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Autor Tópico: Análise de sangue é capaz de descobrir todos os vírus que afectaram uma pessoa  (Lida 3396 vezes)

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Análise de sangue é capaz de descobrir todos os vírus que afectaram uma pessoa



Uma pesquisa liderada pela Harvard Medical School de Boston, nos EUA, desenvolveu uma nova técnica que permite descobrir todos os vírus que infectaram uma pessoa ao longo da sua vida a partir da análise de uma gota de sangue.

A técnica foi possível porque cada vírus que penetra no corpo humano deixa uma pegada imunológica indelével pois, além de causar doenças, modifica para sempre o sistema imunológico porque desenvolve anticorpos, que, por sua vez, podem predispor a ter outras doenças no futuro.

A nova tecnologia, divulgada pela revista Science, chama-se VirScan e permite analisar profundamente os anticorpos virais presentes no sangue de uma pessoa, e assim descobrir a quais vírus ela foi exposta ao longo da sua vida.

O pesquisador espanhol do Instituto de Pesquisa de Sida IrsiCaixa, Christian Brander, que colaborou no estudo, explicou que, além do seu interesse epidemiológico, os resultados abrem caminho sobre o mecanismo de funcionamento do sistema imunológico e podem ser utilizados para melhorar o design de vacinas.

Actualmente, é necessário que um médico faça um teste para detectar um vírus concretamente, já esta nova tecnologia permite identificar todos os vírus que já entraram em contacto com uma pessoa, seja através de infecção ou de vacinação, com uma única análise e a um custo aproximado de 25 dólares.

O teste caracteriza o espectro completo de respostas geradas pelas células do sistema imunológico encarregadas de produzir anticorpos contra os vírus, as chamadas células B.

Conhecer a pegada que as infecções deixam permitir-nos-á saber como este passado imunológico determinará a resposta a novos ataques virais», explicou Brander, que destacou as vantagens da nova técnica.

«O grande desafio ao criar novos tratamentos é averiguar quais anticorpos nos protegem contra uma doença, e para isso primeiro é preciso saber quais já temos no organismo», assinalou.

Para desenvolver o VirScan, os cientistas criaram uma biblioteca de peptídeos - fragmentos curtos de proteínas derivadas de vírus - que representavam 206 vírus e mais de mil estirpes ou variantes.

Depois, analisaram amostras de sangue de 569 pessoas de EUA, Peru, África do Sul e Tailândia e dividiram-nas em grupos em função da idade, da localização geográfica e de serem ou não portadoras do HIV.

Os resultados detectaram uma média de 10 vírus por pessoa. Os mais frequentes foram aqueles que infectam vulgarmente os humanos, como o citomegalovirus e o Epstein-Barr (principais responsáveis da mononucleose infecciosa) e o rhinovirus (responsável pela gripe comum).
 

 



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