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..:: Deficiente-Forum - Inclusão Social ::.. Responsável Ana-S => Preconceito e Descriminação, Exclusão Social => Tópico iniciado por: Eduardo Jorge em 18/07/2010, 17:19
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"A proposta pode parecer tola, mas tem um fundo de verdade, que é o facto de serem os três partidos, os partidos da política de direita, com nuances, com diferenças de ritmo, de método, mas naquilo que é essencial os três estão juntos", observou.
Jerónimo de Sousa recordava assim que Paulo Portas, no debate de quinta feira sobre o estado da Nação, propusera a demissão do primeiro ministro, a substituição de alguns ministros e a formação de um novo Governo de coligação entre o PS, PSD e CDS-PP, "os três juntos".
Jerónimo de Sousa referiu que "naquilo que é essencial, para salvar o capital, os interesses dos poderosos e esta política desastrosa da União Europeia, os três partidos estão juntos".
O líder do PCP falava em Portalegre numa sessão pública sobre o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), que decorreu no auditório da Escola Superior de Educação, onde comentou a posição do CDS-PP, que considerou ser "muito criativo nestas matérias".
Na opinião do líder comunista, "a proposta do CDS-PP não é assim tão tola", mas "obviamente levanta-se um problema".
"Substituir o primeiro-ministro, substituir os ministros, se calhar até não era mal feito, mas o grande problema é este: substituía-se esta gente e continuava a mesma política, ou seja, o problema central e principal está na política que está a ser realizada", salientou.
Para Jerónimo de Sousa, "sem uma outra política, sem a rotura com esta, e a mudança" podem estar os três partidos juntos, podem ser escolhidos 50 primeiro ministros "que não se resolve o problema da política nacional".
Em declarações aos jornalistas, no final da sessão, Jerónimo de Sousa criticou a atitude do Governo de aproveitar o período de férias para fazer alguns "cortes sociais" a partir de Agosto.
"Aproveita-se por ser um período de férias e sempre se consegue diluir as medias profundamente injustas e brutais", referiu.
O mesmo responsável disse que as medidas "atingem em primeiro lugar os desempregados, numa altura em que o desemprego está a aumentar, atingem sectores muito vulneráveis como as crianças e os doentes acamados, as pessoas com deficiência, os mais excluídos".
Lusa