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Autor Tópico: Europeus IBSA: Portugueses com medalhas na mira  (Lida 780 vezes)

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Europeus IBSA: Portugueses com medalhas na mira
MIGUEL VIEIRA E DJIBRILO IAFA OTIMISTAS
Sexta-Feira, 13 novembro de 2015
Autor: FÁBIO LIMA



Fotos: FERNANDO FERREIRA
   
Djibrilo Iafa e Miguel Vieira em ação.
 
Grande esperança portuguesa nos Europeus para invisuais, que decorrem em Odivelas entre 26 e 29 deste mês, o judoca Miguel Vieira (B1 -66 kg) mostra-se otimista, apontando a subida ao pódio como meta. "Estou preparado. Como todos os atletas, o pódio é o objetivo. Se lá chegar, fantástico. Se não der, daremos o nosso melhor. O objetivo é ter uma boa prestação, de modo a representar com dignidade as cores de Portugal", referiu o judoca, de 30 anos.

"O facto de treinar com atletas olímpicos contribui para a preparação, pois é diferente de treinar com paralímpicos. É uma mais valia. Preparamos tudo de uma maneira geral, pois nunca conseguimos saber que tipo de atletas iremos encontrar", admitiu o judoca nacional, que não pretende colocar a fasquia muito elevada. "Como todos os atletas, o pódio é o objetivo. Se lá chegar, fantástico. Se não der, daremos o nosso melhor. O objetivo é ter uma boa prestação, de modo a representar com dignidade as cores de Portugal", asssegurou, deixando claro que não sente uma responsabilidade maior em relação aos demais portugueses presentes.

Aos 30 anos, Miguel Vieira já leva "meia vida" nos tatamis, sendo esse o espaço no qual se sente melhor. "Escolhi fazer judo porque é um desporto que sempre fiz, mesmo antes de ficar cego. Desde os 14 anos que faço judo e na altura não era competitivo, pois estava em Angola. Depois mudei-me para Portugal e oportunidade de ser o primeiro. É um desporto completo, que todos podem fazer. Gosto de o fazer porque me faz bem, é o meu melhor desporto, e por isso ambiciono representar Portugal", explicou, deixando depois claro que não encontra grandes diferenças ou dificuldades entre a forma de combater antes e depois da cegueira.

"Não vejo muitas dificuldades, nem diferenças. É preciso transportar o que aprendemos, fazer uma adaptação. Fazia judo quando via e tive de me adaptar. Tem uma maneira de treinar igual, mas com mais atenção, por não ver. Mas no judo nada disso nos impede. Treinando muito, conseguimos superar barreiras, mas isso é para todos, no desporto em geral", admitiu.

Por fim, Miguel Vieira recusou-se a colocar o pensamento no Rio de Janeiro e explica porquê: "Não faz sentido estar a pensar no Rio, sabendo que o primeiro passo a dar é o Europeu. Se começarmos a pensar no Rio, vamos dar um passo maior do que a nossa perna. O objetivo é agora. Este desafio, esta prova e depois logo se vê. O Rio depende muito do Europeu. Daí para a frente podemos pensar nisso. O meu pensamento é qualificar-me, conseguir qualificações".

Ambição com... nervosismo

Além de Miguel Vieira, Djibrilo Iafa também estará em Odivelas e aponta igualmente as medalhas como objetivo. "Espero fazer um grande resultado, que passa por conquistar uma medalha. É essa minha ambição", assegurou Djibrilo, que compete em B1, na categoria -73 kg.

Iafa, tal como Vieira, confessa que treinar com atletas não-invisuais. "Treinar com eles contribuir bastante. Exploramos o máximo e aproveitamos para conhecer melhor o nosso corpo e desenvolver as nossas capacidades técnicas. Tenho-me preparado bem. Treino cinco vezes por semana, com a ajuda dos mestres, que estão a preparar-me para isso", explicou.

E, apesar de toda a confiança e ambição que demonstrou na primeira declaração, o atleta de 23 anos admite estar muito nervoso para esta prova. "Bastante nervoso, porque nunca participei num campeonato deste nível e não sei que tipo de atletas encontrei, apesar de saber que vou defrontar atletas muito fortes. Isso é o que me deixa mais nervoso. Mas tenho que acreditar e tentar aplicar tudo o que tenho vindo a aprender", frisou.

O orgulho de Nuno Delgado

Embaixador do evento, em conjunto com Telma Monteiro, Nuno Delgado diz-se muito satisfeito pela realização da prova em Portugal, admitindo que este é um passo mais para consolidar o judo adaptado no nosso país.

"É com muita satisfação que vejo este evento acontecer, ainda para mais sendo o padrinho do mesmo, em conjunto com a Telma Monteiro. É uma iniciativa pioneira em Portuga, que abre portas para uma dimensão em que temos investido muito, que é o desporto adaptado. Tencionamos levar a modalidade um pouco mais além, para pessoas que não têm tantas oportunidades em praticar desporto. É um grande sucesso para a Federação, pois tivemos atletas presentes nas principais provas internacionais: cadetes, juniores, seniores e agora desporto adaptado. É mérito de uma equipa organizada ao mais alto nível", ressalvou o antigo judoca, medalha de bronze em -81 kg nos Jogos Olímpicos de Sidney, em 2000.

"Estamos a dar os primeiros passos nesta dimensão do judo. A grande expetativa é aumentar a capacidade de competitividade dos atletas. Daí o esforço que tem vindo a ser feito. O Miguel Vieira é o atleta que se destaca entre o grupo, pois tem vindo a registar resultados relevantes e é a nossa grande esperança paralímpica", admitiu Nuno Delgado, que mesmo assim não quer pensar em medalhas.

"Gosto de pensar por etapas. A primeira será o Europeu. Vamos estar atentos para ver como lidam com a prova. É muito importante, em casa e com muita pressão. No funo temos a expetativa para ver como lidam com o impacto da mesma. Acredito que o Miguel é o que está em melhores condições para se aproximar da qualificação olímpica. Mas, como disse, não vamos criar expetativas. Sabemos que as limitações que eles têm até agora foram muito grandes, estão em fase de evolução e tiveram muito poucas oportunidades para competir internacionalmente", recordou.

De resto, o antigo judoca destaca a fácil adaptação que os atletas invisuais têm à modalidade, algo que ficou patente no facto de, na quinta-feira, os dois judocas acima citados terem treinado com judocas olímpicos sem qualquer problema.

"No judo temos os atletas invisuais como paralímpicos e ainda os surdolímpicos, onde temos a Joana Santos, que recentemente ganhou duas medalhas de bronze. Pouco a pouco o judo vai-se diversificando e será um incentivo para os clubes investirem nas instalações e em técnicos. É um processo em andamento. O judo é facilmente adaptável. Temos atletas olímpicos a treinar com judocas cegos e adaptação do treino é praticamente inexistente. Só precisamos de uns assistentes para corrigir certas situações. É um desporto de sensações e de contacto, sendo que os invisuais muito facilmente se adaptam à dinâmica", assegurou Nuno Delgado, que espero nos próximos tempos fechar protocolos no Brasil e Espanha nesta área, pois considera este dois países como tendo "uma grande cultura de desporto adaptado", finalizou.

Árbitro português em ação

Além dos três atletas, Portugal terá em Odivelas um árbitro presente. Será Eduardo Garcia, um juiz já habituado a estas andanças. "Não, não é diferente. Estou bastante habituado, já estive presente em muitas provas deste estilo. A grande diferença é que os combates são mais cansativos, pois obrigam a uma atenção superior e podem prolongar-se bastante", admitiu o juiz nacional.



Fonte: Record
 

 



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