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Autor Tópico: Há sempre uns mais iguais que os outros…  (Lida 72 vezes)

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Offline hugo rocha

Há sempre uns mais iguais que os outros…
« em: 09/02/2019, 17:00 »
Há sempre uns mais iguais que os outros…


Luís Paulo Rodrigues
Ontem às 00:00
Há sempre uns mais iguais que os outros…

 
Recentemente fomos surpreendidos pelo patrocínio profissional oferecido pela Nike a Justin Gallegos, um aluno e atleta da Universidade de Oregon que é portador de paralisia cerebral.

Marta Paço, jovem cega vianense de 13 anos, ganhou o bronze no Mundial de Surf Adaptado. Em Espanha, Carlos Rodrigo, que se desloca em cadeira de rodas, levou a Federação a reconhecer o mérito do seu sonho de vir a ser treinador de futebol, e foram modificados os requisitos para cursos de treinador, adaptando-os para pessoas com deficiências físicas.

Estas são tendências evolutivas do Mundo moderno que deixou de olhar para o desporto e para a deficiência como algo mutuamente exclusivo. Que o digam as 25 medalhas de ouro, 31 de prata, e 39 de bronze conquistadas pelos atletas paralímpicos desde a primeira participação de Portugal nos Jogos Paralímpicos em 1972.

Mas o que provavelmente mais poderá surpreender o leitor, é saber que nenhum destes praticantes de desporto medalhados internacionalmente poderiam ser alunos de desporto em metade das instituições públicas de Ensino Superior. Aliás como se viu agora com a noticiada tentativa falhada de ingresso do atleta paralímpico Telmo Pinão no curso de Desporto da Universidade de Coimbra. Seis das sete universidades, e quatro dos 13 politécnicos exigem pré-requisitos de aptidão física e funcional e desportiva. Estas exigências das formações em Educação Física do século passado, dominadas pelo saber atlético, "higiénico", e militar, permanecem por mero peso da tradição na realidade de muitas formações superiores em Desporto. Nem as transformações dos cursos em Ciências do Desporto; nem o processo de Bolonha; nem a realidade cada vez mais inclusiva do Mundo de hoje foi capaz de exorcizar de vez estas práticas.

Competir, aprender e trabalhar nas áreas do Desporto não pode depender hoje da maior ou menor capacidade motora ou funcional que é determinada pela condição de deficiência. Não só porque são realmente diversas as áreas de intervenção desportivas, mas também e sobretudo porque não é possível negar à partida a condição de vontade e motivação que pode, e leva amiúdas vezes, à superação.

É tempo de modificar de vez esta realidade discriminatória e apostar nas pessoas. Assim o queiram as instituições e o legislador. Assim cada um consiga realizar o seu potencial.

*Diretor da Escola Superior Desporto e Lazer de Melgaço


JN

 

 



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