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Autor Tópico: O Profissional de Engenharia de Reabilitação  (Lida 7344 vezes)

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Online migel

 
O Profissional de Engenharia de Reabilitação

 
O Engenheiro de Reabilitação é um dos vários profissionais envolvidos no processo de reabilitação. As pessoas com necessidades especiais são o alvo desse processo e um elemento da equipa de Reabilitação. Este profissional tem que comunicar com os restantes profissionais, ter contacto directo e entender as necessidades de pessoas com deficiência e idosos.


Segundo a RESNA (cit. [Azevedo 1993]) um Engenheiro de Reabilitação possui determinadas características que o diferenciam de outros profissionais envolvidos no fornecimento de tecnologias de apoio, nomeadamente:
1. Especialização em Engenharia: envolve treino e/ou experiência no uso de princípios de engenharia apropriados a uma tarefa particular.

2. Especialização Técnica: inclui conhecimento e compreensão das tecnologias de apoio disponíveis e dos seus princípios operacionais.

3. Especialização em Projecto: envolve a aplicação sistemática dos princípios de engenharia e conhecimentos técnicos para o desenvolvimento de soluções inovadoras para desafio técnicos de reabilitação.

Para James Reswick, Presidente fundador da RESNA, o principal critério para definir um Engenheiro de Reabilitação é a sua actividade em engenharia de reabilitação, e não a sua formação ou grau académico. Assim, um engenheiro de qualquer especialidade que trabalha em engenharia de reabilitação, durante esse tempo, é um Engenheiro de Reabilitação [Reswick 2000].

Segundo Reswick as actividades de Engenharia de Reabilitação incluem (mas não estão limitadas a):

Invenção, Investigação e Desenvolvimento, Avaliação, Produção e Marketing, Selecção de Tecnologia, Prestação de Serviços, Instruções de Uso, Manutenção e Reparação.
Rory Cooper considera haver 5 locais principais de trabalho para um Engenheiro de Reabilitação:


1 - Investigação/treino numa universidade ou organismo governamental;

2 - Desenvolvimento de produtos por fabricantes;

3 - Prestação de serviços de engenharia de reabilitação num estabelecimento clínico;

4 - Serviço de engenharia de reabilitação num departamento de reabilitação;

5 - Serviços de consultoria privados.

Em 1991, Lawrence Trachtman coloca o “dedo na ferida” num estudo com o título provocador “Who is a Rehabilitation Engineer?” [Trachtman 1991]. É uma pergunta provocadora e perturbadora porque não pode ser respondida com a simplicidade que trataríamos a pergunta “Quem são os Engenheiros Mecânicos ou Engenheiros Electrotécnicos?”. Trachtman admite a hipótese que a dificuldade de identidade dos engenheiros de reabilitação se deve à falta de um currículo de formação tradicional com grau acreditado. Mesmo num grupo que pratica engenharia de reabilitação é difícil encontrar pessoas que se identifiquem como engenheiros de reabilitação.

Num esforço para determinar que profissionais se identificavam como engenheiros de reabilitação, Trachtman organizou e enviou um questionário a 285 membros do grupo de profissionais de engenharia de reabilitação da RESNA (RE-PSG). Dos 184 membros que responderam apenas 120 (65%) se consideravam Engenheiros de Reabilitação. Destes 120, a maioria (88%) tinha um grau académico de engenharia, mas poucos estavam registados como profissionais de engenharia (24%). Este investigador admite que os motivos porque outros membros do grupo (RE-PSG) não se consideram Engenheiros de Reabilitação poderão ter a ver com o facto de terem simplesmente interesse sobre a área de engenharia de reabilitação, de se considerarem Engenheiros Biomédicos ou investigadores sem actividade de prestação de serviços directos aos clientes.

O estudo Trachtman para caracterizar a prática dos Engenheiros de Reabilitação incluiu as seguintes questões de investigação:

1. Qual é o background educacional dos Engenheiros de Reabilitação?

2. Em que áreas trabalham os Engenheiros de Reabilitação?

3. Qual é a distribuição geográfica dos Engenheiros de Reabilitação?

4. Em que locais trabalham os Engenheiros de Reabilitação?

5. Qual é a estrutura salarial dos Engenheiros de Reabilitação?

6. Em que áreas tecnológicas actuam os Engenheiros de Reabilitação?

Os graus académicos dos 120 profissionais que se consideravam engenheiros de reabilitação estavam distribuídos da seguinte forma: 5 Associados (preparatórios de engenharia); 22 Licenciados (Bachelors), 47 Mestres e 41 Doutorados.

As áreas de trabalho consideradas foram:

?Prestação de Serviços,

?Investigação e Desenvolvimento,

?Gestão/Administração,

?Planeamento Politico,

?Educação/Formação,

?Comércio/marketing.
Cerca de 90% destes 120 profissionais trabalhava na prestação de serviços ou em actividades de investigação e desenvolvimento.

