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..:: Deficiente-Forum - Inclusão Social ::.. Responsável Ana-S => Preconceito e Descriminação, Exclusão Social => Tópico iniciado por: migel em 22/07/2025, 11:43
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Jovem paraplégica violada três vezes durante rapto que durou 24 horas
17 julho, 2025 às 07:11
Jovem paraplégica violada três vezes durante rapto que durou 24 horas
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A vítima tem 22 anos e desloca-se em cadeira de rodas. O violador é seu conhecido e tem historial de violência associado
Foto: Arquivo
Uma jovem, de 22 anos e paraplégica, foi raptada e, ao longo de 24 horas, agredida e violada pelo menos três vezes. Só um telefonema feito às escondidas permitiu a sua libertação.
Roberto Bessa Moreira
O homem, com 40 anos e que faz uns biscates como eletricista, aceitou o pedido e foi buscar à unidade de saúde a rapariga, que só se desloca em cadeira de rodas. Porém, em vez de a levar para a habitação daquela, em Alenquer, transportou-a, contra a sua vontade, para uma casa no Carregado.
Tal residência pertence a familiares do suspeito e é usada por este para passar algumas noites. Na tarde de segunda-feira, não estava lá ninguém. Por esse motivo, ninguém deu conta de que a vítima foi empurrada para o interior da moradia nem que ali foi mantida em “cativeiro durante cerca de 24 horas”, salienta a PJ.
Unidade Contra Terrorismo
Ao longo deste período, a jovem não teve acesso à cadeira de rodas e, como tal, não conseguiu fugir. Também foi agredida com frequência e viu, num dos episódios de violência, o raptor partir-lhe o telemóvel. E foi ainda violada, segundo o JN apurou, pelo menos três vezes.
Sem conseguir andar, a vítima só conseguiu escapar porque, já na terça-feira, teve acesso a um telemóvel e, explica a PJ, “aproveitando uma ida do agressor à casa de banho”, telefonou ao pai.
Alertado para o que estava a suceder, o progenitor queixou-se no posto da GNR de Alenquer, mas, por em causa estar um rapto cujos contornos eram, à data, desconhecidos, o caso passaria para a Unidade Nacional Contraterrorismo da PJ.
Nas horas seguintes, os inspetores conseguiram localizar a residência do Carregado e libertar a jovem, que só mais tarde denunciaria as violações sofridas durante as cerca de 24 horas em que esteve raptada.
Ao mesmo tempo que soltaram a vítima do cativeiro, os inspetores detiveram o raptor. Trata-se de um praticante de artes marciais, com um historial de violência associado e que conta com uma condenação a dez anos de prisão, por tráfico de droga e ofensas à integridade física.
Aliás, na segunda-feira, dia em que raptou a rapariga paraplégica para a violar, o suspeito cumpria dois anos e um mês de liberdade após a saída da cadeia.
Hoje, será levado pela Polícia Judiciária ao Tribunal de Loures, para aqui ser interrogado por um juiz de instrução criminal. No final, ficará a conhecer as medidas de coação.
Fonte: Jn