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..:: Deficiente-Forum - Inclusão Social ::.. Responsável Ana-S => Preconceito e Descriminação, Exclusão Social => Tópico iniciado por: migel em 11/09/2011, 20:16

Título: Pais lutam por classes especiais
Enviado por: migel em 11/09/2011, 20:16
Pais lutam por classes especiais
Ameaça de fechamento de unidades na rede de ensino preocupa


(http://www.diariodemarilia.com.br/Noticias/102826/Pais-lutam-por-classes-especiais)
 
A inclusão da pessoa com deficiência é um tema muito discutido entre pais e especialistas, porém, a realidade do país ainda é bem diferente da teoria. Em Marília, pais de alunos com deficiência da Escola Estadual “Bento de Abreu Sampaio Vidal” lutam contra o fechamento da classe especial que existe há 25 anos.

Em reunião realizada na última quinta-feira (8), pais discutiram juntamente com a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Mary Profeta, o melhor modo para resolver o problema.

Eles alegam que a inclusão ainda é complicada na cidade, pois falta estrutura adaptada e preparações especiais para atender crianças com necessidade. Eles alegam que a direção da escola afirma que a classe especial é proibida por lei, mesmo que enfatize o incentivo da inclusão. Segundo Maria Alice Bellamo Ruiz, 35, mãe de Isadora Ruiz, 9, portadora de paralisia cerebral e estudante do colégio, a lei existe, porém, Marília ainda é uma cidade pouco preparada para atender pessoa com deficiência.

Ela também afirma que o diretor alega estar sendo pressionado pela promotoria e Secretaria de Educação, mas segundo ela o fato foi negado pela Secretaria que afirma que a escola pode manter a classe até 2020, tempo limite estipulado pela lei. “Já procurei várias escolas para mudar minha filha, no caso do fechamento do Bento, mas nenhuma tem atendimento especializado, cuidador e estrutura própria, estou insegura quanto ao futuro, principalmente hoje em dia, onde acontece o bullyng”, disse Maria Alice.

Para ela, a educação inclusiva é algo fantástico na teoria, mas no Brasil ainda não é uma realidade possível para todo deficiente, “Cada criança tem uma deficiência, não tem como juntar todas, umas tem capacidade de inclusão, outras possuem limitações maiores, necessita métodos especiais para colocar a inclusão em prática”, acrescentou.

Pais: amor e dedicação com filhos deficientes


A luta para o bem estar dos filhos é um trabalho de todos os pais, mas para os que possuem filhos com algum tipo de deficiência este trabalho é dobrado e constante.
Kátia da Silva, 37, mãe de Mic da Silva, 12, portador de Totose Múltipla, doença ocasionada pela falta de oxigênio no cérebro, acredita que a luta começa desde o momento do nascimento de um filho com algum tipo de necessidade especial.
Agora ela reivindica também contra o fechamento da sala da Escola Bento de Abreu, onde seu filho estuda. “A luta é intensa, precisamos ter tempo e apoio do Estado para alcançarmos nosso objetivo, o Brasil é o pior país para cadeirantes”, disse Kátia.
A atenção que Cláudia Castelazi, 34, tem com o filho Mateus Castelazi, 3, é ainda maior. Mateus desde seu nascimento tem uma doença denominada como Síndrome de West, sendo 100% dependente de terceiros. Claudia afirma que tudo que for possível fazer para melhorar a qualidade de vida de Mateus é válido, porém, ela acredita que vida escolar para ele na cidade é atualmente inviável. “Ele é uma pessoa extremamente dependente, em Marília não tem escola especializada para recebê-lo, já procurei várias escolas, até escola particular, mas elas não possuem pessoa especializada, nenhuma estrutura necessária”, disse.
Segundo ela, as escolas oferecem vaga para inclusão, mas nem toda criança com deficiência consegue se adaptar e evoluir. “Por isso prefiro cuidar dele pessoalmente”, disse.
Esteticista autônoma, Cláudia abriu mão de sua carreira para atender todas as necessidades do filho, que tem como rotina fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional e ecoterapia. “Faço tudo para proporcionar carinho e bem estar, se tivesse mais coisas com certeza faria”, conta Claudia.