XVIII Jogos Especiais
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Mensagem da directora regional
Eis-nos em Maio de 2010, entusiasticamente envolvidos na 18.ª Edição dos Jogos Especiais!
A par de outros eventos que, paulatinamente, têm norteado o percurso evolutivo da Educação Especial e Reabilitação na Região Autónoma da Madeira (RAM), esta iniciativa tem vindo a afirmar-se como espaço e oportunidade determinantes
na mobilização de vontades,
na conjugação de esforços,
na revelação de capacidades,
na afirmação de desejos,
no encorajamento de sonhos,
no encanto de descobertas,
na eleição de talentos,
na revitalização de experiências
e na evocação de memórias,
dimensões essenciais à existência
individual e colectiva.
Concretização solidária e corajosa desta cascata de acções e projectos foi o modo decidido como todos enfrentámos a reconstrução da nossa querida Madeira, após o trágico temporal de 20 de Fevereiro.
Os Jogos Especiais acontecem, porque existem pessoas “especiais”.
Os Jogos Especiais acontecem, porque alguém “especialmente sensível” os sonhou e projectou, a partir de outros sonhos, longínquos no tempo e no espaço, mas próximos na convergência do sentir, do querer e do agir.
Sim! Entre nós, há 18 anos, o professor Eleutério de Aguiar tornou realidade este sonho, perpetuando o ideal de outra pessoa que, de um modo muito especial, sonhou e fundou, nos Estados Unidos da América, as “Olimpíadas Especiais” - chamava-se Eunice Kennedy. Em Agosto de 2009, o Mundo viu-a partir e, num comunicado da família, publicado no Jornal O Público, dizia-se: “Ela quis mudar o Mundo e mudar-nos a nós (…) fundou o movimento que deu origem às Olimpíadas Especiais, o mais vasto movimento para a aceitação e inclusão das pessoas com deficiências intelectuais (a quem ela chamava os seus amigos especiais) na história do Mundo. O seu trabalho transformou a vida de centenas de milhões de pessoas em todo o Mundo e elas são hoje o seu legado (…) Ela acreditava que não há limites para o espírito humano.”
Defensora acérrima desta causa, em 1968, aquando da Cerimónia de Abertura das 1.as Olimpíadas Especiais, Eunice Kennedy incitava os participantes com esta interpelação:
«Na Roma Antiga, quando os gladiadores entravam na arena, proferiam estas palavras:
‘Que eu possa ganhar. Mas se não conseguir, que eu possa ser corajoso na tentativa.’»
Hoje, quero deixar a todos os protagonistas destes XVIII Jogos Especiais o desafio da participação corajosa, rumo à vitória, espelhada na oportunidade de momentos de camaradagem, partilha, convívio, e iluminada pela força vivificante das palavras do professor Eleutério de Aguiar: “com os Jogos Especiais pretende-se, em última análise, proporcionar à RAM a oportunidade de se rever nalguns dos seus Melhores, ainda que diferentes, mas também e sempre Madeirenses!”
ADDI
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