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Autor Tópico: Biologia do sangue  (Lida 30843 vezes)

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Offline Sininho

Biologia do sangue
« em: 31/10/2010, 16:36 »
 
O sangue é uma combinação de líquido, células e partículas parecidas com as células que circulam pelas artérias, capilares e veias, fornecendo oxigénio e nutrientes essenciais aos tecidos e retirando anidrido carbónico e outros produtos residuais.

Componentes líquidos

Mais de metade do sangue é formado por um líquido (plasma), composto principalmente por água que contém sais dissolvidos e proteínas. A proteína mais abundante no plasma é a albumina. As outras proteínas são anticorpos (imunoglobulinas) e factores que intervêm na coagulação. O plasma também contém hormonas, electrólitos, gorduras, açúcares, minerais e vitaminas.


Desenvolvimento das células sanguíneas


As células dividem-se e seguem diferentes vias de crescimento, transformando-se em diversos tipos de células sanguíneas e plaquetas. Neste diagrama omitem-se várias formas intermédias.


O plasma não só transporta células sanguíneas, mas também constitui uma reserva de água para o corpo, impedindo o colapso e a alteração dos vasos sanguíneos e ajudando a manter a pressão arterial e a circulação em todo o organismo.

in manualmerk.pt

Outra função, até mais importante, é a de proteger o organismo das substâncias estranhas, como vírus, bactérias, fungos e células cancerosas. Esta função é realizada pelos anticorpos que se encontram no plasma, enquanto as proteínas da coagulação controlam a hemorragia. Também o plasma refresca e aquece o corpo consoante as suas necessidades, além de transportar as hormonas e regular os seus efeitos.

Componentes celulares

Os componentes celulares do sangue são os glóbulos vermelhos, os glóbulos brancos e as plaquetas, que se encontram suspensos no plasma.

Os glóbulos vermelhos (eritrócitos) são os mais numerosos dos três componentes celulares e normalmente compõem quase metade do volume sanguíneo. Estas células estão cheias de hemoglobina, o que lhes permite transportar oxigénio desde os pulmões até aos tecidos de todo o corpo.

Assim, as células consomem o oxigénio que lhes proporciona energia e libertam o anidrido carbónico como um produto de eliminação que os glóbulos vermelhos retiram dos tecidos e levam até aos pulmões.

A quantidade de glóbulos brancos (leucócitos) é menor, com uma proporção de aproximadamente um glóbulo branco por cada 660 glóbulos vermelhos. Existem cinco tipos principais de glóbulos brancos que funcionam de forma conjunta, constituindo os principais mecanismos de defesa do organismo contra as infecções, incluindo a produção de anticorpos. (Ver secção 16, capítulo 167)

Os neutrófilos, também chamados granulócitos porque contêm grânulos com enzimas, formam o tipo de glóbulos brancos mais numeroso. Ajudam a proteger o corpo das infecções bacterianas e fúngicas e fagocitam partículas estranhas. Dividem-se em dois tipos: neutrófilos em faixa ou em bastonete (imaturos) e neutrófilos segmentados (maduros).

Os linfócitos dividem-se em dois grupos principais: os linfócitos T, que permitem ao organismo defender-se contra as infecções virais, mas que também podem detectar e destruir algumas células cancerosas, e os linfócitos B, que se transformam em células plasmáticas que produzem anticorpos.

Os monócitos ingerem as células mortas ou danificadas e eliminam agentes infecciosos, proporcionando assim as defesas imunológicas necessárias ao organismo.

Os eosinófilos encarregam-se de matar alguns parasitas e de destruir algumas células cancerosas e também participam em certas respostas alérgicas, tal como os basófilos.

As plaquetas (trombócitos), partículas parecidas com as células (não são realmente células), são mais pequenas que os glóbulos vermelhos ou brancos e fazem parte dos mecanismos necessários para deter uma hemorragia a nível do seu ponto de origem onde eles se acumulam e se activam.

Uma vez activadas, tornam-se pegajosas e agrupam-se para formar um rolhão que ajuda a obturar esse ponto e a deter a hemorragia. Ao mesmo tempo, libertam substâncias que favorecem a coagulação. (Ver secção 14, capítulo 155)

Os glóbulos brancos não circulam livremente pelo sangue, como os glóbulos vermelhos. Muitos deles aderem às paredes dos vasos sanguíneos ou mesmo atravessam-nas para entrar noutros tecidos. Quando os glóbulos brancos alcançam o sítio de uma infecção, por exemplo, libertam substâncias que atraem mais glóbulos brancos. As células brancas funcionam como um exército; estão dispersas por todo o organismo, mas preparadas para a ordem imediata de se agruparem e expulsarem qualquer organismo invasor.

Formação das células do sangue

Os glóbulos vermelhos, os glóbulos brancos e as plaquetas originam-se na medula óssea. Mas ainda como glóbulos brancos, os linfócitos produzem-se também nos gânglios linfáticos, no baço e no timo, pequena glândula que se encontra perto do coração que funciona apenas em crianças e adultos jovens e onde se originam e amadurecem os chamados linfócitos T.

Dentro da medula óssea, todas as células sanguíneas se originam a partir de um único tipo de célula chamada célula-mãe. Esta célula-mãe divide-se em células imaturas que se vão dividindo por sua vez e vão amadurecendo até chegarem aos três tipos presentes no sangue.