Quanto aos locais de trabalho foram considerados hospitais, universidades, organismos ligados à educação e formação profissional, escolas, organismos ligados à Deficiência, industria, actividade privada e consultoria. Apurou-se que cerca de metade dos 120 profissionais trabalhava num hospital ou numa universidade.

As áreas tecnológicas onde se previa que os engenheiros de reabilitação actuassem foram:

?adaptação automóvel,


?recreação adaptada,


?comunicação aumentativa,


?acesso ao computador,


?controlo ambiental,


?estimulação eléctrica,


?modificações de habitações,


?tecnologias para a mobilidade,


?próteses e ortóteses,


?robótica,


?sistemas de posicionamento,


?cuidados pessoais,


?ajudas sensoriais


?modificações de postos de trabalho.

Destas áreas as menos mencionadas pelos inquiridos foram as que são servidas tipicamente por outros profissionais tais como Próteses e Ortóteses e Recreação Adaptada.
 
« Última modificação: 03/03/2010, 19:05 por migel »
 

Online migel

Re:O Profissional de Engenharia de Reabilitação
« Responder #1 em: 03/03/2010, 19:19 »
 
Desenvolvimento da Profissão nos EUA

 O desenvolvimento da profissão de engenharia de reabilitação começou a ganhar terreno nos EUA a partir de 1986, com a alteração à Lei da Reabilitação que passou a contemplar e a fomentar a criação de Serviços de Tecnologias/Engenharia de Reabilitação para apoiar a Reabilitação Profissional. Muitos destes serviços foram criados em Universidades e em Agências de Formação Profissional e Emprego.

Em 1988 surge uma nova lei de apoio a pessoas com incapacidades relacionada com a tecnologia (com a designação actual Assistive Technology Act) que expande por todo o país a disponibilidade de produtos e serviços de tecnologias de apoio. É nesta altura que surge a pressão em criar programas de formação de nível superior em Tecnologias de Apoio/Reabilitação e Engenharia de Reabilitação.

Numa tentativa de apoio à afirmação profissional, de salvaguarda do consumidor a aumento da sua satisfação, a RESNA criou em 2002 a certificação de Tecnólogo de Engenharia de Reabilitação (RET - Rehabilitation Engineering Technologist). Esta certificação, há muito reclamada, surgiu 7 anos depois da certificação de Profissionais de Tecnologias de Apoio (ATP – Assistive Technology Practitioner) e de Fornecedores de Tecnologias de Apoio (ATS – Assistive Technology Supplier) iniciada em 1995.

Em 2007 a RESNA tinha certificado mais de 2500 ATPs, aproximadamente 1000 ATs e quase 50 RETs. Actualmente no sítio Web na RESNA é possível encontrar o contacto de 42 profissionais com a certificação RET [Cooper 2007]. Desde de Janeiro de 2009 as certificações ATP e RET terão que ser renovadas em cada dois anos.




 
 

Online migel

Re:O Profissional de Engenharia de Reabilitação
« Responder #2 em: 03/03/2010, 19:21 »
 
Desenvolvimento da Profissão no Reino Unido

 A identificação do desenvolvimento da profissão no Reino Unido está muito ligada á área da Saúde. Podemos identifica-la com iniciativas governamentais do Departamento de Saúde, do CoRE – Centre of Rehabilitation Engineering, no King’s College London, do IPEM - Institute of Physics and Engineering in Medicine e da parceria para o Registo Voluntário de Tecnólogos Clínicos (VRTC - Voluntary Register of Clinical Technologists) que procuram regular a profissão.

O CoRE foi criado em 1991 para apoiar o desenvolvimento de serviços de engenharia de reabilitação do Serviço Nacional de Saúde na área da educação e treino. Instalado no King's College London, ministrou cursos de part-time para a obtenção de certificados em Engenharia de Reabilitação desde o início dos anos 90 até 2007 (undergraduate Certificate in Rehabilitation Engineering), financiados pelo Serviço Nacional de Saúde. Os cursos destinavam-se a profissionais em serviço e tinha uma duração de um ou dois anos [Turner-Smith 1995].

O IPEM (Instituto de Física e Engenharia na Medicina) é organismo encarregado pelo Departamento de Saúde de conceber e garantir o cumprimento de normas para a prática da engenharia na medicina. Este Instituto caracteriza a Engenharia de Reabilitação da seguinte forma no documento "IPEM Policy on Rehabilitation Engineering Services" [Turner-Smith 1999]:


A Engenharia de Reabilitação é a aplicação clínica dos princípios da engenharia e tecnologia na prestação de serviços, investigação e desenvolvimento na resposta às necessidades das pessoas com incapacidade. Envolve a redução das barreiras ambientais, e/ou o restauro ou melhoria das funções físicas, mentais e sociais da pessoa com incapacidade.


