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..:: Deficiente-Forum - Informação ::.. Responsável: Claram => Reabilitação => Tópico iniciado por: migel em 25/12/2011, 18:41
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Dependência do álcool traz sérias consequências à saúde
(http://www.oregional.com.br/portal/Imagem.ashx?img=admin/UserFiles/ORegional/Noticias/especial-alcoolismo1241222011.jpg&h=194)
A Secretaria do Estado da Saúde emitiu um alerta à população do Estado de São Paulo na última semana, sobre o abuso do consumo do álcool.
Segundo informações da Assessoria de Imprensa do Órgão, um em cada dez casos de síndrome de abstinência alcoólica, que aparecem horas após a última dose, é grave ou muito grave e, se não tratada a tempo, pode levar à morte. “Os sinais das crises mais graves podem durar por até 72 horas”.
Os casos de alcoolismo têm se tornado cada vez mais preocupante, principalmente devido às pessoas iniciarem o consumo das bebidas muito jovens, tornando-se dependentes.
Catanduva possui Casas de Reabilitação para dependentes do álcool e outras drogas. Algumas delas são coordenadas pelo Padre Osvaldo de Oliveira Rosa, o qual tem seu trabalho conhecido em toda a região.
Em entrevista ao O Regional, Padre Osvaldo contou que a dependência do álcool em Catanduva não é diferente das outras cidades. “Temos percebido um aumento do consumo de bebidas alcoólicas cada vez maior aqui na cidade, começando por adolescentes. Hoje muitos jovens estão iniciando no mundo da dependência através do álcool”.
Ele afirma que as bebidas alcoólicas tornam-se porta de entrada para outras dependências, como o crack e a cocaína. “Trabalhando com os dependentes químicos, temos observados que a maioria dos usuários de entorpecentes inicia o vício através do álcool, principalmente na adolescência e na juventude”.
O padre lembra que a situação do alcoolismo em Catanduva é grave, alarmante e crescente. “O tratamento do alcoolismo é diferenciado dos outros tipos de drogas, pois a maioria das pessoas busca por ajuda com certa idade, após muitos anos de dependência”.
CONSEQUÊNCIAS
A dependência das bebidas alcoólicas traz muitas conseqüências, como a perda da família, do casamento, diminuição da capacidade de trabalho, entre muitos outros.
“Muitas pessoas ficam com a saúde muito comprometida e buscam o tratamento quando a situação está bem grave. Chega uma hora que o corpo já não reage mais e as enfermidades começam a aparecer”.
TRATAMENTO
Ele conta que pensar em um tratamento adequado para a reabilitação do alcoólatra também envolve uma parte abrangente, como conscientização.
“Deve haver uma conscientização junto à sociedade, aos órgãos públicos e entidades, mostrando os efeitos do álcool e os transtornos que a bebida alcoólica traz à pessoa e para a sociedade. Para fazer o tratamento também é necessário o apoio da família”.
E afirma que atualmente, as instituições que trabalham no processo de recuperação apresentam muitas deficiências, porque não têm apoio governamental. “Já os que têm apoio do Governo oferecem o tratamento por um período curto. As Casas Terapêuticas também têm suas deficiências e precisariam de um quadro de profissionais mais adequados, além de recursos”.
PERIGOS
Os perigos mais graves da deficiência são as perdas, como a estima, o convívio social e o alcoólatra acaba se afastando de todos.
“O dependente também causa um transtorno social, como brigas, sem falar dos acidentes de trânsito e violência doméstica. Algumas perdas são irreversíveis”.
REALIDADE
A Instituição coordenada por Padre Osvaldo trata de várias pessoas alcoólatras e muitos obtêm resultados positivos. “Não temos nenhum caso de abstinência que levou ao óbito. Nós não trabalhamos com medicamentos e sim com estima, ajudando as pessoas a passarem por essas crises de abstinência”.
As pessoas que desejam se livrar do alcoolismo devem substituir seu tempo e sua mente com outras atividades.
“Tivemos casos de abstinência que trabalhamos e foram superados. Também alguns casos que tínhamos que dar a comida na boca do paciente por estar debilitado”.
Ele ainda cita o caso de um paciente que ficou na Casa de Recuperação devido à dependência alcoólica. “Esse paciente foi superando com força e vontade e hoje ele trabalha em um bar e não coloca uma gota de álcool na boca há cinco anos”.
NA PELE
J.A.P. tem 44 anos, é morador de Ibitinga e está na Casa de Recuperação há pouco mais de dois meses.
Ele contou à reportagem de O Regional que começou a ingerir bebidas alcoólicas desde os 16 anos.
“Eu bebia pinga todos os dias e já não conseguia ficar sem. O álcool trouxe muita coisa ruim para a minha vida, afastando a minha filha e minha família. O álcool é uma destruição”.
Atualmente ele ajuda nos serviços da Instituição e afirma estar muito feliz pelo tratamento. “Minha família pediu para que eu me tratasse e decidi que deveria parar com isso, pois estava me afundando cada vez mais e acabando com a minha saúde”.
“Posso dizer que mudei muito nesses dois meses, participo de reuniões e orações e o projeto do Padre Osvaldo foi uma bênção para mim”.
SINTOMAS DA CRISE
Em geral, os sintomas das síndromes graves são tremores generalizados, sudorese, dor de cabeça, vômitos, alucinações e desorientação, no tempo e no espaço, que podem evoluir para quadros mais graves, chegando ao chamado“Delirium Tremens”, que é um estado de confusão mental que piora ao entardecer.
Fonte: O Regional