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Autor Tópico: Fernando Nobre apela a que cidadãos travem politicas de exclusão social  (Lida 1921 vezes)

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Offline Eduardo Jorge

 
“A sinfonia, da forma como está a ser tocada, vai criar mais vítimas”, advertiu o médico e candidato à Presidência da República, ao intervir num debate na Universidade de Coimbra intitulado “Saberes em Diálogo, Vítimas, Estado e Cidadania: Responsabilidades Cruzadas”.

Para Fernando Nobre, as vítimas das políticas económicas “começam a ser culpabilizadas de novo pelos empresários” e uma evidência dessa tendência está em que as medidas de combate ao défice e o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) afetam primeiro as pessoas de menores recursos.

Na sua perspetiva, só é possível travar esta tendência se na sociedade surgir “um lóbi forte” capaz de “obrigar o Estado e o mercado a assumirem as suas responsabilidades”.

“Se os cidadãos não exercerem pressão, não serão os decisores políticos a inverter a marcha”, sublinhou, frisando que terá de ser uma “pressão pacífica mas suficientemente forte para inverter o caminho, se não o número de vítimas continuará a crescer”.

Fernando Nobre explicou que “serão as vítimas a aumentar e os cidadãos a diminuir”, porque “as vítimas não têm preocupações sociais para desenvolver a cidadania, apenas em sobreviver cada dia”.

A professora universitária Filomena Araújo, que interveio no debate em representação da Associação para a Promoção de uma Cultura de Segurança Rodoviária (GARE), afirmou que tem-se assistido a uma estratégia de ocultação das vítimas de acidentes de viação.

Uma das formas de ocultação, na sua perspetiva, é nas próprias estatísticas, em que apenas figuram os mortos como vítimas e os outros são feridos graves ou feridos ligeiros.

“Não há um estatuto de vítima para as de acidentes rodoviários”, afirmou, acrescentando que estas “são duplamente vítimas”, do acidente e pelas consequências subsequentes.

Para Filomena Araújo, é preciso mudar a legislação, mudar mentalidades e considerar que estas vítimas “são um problema de saúde pública e não uma tragédia individual”, porque quando há uma vítima “é porque o Estado não cumpriu a sua corresponsabilidade de a proteger”.

Horácio Moreira, que na sessão deu o testemunho da Associação de Familiares das Vítimas da Tragédia de Entre-os-Rios, disse que 60 dias depois o Estado deixou de prestar apoio psicológico às pessoas que viram entes desaparecer com a queda da ponte, mas um ano após o acidente estava a inaugurar um monumento de homenagem que "custou 800 mil euros”.

No debate “Saberes em Diálogo, Vítimas, Estado e Cidadania: Responsabilidades Cruzadas”, organizado pelo Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra, participaram ainda Joana Marques Vidal, da Associação Portuguesa de Apoio às Vítimas (APAV), José Arruda, da Associação dos Deficientes das Forças Armadas (ADFA), e Chito Rodrigues, da Liga dos Combatentes.

Fonte: Jornal I
 

 



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