Apelo A Associação Portuguesa de Deficientes (APD) foi ontem recebida pelo grupo parlamentar do PCP, a quem apresentou as suas preocupações relativamente a questões laborais como a dificuldade de arranjar emprego ou a falta de apoios sociais.
Este encontro foi o primeiro de uma série de audiências pedidas a todos os grupos parlamentares e também às centrais sindicais.
Humberto Santos, presidente da APD, afirmou que o objectivo da associação é sensibilizar os governantes no sentido de "legislar em áreas desprotegidas".
Segundo o responsável, muitos deficientes não usufruem de apoios sociais como a pensão social de invalidez ou o rendimento social de inserção, por serem considerados pelas juntas médicas aptos para trabalhar, mas nunca arranjaram emprego e consequentemente nunca tiveram rendimentos.
Outra das reivindicações da APD é a reforma antecipada para quem, comprovadamente, tenha mais de 60% de incapacidade, uma vez que o trabalho é para estas pessoas "um desgaste adicional" pela "exigência de esforço complementar para se conseguirem manter activos".
Fonte: DN