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..:: Deficiente-Forum - Temas da Actualidade ::.. Responsável: Nandito => Bem - Estar, Saude e Qualidade de Vida => Primeiros Socorros & Banco de Sangue => Tópico iniciado por: 100nick em 12/07/2014, 16:51

Título: Teste de sangue vai detetar Alzheimer mais cedo
Enviado por: 100nick em 12/07/2014, 16:51
Teste de sangue vai detetar Alzheimer mais cedo

(http://www.pcd.pt/fotos/noticias/big1404990882.jpg)

no dia 10 de Julho de 2014

 Uma simples análise sanguínea poderá em breve ajudar a diagnosticar precocemente a doença de Alzheimer, quando os primeiros sintomas se manifestam sem  que as pessoas disso se apercebam, o que abre a perspectiva de um tratamento mais atempado, para retardar a progressão desta doença neurodegenerativa ainda sem cura.

 A possibilidade desse diagnóstico precoce resulta de um estudo de uma equipa internacional coordenada por investigadores britânicos, do King's College de Londres.

 Os resultados do trabalho, que foram publicados ontem na revista Alzheimer's & Dementia: The Journal of the Alzheimer's Association, identificam um conjunto de dez proteínas cuja presença no sangue antecipa o surgimento da doença.

 Para chegar aqui, os investigadores avaliaram mais de 1148 indivíduos - 420 com Alzheimer, 220 com perturbações cognitivas moderadas e outros 452 sem qualquer sinal de demência -, para rastrear 26 proteínas já conhecidas como estando associadas à doença de Alzheimer.

 Um total de 476 pessoas dos três grupos fizeram igualmente uma ressonância magnética cerebral, para se obterem imagens dos respectivos cérebros.

 A equipa, que foi coordenada por Addul Hye, do Instituto de Psiquiatria do King's College de Londres, verificou que 16 das 26 proteínas rastreadas estão fortemente associadas com os danos cerebrais causados quer pela doença de Alzheimer quer no caso das perturbações cognitivas ligeiras. Dessas, identificaram dez que permitem predizer com 87% de rigor se uma pessoa com estes sintomas ligeiros vai, ou não, desenvolver Alzheimer.

 "Os problemas de memória são muito comuns, e o desafio é identificar quem está sob risco de desenvolver demência", afirma o coordenador do estudo, citado num comunicado da sua universidade. "Há milhares de proteínas no sangue e este estudo culmina muitos anos de trabalho para identificar as que são clinicamente relevantes", diz ainda Addul Hye, sublinhando que a sua equipa tem agora "um conjunto de dez que podem predizer com grande rigor se alguém com sintomas iniciais de perda de memória ou de ligeira perturbação cognitiva poderá desenvolver a doença de Alzheimer no espaço de um ano".

 A doença começa a afectar o cérebro dos pacientes muitos anos antes de poder haver um diagnóstico definitivo da patologia e, por isso, "os medicamentos que são comummente utilizados para retardar a sua evolução não fazer grande efeito, porque a progressão da doença já está adiantada", explica por seu turno Simon Lovestone, da Universidade de Oxford e também autor do estudo. Daí, a importância deste trabalho, "que vai agora ser melhorado para diminuir diagnósticos falsos", conclui o investigador.

 
PCD