“Houve um acordo entre a ministra da Saúde e a Fundação, que dentro de muito pouco tempo será conhecido, mas eu quero que seja conhecido através do Ministério”, afirmou hoje Leonor Beleza durante uma conferência de imprensa, adiantando que este entendimento tem “uma expressão mais ampla do que apenas o tratamento de doentes”.

A presidente da Fundação Champalimaud adiantou que “aquilo que vai acontecer é que beneficiários do SNS, como de outros subsistemas, poderão ter acesso a tratamentos no centro”.
Beneficiários do SNS, como de outros subsistemas, poderão ter acesso a tratamentos no centro Leonor Beleza
Além disso, adiantou Leonor Beleza, “o centro funcionará também como uma plataforma, quer ao nível da investigação do cancro como do tratamento, onde poderão colaborar esta instituição, bem como instituições do SNS”.
“O que está programado é que possamos, em conjunto, por exemplo, participar em redes de ensaios clínicos, em que não estarão apenas pessoas que estão a ser tratadas aqui, mas também pessoas que estão a ser tratadas noutros locais, nomeadamente em hospitais do SNS”.
Leonor Beleza referiu ainda que a Fundação fornecerá as plataformas para os ensaios clínicos e trabalhos de investigação em que poderão participar em conjunto médicos de outros hospitais e investigadores de outras instituições.
“Dispomos de laboratórios, espaços, equipamentos e pessoal que pode auxiliar, e é essencial na realização de ensaios clínicos”, disse.
A presidente da Fundação Champalimaud sublinhou que o que está em causa é “um acordo de carácter recíproco”.
“Aquilo que está combinado entre o Ministério da Saúde e nós é que em conjunto constituiremos plataformas de trabalho”, disse.
A Lusa tentou contactar o Ministério da Saúde para tentar obter mais esclarecimentos sobre este acordo, mas até ao momento tal não foi possível.
Serviços clínicos iniciam-se a meio de junho
Os serviços clínicos da Fundação Champalimaud começam a funcionar a meio de junho, revelou hoje a presidente daquela instituição.
“Os serviços clínicos são iniciados a meio do mês de junho”, afirmou hoje Leonor Beleza numa conferência de imprensa, adiantando que a Fundação irá “trabalhar por áreas de cancro sucessivamente”, ou seja, “abrindo sucessivamente áreas diferentes de tratamento, e a primeira é a do cancro da mama”.
A presidente da Fundação adiantou que tem havido “uma espécie de voluntariado”, pessoas que têm manifestado desejo não só em serem tratadas na instituição, “mas também serem incluídas em ensaios clínicos”.
@LUSA