sua vida e achou que deveria preparar-se para morrer. O fruto de seus pensamentos é reconhecido como "Testamento de Heiligenstadt". Na verdade, era uma longa carta escrita aos irmãos (nunca enviada e só conhecida após sua morte). Mas, não há dúvida, os destinatários últimos são todos os seres humanos:
"Oh, vós que me considerais e declarais hostil, obstinado ou misântropo, como sois injustos para comigo! Não conheceis as causas secretas que me fazem agir assim(...) E não me era possível dizer às pessoas: ’falem mais alto, gritem, porque estou surdo!’ Ah, como podia eu proclamar a falta de um sentido que deveria possuir num grau mais elevado do que qualquer outro, um sentido que outrora foi em mim mais agudo do que em qualquer dos meus colegas?(...) Estou afastado dos divertimentos da vida em sociedade, dos prazeres da conversação, das efusões da amizade (...) Estas circunstâncias levaram-me à beira do desespero e pensei, mais de uma vez, em pôr fim aos meus dias. Somente minha arte me deteve."
A surdez gradativa evidentemente influenciou o próprio estilo de Beethoven. Com a plena consciência de sua surdez total próxima, tornou-se sempre muito deprimido. E aos 52 anos de idade estava completamente surdo.
Foi na fase inicial de seus problemas que o grande mestre compôs suas obras mais românticas e de melodias da mais alta suavidade, que retratam bem seu estado de espírito: “Apassionata” e “Sonata ao Luar”, em 1804, além das Sinfonias de números 3 até 6, de 1804 até 1808.
Contam seus biógrafos que ele foi o “maestro honorário” na primeira apresentação de sua 9ª Sinfonia, mantendo-se sentado ao lado do maestro regente. Não ouvia nada de toda a execução da magnífica peça musical, mas seguia sua evolução pela partitura em suas mãos. Próximo ao final, estava atrasado alguns compassos e não notou quando a orquestra terminara. Um dos solistas veio imediatamente até ele e virou-o para a platéia que aplaudia delirantemente a obra e seu compositor.

LUÍS DE CAMÕES

Poeta épico português
O “cavaleiro fidalgo” Luís de Camões nasceu em 1524 e morreu em 1580. Quando jovem engajou-se na vida militar e serviu no Marrocos entre os anos de 1545 e 1548. Ali perdeu um dos seus olhos em escaramuças com os marroquinos. Pouco depois voltou para Lisboa e para os ambientes seletos da corte.
Tendo lá chegado, a notória deficiência passou logo a ser motivo de algumas brincadeiras e zombarias por parte de uma jovem por quem Camões sentia forte atração. Segundo amigos mais próximos do grande poeta, ela se referia a ele como “cara sem olhos”.
Ele, então com 25 anos de idade, sentiu fundo a agulhada do comentário. Mas acabou por transformá-lo em um galanteio com o seguinte verso dirigido à mimosa dama:
Sem olhos vi o mal claro
Que dos olhos se seguiu:
Pois cara sem olhos viu
Olhos que lhe custam caro.
De olhos não faço menção,
Pois quereis que olhos não sejam.
Vendo-vos, olhos sobejam,
Não vos vendo, olhos não são...
A deficiência, que poderia ter arruinado completamente a vida de um jovem galante, não prejudicou nem a vida guerreira e aventuresca, nem a vida literária de Luís de Camões, que muitos anos mais tarde, após infindáveis viagens para Goa, Malabar, Meca, Índia, China, Málaca, Malásia, Moçambique e outras terras, escreveu a famosa epopéia portuguesa que intitulou de Os Lusíadas.

TUTANKHAMON

Faraó
No ano de 1922 o arqueólogo Howard Carter descobriu a tumba intacta de um faraó que governou o Egito há mais de 3.000 anos e que morreu misteriosamente jovem: Tutankhamon. O mundo todo ficou sabendo dos riquíssimos e intocados achados e familiarizou-se principalmente com sua máscara mortuária, toda em ouro e de inestimável beleza. Nascido como Tutankhaton, com 10 anos de idade casou-se com Eneckhes-en-pa-Aton, a filha mais nova do faraó Ikhnaton (Amenophis IV) e Nefertiti. Era um adolescente quando assumiu o trono, vivendo sempre sob a tutela de sacerdotes de Tebas, partidários da antiga religião que tinha sido banida por Ikhnaton. Embora tenha começado seu reinado em El Amarna, mudou-se logo para Tebas e reinstalou a antiga capital do império egípcio. Nessa oportunidade alterou significativamente seu nome para Tutankhamon, em homenagem ao deus Amon. Depois de pouco tempo de reinado, faleceu com apenas 18 anos de idade. Foi enterrado no Vale dos Reis, em um túmulo magnífico, nunca violado.
O nome desse faraó, esquecido em seu próprio tempo e enterrado com imensa pompa e num túmulo repleto de tesouros, certamente por mera gratidão dos sacerdotes do deus Amon, volta às notícias com muita força nos dias atuais, não apenas porque foi feita uma reconstrução do seu rosto, com a utilização de alta tecnologia, mas também porque há indícios de que tenha sofrido de um mal raro: A Síndrome de Klippel-Feil.
Um dos maiores especialistas em reconstrução facial, Robin Richards, do London College, utilizou informações das chapas de raios X da múmia do faraó, datadas de 1968 e levou em consideração dados de sexo, de idade e de etnia. Com o auxílio de técnicos neozelandeses, que acrescentaram cor aos olhos, à pele e às sobrancelhas, o modelador facial britânico Alex Fort fez um modelo em fibra, que está no Museu das Ciências de Londres e que foi amplamente reproduzido nos primeiros dias de outubro de 2002 (reprodução publicada pela Internet em inúmeros sites).
No entanto, não é o rosto - totalmente diferente daquele até hoje conhecido - o que mais impressiona. O que realmente chama a atenção na radiografia dos ossos do pescoço do faraó Tutankhamon, é que eles têm uma característica muito próxima daquela identificada hoje como Síndrome de Klippel-Feil, ou seja, são "fundidos" (ver nota abaixo). Esse mal pode causar problemas sérios de deficiências, levando a anomalias musculares, dificuldades neurológicas e outras. Apenas a título de ilustração, segundo o Dr. Todd Grey, que examinou as chapas de Raios X, "Tutankhamon deveria ficar instável em pé e pode ter
andado com uma bengala ou com alguém ajudando". Grey afirma também que "apenas uma pequena queda pode ser fatal para os portadores da Síndrome de Klippel-Feil".
Que problemas incapacitantes poderão ter vitimado o jovem Tutankhamon? Na qualidade de faraó, embora reconhecido na cultura egípcia e nos meios religiosos como um ser intocável e divino, foi ele manipulado pelos sacerdotes de Amon, face aos problemas que apresentava? Foram eles que o fizeram reverter o processo de reforma religiosa, mudando inclusive seu nome para repudiar o deus único (Aton = Sol), defendido por Ikhnaton e aceitar o poderoso deus Amon (de Tutankhaton ele passou para Tutankhamon)? Por que, tendo sido um faraó inexpressivo e com apenas alguns anos de governo igualmente sem expressão, foi enterrado num túmulo com riquezas bem mais suntuosas do que outros que reinaram com maior efetividade em benefício direto do Egito e por dezenas de anos, como Ramsés II, por exemplo? Que tipo de lesão a Síndrome efetivamente causou em Tutankhamon: surdez, deficiência mental, problemas cardíacos, desordens neurológicas, spina bífida?
 

 



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