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Autor Tópico: Centro Ortopédico trabalha para satisfação das necessidades dos deficientes  (Lida 1233 vezes)

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Offline Eduardo Jorge

 
Kuito - O Centro Ortopédico do Kuito, na província do Bié tem duas valências viradas para a satisfação das necessidades dos utentes provenientes  das diversas províncias, que consistem na reabilitação física dos deficientes e o apoio aos mais vulneráveis para o seu regresso às zonas de origem.
 
Esta informação foi prestada hoje à Angop pelo director do Centro, Severino Wandarica Nacozinha, no término da visita que a delegação da Associação Angolana de Deficientes ex-militares (AMMIGA) efectuou no âmbito das comemorações do 18º aniversário dessa associação que se assinala a 2 de Setembro.
 
O responsável referiu que os pacientes que o centro atende são provenientes das províncias do Moxico, Kuando Kubango, Luanda e dos diversos municípios do Bié.
 
De acordo com Severino Nacozinha, este estabelecimento tem capacidade de produzir 15 próteses por dia, produz talas, cuja quantidade não mencionou, assim como realiza diverso tipo de massagens com vista a reabilitação dos pacientes.
 
Possui uma capacidade de atendimento entre 40 e 50 pacientes dia, muitos dos quais ficam internados entre 15 a 20 dias no centro que conta com 32 camas.
 
O director do Centro Ortopédico do Kuito realçou que o período de internamento é aproveitado para que os pacientes se adaptem as próteses e realizem o devido treino.
 
Como perspectivas, Severino Nacozinha afirmou que caso seja aprovada uma verba suplementar o centro será ampliado para possibilitar o aumento de mais serviços, com destaque para o electrocardiograma e aquisição de equipamento para massagens, uma vez que actualmente as mesmas são feitas manualmente.
 
O estabelecimento funciona com 48 trabalhadores dos quais quatro técnicos superiores, oito técnicos médios seis básicos e 30 de serviços de apoio.
 
Construído em 1986, contou inicialmente com o apoio da Cruz Vermelha Internacional até 2008, passando a partir desse ano a ser suportado pelo governo angolano, que disponibiliza uma quota financeira que é utilizada para superar algumas questões pontuais.
 
O centro debate-se com a falta de material técnico, com realce para parafusos e botões, cujos meios têm sido fornecidos a partir da capital do país.

Fonte: Angola Press
 

 



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