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Autor Tópico: Dadores de medula portugueses ajudaram doentes de 19 países  (Lida 1095 vezes)

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Dadores de medula portugueses ajudaram doentes de 19 países


Lisa Soares / Global Imagens


Banco português ajudou pacientes portugueses e estrangeiros no ano passado. Estão inscritas 385 mil pessoas e é o segundo maior banco do mundo por milhão de habitantes

Portugal tem o segundo maior banco de dadores de medula do mundo por milhão de habitantes, apenas atrás dos Estado Unidos, com 385 323 de inscritos. Um número que não tem parado de crescer e que nos últimos cinco anos (2011-2015) permitiu realizar 565 transplantes em doentes em Portugal e no resto do mundo. No ano passado as dádivas nacionais ajudaram pacientes de 18 países estrangeiros.

Em 1998 o banco de dadores de medula (Cedace) tinha 597 inscritos. Em 2011 eram mais de 277 mil e no ano passado a fasquia estava nos 385 mil inscritos. "Um caso de sucesso", afirma Hélder Trindade, presidente do Instituto Português do Sangue e Transplantação (IPST). Dádivas que atravessam fronteiras. No ano passado realizaram-se 104 transplantes nacionais e internacionais com dadores do Cedace. Das colheitas, 32 ficaram em Portugal e as restantes foram para doentes de 18 países, com destaque para os Estados Unidos, Itália, Alemanha, Espanha ou Inglaterra.

Um intercâmbio possível porque Portugal faz parte do registo internacional que junta os bancos de dadores de medula de vários países - 23 milhões de inscritos -, aumentando as probabilidades de se encontrar um dador. E é por isso que dos 77 transplantes de medula que se realizaram em hospitais portugueses no ano passado com recurso a dadores não aparentados, 43 foram com estrangeiros. A larga maioria (32) da Alemanha e dos Estados Unidos (5). Os restantes foram colheitas de Espanha, Bélgica, França, Itália, Inglaterra e Israel.

Existem dois tipos de transplantes de medula: autólogo (que usa sangue do próprio) e alogénico (usa material de pessoas geneticamente diferentes do doente e que podem ser familiares ou não aparentados). Dos seis hospitais em Portugal que realizam transplantes de medula, apenas três fazem transplantes alogénicos: Santa Maria, IPO do Porto e IPO de Lisboa. "A área da transplantação de medula em Portugal está a funcionar muito bem, com um aumento de 21% de 2014 para 2015", refere Hélder Trindade.

Obras para aumentar resposta

O serviço mais antigo é o do IPO de Lisboa, criado em 1987. Já fez mais de 2000 transplantes a adultos e crianças: o doente mais novo tinha três meses, o mais velho 71 anos. A média de internamento é de 25 dias. "Atualmente temos nove quartos e prevemos expandir para 12. O valor do investimento é de 1,5 milhões de euros", explica Nuno Miranda, médico do serviço. O objetivo é evitar esperas. "O tempo de espera, após identificado e estudado um eventual dador é, habitualmente, inferior a três meses. A falta de capacidade de resposta para as solicitações que temos é o motivo para a expansão da unidade", refere. Nos casos urgentes os transplantes são antecipados e quando necessário os doentes são reencaminhados para outros hospitais, o que "ocorre em menos de dez casos por ano".

O segundo mais antigo e o maior é o do IPO do Porto. Foi criado em 1989 e até ao início do ano tinha realizado 2300 transplantes de medula. Dos 171 que fez no ano passado, 33 foram em crianças. O serviço tem "15 unidades de isolamento", com médias de internamento superior a 20 dias. "Não existe lista de espera. Existe uma lista de doentes em programa de transplante e que vão acedendo ao tratamento de acordo com vários critérios. Por exemplo, data de referenciação, gravidade da doença base, disponibilidade do dador. Para alguns doentes consegue-se selecionar e estudar um dador em 30 dias, para outros pode demorar meses", diz António Campos Júnior, diretor do serviço. A unidade recebe também pacientes do norte e centro do país.

O serviço do Centro Hospitalar S. João iniciou-se em 1994 e fez 70 transplantes autólogos em adultos. Tem quatro quartos de isolamento e dois suplementares. O Centro Hospitalar da Universidade de Coimbra também só faz transplantes autólogos em adultos e foi o único que em 2015 desceu a produção, o que poderá ser explicado com maiores períodos de internamento. Tem dois quartos de imunossupressão e mais três individuais. Desde 1996 já realizaram 502 transplantes.

Fonte: DN
 

 



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