A velocidade da produção das células sanguíneas é controlada segundo as necessidades do corpo. Quando o volume de oxigénio dos tecidos corporais ou o número de glóbulos vermelhos diminui, os rins produzem e libertam a eritropoietina, uma hormona que estimula a medula óssea a produzir mais glóbulos vermelhos. Em caso de infecções, a medula óssea produz e liberta mais glóbulos brancos, enquanto, face a uma hemorragia, produz mais plaquetas.
« Última modificação: 31/10/2010, 16:54 por Sininho »
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Offline Sininho

Re:Biologia do sangue
« Responder #1 em: 31/10/2010, 16:39 »
 
Análise de sangue

Os médicos usam diferentes análises de sangue para diagnosticar e controlar as doenças. Algumas dessas análises determinam os componentes e a função do próprio sangue; outras determinam substâncias que se encontram dissolvidas no sangue para saber como estão a funcionar outros órgãos.

A análise de sangue que mais frequentemente se realiza é a contagem completa dos glóbulos, ou seja, uma avaliação básica dos diferentes componentes celulares do sangue.

As máquinas automatizadas realizam esta análise com uma pequena gota de sangue em menos de um minuto. Além de determinar o número de células sanguíneas e de plaquetas, a percentagem de cada tipo de glóbulos brancos e a quantidade de hemoglobina, a contagem completa das células sanguíneas habitualmente avalia o tamanho e a forma dos glóbulos vermelhos.

Os glóbulos vermelhos anormais podem fragmentar-se ou adoptar forma de lágrima, de meia- -lua ou de agulha. O conhecimento de uma forma ou de um tamanho anormal e específico pode ajudar o médico a diagnosticar uma doença.

Por exemplo, as células em forma de foice são características da drepanocitose, os glóbulos vermelhos pequenos podem assinalar uma fase precoce de uma falta de ferro e os glóbulos vermelhos ovalados e grandes sugerem um défice de ácido fólico ou de vitamina B12 (anemia perniciosa).

Outras análises oferecem informação adicional sobre as células sanguíneas. A contagem de reticulócitos é o número de glóbulos vermelhos (reticulócitos) recém-formados (jovens) num determinado volume de sangue.

Os reticulócitos normalmente constituem 1 % do total dos glóbulos vermelhos. Quando o corpo precisa de mais glóbulos vermelhos, como acontece na anemia, a medula óssea responde normalmente produzindo mais reticulócitos. Assim, a contagem de reticulócitos é uma medida da função da medula óssea. Os exames para determinar a fragilidade dos glóbulos vermelhos e as características da sua membrana também ajudam o médico a avaliar as causas de uma anemia.

Os glóbulos brancos podem contabilizar-se no seu número total (contagem de glóbulos brancos). Quando é preciso informação mais pormenorizada, o médico solicita a contagem dos tipos específicos dos glóbulos brancos (contagem diferencial dos glóbulos brancos). (Ver secção 14, capítulo 156) As plaquetas também podem contar-se de forma separada.

Uma das análises mais frequentes que se fazem no plasma é a análise dos electrólitos. Os electrólitos são o sódio, o cloreto, o potássio e o bicarbonato, assim como substâncias quantificadas com menor frequência, como o cálcio, o magnésio e o fosfato. Outros exames quantificam as proteínas (habitualmente albumina), o açúcar (glicose) e os produtos tóxicos que os rins costumam eliminar (creatinina e azoto ureico sanguíneo).

Extracção de uma amostra de medula óssea

As amostras da medula óssea geralmente obtêm-se do osso da anca (crista ilíaca). A pessoa deita-se de lado, dando as costas ao médico e flectindo o joelho da perna que está por cima da outra. Depois de anestesiar a pele e o tecido que se encontra sobre o osso, o médico insere a agulha no osso e absorve a medula.

A maioria dos outros exames do sangue contribui para controlar a função de outros órgãos, já que o sangue transporta muitíssimas substâncias essenciais para o funcionamento do organismo. Além disso, a análise de sangue é relativamente fácil.

Por exemplo, a função tiróidea pode ser avaliada com maior facilidade medindo o valor das hormonas tiróideas no sangue do que examinando directamente uma amostra de tiróide. Da mesma maneira, quantificar no sangue os enzimas e as proteínas do fígado é mais fácil do que examinar uma amostra deste último.


Exame da medula óssea


Por vezes deve examinar-se uma amostra da medula óssea para determinar por que razão as células do sangue são anormais. O médico pode tirar dois tipos diferentes de amostras da medula óssea: uma aspiração e uma biopsia.

Punção esternal

Habitualmente os dois exames realizam-se no osso da anca (crista ilíaca), embora as aspirações por vezes se façam num osso do tórax (esterno). Nas crianças pequenas, realizam-se num osso das costas (vértebra) ou da perna (tíbia).

As duas amostras costumam ser extraídas simultaneamente, depois de se anestesiar a pele e o tecido que cobrem o osso.

Para a extracção, o médico aspira com a seringa uma pequena quantidade da medula óssea mole que se coloca num recipiente para exame ao microscópio. Com a amostra podem realizar-se exames especiais, como culturas para bactérias, fungos ou vírus e análises de cromossomas. Embora a aspiração muitas vezes proporcione informação suficiente para fazer um diagnóstico, o processo de aspirar a medula com a seringa rasga e desordena a frágil medula óssea. Por conseguinte, é bastante difícil determinar a disposição original das células.

Quando é importante determinar a relação anatómica exacta entre os diversos tipos de células, assim como a estrutura dos tecidos avaliados, realiza-se também uma biopsia nuclear. Extrai-se um pequeno fragmento de medula óssea intacta graças a um dispositivo dentro de uma agulha especial. O fragmento corta-se em lâminas delgadas que se colocam num recipiente para serem examinadas ao microscópio.

O facto de se extrair um fragmento de medula óssea geralmente só origina uma ligeira dor, seguida por um mal-estar mínimo. O procedimento requer apenas alguns minutos.

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