Neste relatório do IPEM a Engenharia de Reabilitação é entendida como um elemento importante de um serviço de reabilitação abrangente e inclui os seguintes serviços e temas de investigação, projecto, desenvolvimento, produção e marketing [Turner-Smith 1999]:

1. Mobilidade em cadeiras de rodas e veículos especiais;
2. Tele-Assistência e Sistemas de Comunicação Aumentativa e Alternativa;
3. Tecnologias de Apoio para todas as actividades de vida diária e doméstica, educacional, profissional, recreativa, social e em ambientes institucionais;
4. Tecnologias de Apoio electrónicas, incluindo tele-assistência, acessibilidade tecnológica, controlos personalizados ou modificados, controlo de ambiental e sistemas integrados;
5. Estimulação Eléctrica Funcional;
6. Análise Biomecânica em Reabilitação;
7. Ortóteses especializadas (incluindo assentos) e próteses;
8. Análise de marcha.

O documento “Rehabilitation Engineering Services: Functions, Competencies And Resources” produzido pelo RESMaG (Rehabilitation Engineering Services Management Group) e IPEM, em colaboração com o CoRE, em 2004, apresenta já orientações sobre as competências, actividades, certificação e qualificação de profissionais de engenharia de reabilitação, bem como os objectivos dos serviços de engenharia de reabilitação no sistema nacional de saúde. Na tabela seguinte apresentam-se os três níveis profissionais identificados [RESMaG 2004]:



Título
 
Eng Tech Rehabilitation Engineering Technologist (RET)
IEng Rehabilitation Engineering (RE)
CEng Clinical Scientist/Engineer (CE)

 

Em 2001 o Departamento de Saúde publica um documento estratégico para as profissões das ciências da saúde (NHS Making the Change) que contempla a profissão de engenheiro de reabilitação. A evolução desta iniciativa tem sido lenta e tem como actualização um documento de modernização das carreiras científicas lançado em Novembro de 2008 para consulta pública até Março de 2009 [VRCT].

Um pouco antes, em 2000, o IPEM em parceria com mais dois organismos profissionais Association of Renal Technologists (ART), e Institution of Engineering and Technology (IET)) inicia o registo voluntário dos profissionais que trabalham como tecnólogos clínicos no sector da saúde (público e privado) com o objectivo de iniciar o processo de regulação da profissão [VRCT].

A actividade profissional dos Tecnólogos Clínicos (Clinical Technologists) é dividida em Física Clínica e Engenharia Clínica com as seguintes especialidades:

Tecnólogo de Física Clínica

Medicina Nuclear – Praticada por Tecnólogos de Medicina Nuclear
Radioterapia Física – Praticada por Tecnólogos de Radioterapia física
Radiação Física – Praticada por Tecnólogos de Radiação física

Tecnólogo de Engenharia Clínica

Engenharia Médica – Praticada por Tecnólogos de Engenharia Médica
Engenharia de Radiação – Praticada por Tecnólogos de Engenharia de Radiação
Engenharia de Reabilitação – Praticada por Tecnólogos de Engenharia de Reabilitação
Tecnologia Renal Praticada – Praticada por Tecnólogos Renais

Consideram-se Tecnólogos de Engenharia de Reabilitação os profissionais que desenvolvem actividades de engenharia, mecânica, eléctrica ou electrónica relacionadas com cadeiras de rodas, tecnologias de apoio, equipamentos de comunicação e tele- assistência.

Em 2005 a parceria VRTC produz o documento “The Clinical Technologist: Scope of Practice” definindo o campo de actuação de cada profissão e inventariando as suas tarefas específicas [VRTCa 2005].




 
 

Online migel

Re:O Profissional de Engenharia de Reabilitação
« Responder #3 em: 03/03/2010, 19:23 »
 
Desenvolvimento da Profissão na Austrália

 Na Austrália o Colégio de Biomédica da Associação de Engenheiros dinamiza um Comité Nacional de Engenharia de Reabilitação com o objectivo de coordenar as actividades profissionais desta área na Austrália, bem como promover o desenvolvimento da mesma.

Este Comité considera que os engenheiros de reabilitação são profissionais de engenharia elegíveis para membros do Colégio de Engenharia Biomédica e que é habitual possuírem um curso superior de engenharia de 4 anos, formação formal em ciências da vida e pelo menos três anos de experiência profissional relevante.

A actividade deste Comité terá tido início por volta de 2000 – 2001. A sua primeira brochura sobre Engenharia de Reabilitação é datada de 2001. Desde de 2002 organiza anualmente um simpósio sobre temáticas de cadeiras de rodas, segurança e normalização.

