Nuno Bernardo, residente em Benquerenças de Baixo, concelho de Castelo Branco, é deficiente, tem 33 anos e há seis que perdeu a capacidade de andar e está numa cadeira de rodas.
Nas sessões de fisioterapia, que decorrem no Hospital Amato Lusitano, em Castelo Branco, o pai, Francisco Bernardo, foi alertado para a necessidade de ser trocada a cadeira de Nuno, por já não corresponder às suas necessidades.
“A fisioterapeuta deu-me uma carta para levar à médica de família, onde explicava esta situação. Depois de ter pedido três orçamentos, em farmácias e casas da especialidade, levei-os também à médica que, os juntou a uma informação clínica para remeter à Segurança Social”, conta o pai de Nuno Bernardo, mas nesta instituição, “o pedido foi recusado, dizendo que não havia verbas para comprar cadeiras de rodas, pelo que nada podiam fazer”.
Em causa, segundo avança, “está uma verba que ronda os 200 euros, pois era mais ou menos esse o valor de todos os orçamentos”. Francisco Bernardo tem “uma pequena reforma” e a esposa “não tem direito a nada”. Já o filho “também tem uma pequena pensão, mas agora também passou a pagar os medicamentos todos que toma e que antes eram gratuitos”.
Francisco Bernardo acrescenta que na Segurança Social ainda lhe foi sugerido que levasse uma cadeira de rodas emprestada, mediante a assinatura de um termo de responsabilidade, mas que lhe mostraram uma “que tinha os raios da roda todos partidos”.
Contactada a Segurança Social, foi explicado que “o pai de Nuno Bernardo falou com o técnico que, por não se tratar de uma cadeira especial, lhe sugeriu que levasse uma do serviço”, acrescentando que “a Segurança Social tem este tipo de equipamentos que empresta para estas situações e, depois de não serem precisas, são devolvidas. Se estiverem em bom estado são reemprestados e se não estiverem são abatidos”, pelo que “ele levou a proposta e os serviços estão a aguardar uma resposta”.
Fonte: Jornal Reconquista