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Autor Tópico: Escola dos EUA usa choques elétricos para castigar crianças com deficiência  (Lida 92 vezes)

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Online Sardinha

Escola dos EUA usa choques elétricos para castigar crianças com deficiência

19 DE DEZEMBRO DE 2018 - 13:30
"É uma forma de tortura." A Comissão Interamericana de Direitos Humanos exige à administração Trump que ponha fim ao uso de choques elétricos numa instituição em Boston.


Foto: REUTERS
Carolina Rico


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O Judge Rotenberg Center, uma instituição para crianças com necessidades educativas especiais em Boston, nos Estados Unidos, usa choques elétricos como forma de castigo. Há anos que é assim e nenhuma organização conseguiu, até agora, travá-la.

A prática sempre foi alvo de controvérsia no país, mas não é proibida. Agora, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos exige que seja definitivamente erradicada.

O Judge Rotenberg Center define-se no seu site como uma escola residencial que proporciona "tratamentos muito eficazes para alunos com distúrbios de conduta, comportamento, emocionais e/ou psiquiátricos, assim como pessoas com défice cognitivo ou perturbações do espetro autista".

Segundo o The Guardian , os 47 residentes podem ser submetidos a um "tratamento" com choques elétricos mais fortes do que os de armas taser. Acredita-se que esta seja a única instituição do mundo a recorrer a esta prática.

A escolha diz que se trata de "terapia aversiva", inspirada na teoria behaviorista: quando os alunos se comportam bem recebem um reforço positivo, quando se portam mal recebem um reforço negativo.

O Judge Rotenberg Center diz que os choques elétricos são usados apenas como último recurso, em casos de violência extrema, mas inúmeras organizações denunciam a prática para lidar com qualquer situação de desobediência ou problemas menores.

Numa rara resolução formal, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos exige ao governo norte-americano que sejam tomadas medidas cautelares para a cessação imediata da prática.

O uso de choques constitui um " impacto sério sobre os direitos" de pessoas vulneráveis, "particularmente no seu direito à integridade pessoal que pode ser submetido a uma forma de tortura".

Foi também pedido um parecer sobre o uso de choques enquanto terapia ao secretário de Estado Mike Pompeo, mas até agora a Comissão Interamericana de Direitos Humanos não obteve qualquer resposta.

Num comunicado enviado ao The Guardian, a escola alega que a prática não constitui um risco e permite que os seus clientes vivam "em geral livres de contenção e de medicamentos psicotrópicos ineficazes e perigosos, livres de lesões e capazes de estabelecer uma educação e relacionamentos com as suas famílias de maneiras que não eram possíveis com quaisquer outros tratamentos".

Em 2010, este jornal visitou a escola e explica como funciona o sistema de reforço negativo: as crianças usam durante todo o dia mochilas com um dispositivo de corrente elétrica designado "GED" com elétrodos ligados ao peito, braços ou pernas.

Se tentarem agredir um colega ou magoar-se a eles mesmos os funcionários ativam através de controlo remoto um choque que pode ir até aos dois segundos.

Um vídeo divulgado em 2014 mostra outra forma de aplicar castigos na instituição. Andre McCollins, de 18 anos, recebeu 31 choques ao longo de sete horas, amarrado a uma maca. No vídeo é possível ouvi-lo a gritar repetidamente "isso dói".


Tanto o governo dos EUA, como a Food and Drug Administration (FDA), a agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, têm poder para ordenar o fim da prática.

Em 2016, a FDA disse que pretendia proibir o dispositivo "GED" usado pelo Judge Rotenberg Center, mas nunca chegou a pôr em prática a proposta.




Fonte: TSF
 

 



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