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Autor Tópico: Fisioterapia neurológica na síndrome de pusher  (Lida 6575 vezes)

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Offline Sininho

 

A síndrome de pusher significa o não alinhamento do corpo no espaço, aonde o paciente empurra fortemente para o seu lado hemiplégico em todas as direções, resistindo a qualquer tentativa de correção passiva da sua postura. Essa síndrome tem sido considerada uma das mais intrigantes alterações de controle postural encontradas em pacientes com lesão encefálica. Alguns estudos de imagens, através de ressonância magnética ou tomografia computadorizada, indicaram os núcleos ventral posterior e lateral, e tálamo póstero – lateral como estruturas críticas para a manifestação do comportamento de empurrar.


A fraqueza muscular, ou o tônus anormal do tronco levam à padrões de alinhamento atípico, interferindo nos padrões de ativação muscular, limitando a transferência de peso. Os pacientes com a síndrome de pusher apresentam um importante distúrbio de orientação do corpo em relação à aceleração da gravidade.

Davies em 1985 sugeriu uma associação com acidentes vasculares encefálicos no hemisfério direito, considerando sintomas como neuropsicológicos de heminegligência e anosognosia sendo parte da síndrome. Porém estudos mais recentes em pacientes com a síndrome de pusher permitiram a dissociação da alteração de controle postural dos sintomas neuropsicológicos e encontraram com freqüência lesões no hemisfério esquerdo.

O padrão comumente descrito de encurtamento do tronco no lado afetado é somente um dos problemas de alinhamento possível. A fraqueza do tronco em um dos lados resulta em um abaulamento da caixa torácica e em uma flexão lateral da coluna com uma convexidade do lado afetado.

As alterações notadas nesses pacientes podem atrasar a reaquisição da marcha. Se o lado hemiplégico for o direito, a cabeça do paciente fará uma rotação para esquerda, estando ao mesmo tempo desviada lateralmente para a esquerda, caracterizando um encurtamento da distância entre a ponta do ombro esquerdo até o pescoço.

A fisioterapia durante a reabilitação do paciente com síndrome de pusher pode utilizar materiais como bolas suíças, calhas para manter a perna ou o braço bem posicionado, balões, tamborins, bolas de futebol, etc.
É essencial liberar a cabeça da posição fixada, particularmente a flexão lateral para o lado hemiplégico sem resistência, que pode ser feito através de indicações táteis.

Devemos orientar esse paciente quando sentando na cadeira de rodas, pois uma postura errada pode deixar mais evidente os sinais característicos da síndrome.Deve -se sentar com o peso inclinado para frente e os braços apoiados sobre uma mesa porque a postura semi-reclinada pode reforçar os sintomas que são vistos quando ele se encontra de pé

Durante a marcha o lado hemiplégico alonga-se em vez de encurtar-se, e o lado sadio encurta-se em vez de alongar-se. Quanto mais tempo o paciente permanece sentado em cadeira de rodas, mais aumenta a flexão na sua perna e tronco, sendo assim devemos estimular a posição de pé e a marcha logo no início.


A síndrome de pusher é pouco diagnosticada, sendo interpretada na maioria das vezes como um sinal freqüente da patologia de base, com isso os indivíduos acabam não recebendo o tratamento adequado para a reaquisição da linha média.

A intervenção fisioterapeutica precoce, tem um resultado surpreendente no que diz respeito à reaquisição da linha média nesse indivíduo , uma vez que essa síndrome caracteriza-se pela perda do alinhamento corpóreo.

in fisioterapia-domiciliar.com
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