A ARATA – Australian Rehabilitation & Assistive Technology Association foi criada em 1984, inspirada na RESNA. Presumimos que esta associação será o principal fórum multidisciplinar para os profissionais de Engenharia de Reabilitação na Austrália.



 
 

Online migel

Re:O Profissional de Engenharia de Reabilitação
« Responder #4 em: 03/03/2010, 19:26 »
 
Competências do Engenheiro de Reabilitação

 
Competências de análise crítica

O Engenheiro de Reabilitação deve dispor de competências de análise critica que lhe permitam:


1 – Compreender especificações técnicas de produtos, tecnologias e serviços;


2 – Fundamentar o processo de resolução de problemas e tomada de decisões em conhecimento científico e técnico, na análise de viabilidade económica e na avaliação dos seus impactos;


3 – Preparar estudos de base, incluindo o anteprojecto, em que se define os traços gerais o trabalho de engenharia no sentido de avaliar custos, benefícios, impactos e interdependências com outros trabalhos e profissionais;


4 – Propor soluções técnicas apropriadas, usando tecnologias novas ou já existentes, com inovação, criatividade e economicamente acessíveis;


5 – Interpretar as necessidades de tecnologia e acessibilidade das populações com necessidades especiais em vários contextos da vida;


6 – Interpretar o factor psicológico, especificidade e contexto socio-económico do indivíduo com necessidades especiais.


7 – Identificar os limites dos seus conhecimentos e aptidões;


8 – Compreender as sinergias do trabalho em equipas multidisciplinares;


9 – Posicionar-se perante modelos e organizações de prestação de serviços a populações com necessidades especiais;


10 – Compreender o seu papel no trabalho social e no mercado;


11 – Compreender dinâmicas de actuação do Estado e do sector económico face a populações com necessidades especiais;


12 – Avaliar antecipadamente o impacto de tecnologias e serviços emergentes;


13 – Avaliar a tecnologia utilizada em outros domínios na aplicação a populações com necessidades especiais.


Competências de intervenção


O Engenheiro de Reabilitação deve dispor de competências profissionais para ser capaz de


1 – Trabalhar numa equipa multidisciplinar com profissionais de engenharia, reabilitação, educação especial, acção social e gestores;


2 – Aplicar os seus conhecimentos e a sua capacidade de compreensão e resolução de problemas em situações novas e não familiares, em contextos alargados e multidisciplinares, ainda que relacionados com a sua área de estudos;


3 – Desenvolver um plano de tecnologias e serviços de reabilitação e acessibilidade realista e concretizável, sem aumentar as expectativas de cliente;


4 – Desenvolver soluções ou emitir juízos sobre questões complexas, incluído reflexões sobre as implicações éticas e sociais que resultem ou condicionem essas soluções ou juízos;


5 – Gerir, participar e controlar processos de fabricação;


6 – Projectar, coordenar, executar e fiscalizar trabalhos de engenharia de reabilitação e design universal de produtos e serviços, incluindo a mobilização e gestão de pessoas, recursos e tempos;


7 – Assegurar direcções técnicas;


8 – Prestar consultoria, assistência técnica e assessoria;


9 – Investigar e aprender novos conhecimentos ao longo da vida nos domínios das engenharias, tecnologias de reabilitação e acessibilidade, com elevado grau de autonomia;


10 – Trabalhar em actividades de normalização, medida e controlo de qualidade;


11 – Executar vistorias de segurança, peritagem, avaliação de equipamentos, auditoria e elaboração de pareceres técnicos;


12 – Assegurar a manutenção de equipamentos;


13 – Avaliar e seleccionar a melhor tecnologia para um indivíduo em particular;


14 – Optimizar condições de trabalho de pessoas com actividade limitada;


15 – Aplicar legislação e normas técnicas relacionadas com ajudas técnicas e acessibilidade.


Competências comunicacionais


O Engenheiro de Reabilitação deve dispor de competências comunicacionais para:


1 – Avaliar os desejos do cliente e transmiti-los à equipa;


2 – Comunicar com uma vasta gama de pessoas com necessidades especiais, conseguindo que estas se sintam confortáveis para discutir as suas necessidades;


3 – Comunicar informações, ideias, problemas e soluções, tanto a públicos constituídos por especialistas como por não especialistas;


4 – Ensinar e fazer divulgação técnica;


5 – Participar em acções de sensibilização sobre os problemas das pessoas com deficiência e idosos;


6 – Influenciar decisores de empresas, instituições e poderes políticos na adopção dos princípios de acessibilidade em produtos, sistemas, serviços e ambientes;


7 – Partilhar informações e experiência com os seus pares a nível internacional;


8 – Promover a divulgação da importância da Engenharia de Reabilitação e Acessibilidade.



 
 

 



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