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..:: Deficiente-Forum - Inclusão Social ::.. Responsável Ana-S => Preconceito e Descriminação, Exclusão Social => Tópico iniciado por: Sininho em 22/03/2011, 14:17
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Ammiga trabalha na inserção de portadores de deficiência no mercado do trabalho
Luanda - A Associação Angolana dos Deficientes e Ex–militares (Ammiga) está a desenvolver um projecto de sensibilização que visa retirar os portadores de deficiência que se encontram na mendicidade nas ruas das várias cidades do país de forma a que sejam inseridos no mercado do trabalho.
Esta informação foi prestada pelo presidente desta associação, Domingos Martins Ngola, em entrevista à Angop a propósito dos ganhos alcançados no país após a obtenção da paz definitiva em todo território nacional.
“Nós temos dito aos nossos associados que o nosso lugar não é na rua, e caso enfrentemos dificuldades de emprego ou de outra índole temos que deixar que as estruturas competentes resolvam aquilo que está em falta dentro da realidade do país”, explicou.
Domingos Ngola referiu que a Ammiga tem desenvolvido pequenos projectos com vista a contribuir na redução dos deficientes físicos militares na rua, os quais contam com o apoio das estruturas centrais.
“Dentro de alguns dias vamos receber alguns kits profissionais do Ministério de Assistência e Reinserção Social (Minars) que vem ajudar este grupo de deficientes ex-militares com projectos já bem elaborados, os quais incidirão em várias profissões com destaque para serralharia, carpintaria, mecânica, alvenaria, moagem e recauchutagem”, frisou.
Segundo o responsável, a reinserção dos portadores de deficiência no mercado do trabalho tem registado algumas dificuldades devido ao deficit de empregos, advogando a necessidade de se continuar a trabalhar em cooperativas de forma a contribuir na redução do índice de desemprego no seio dos deficientes.
“Se nós trabalharmos em cooperativas bem estruturadas vamos contribuir para a redução da pobreza e poderemos corresponder com a expectativa dos nossos deficientes executando políticas viáveis que permitam a melhoria das suas condições de vida”, reforçou.
Questionado sobre a legislação referente aos portadores de deficiência, Domingos Martins Ngola é de opinião que se deve trabalhar com os diplomas existentes, designadamente a Lei de Base do Portador de Deficiência e a Lei 13 do Antigo Combatente e Deficiente de Guerra, sendo esta última mais especifica.
Realçou que a Lei de Base do Portador de Deficiência já está na sua oitava versão e a Assembleia Nacional já está a trabalhar nela de forma a defender todos os cidadãos que se encontram nessa condição, sendo objectivo do órgão que este diploma seja aprovado com maior brevidade.
Realçou que, neste capítulo, as organizações nacionais como a Ammiga têm envidado esforços no sentido desta lei ser aprovada com brevidade para que os benefícios nela contidos venha a ajudar na realidade os portadores de deficiência.
Em relação ao anúncio recente da criação de centros regionais por parte do Ministério dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria para acolher portadores de deficiência militares e seus familiares, o interlocutor da Angop afirmou que a associação que representa acolhe a iniciativa com agrado.
Contudo advoga que sejam criados mecanismos eficazes de funcionamento dos referidos centros de forma a que os beneficiários encontrem nos mesmos condições de habitabilidade condignas, alimentação e vestuário necessários.
“Pensamos que o ministério irá estruturar estes centros de forma a que os deficientes encontrem nos mesmos um local de passagem para outros desafios. Esta ideia vem de certa forma desanuviar aqueles que se encontram nos hospitais a mais de vinte anos.
in portalangop