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..:: Deficiente-Forum - Informação ::.. Responsável: Claram => Reabilitação => Tópico iniciado por: migel em 05/02/2011, 14:16

Título: João Silva ensaia primeiros passos depois de acidente
Enviado por: migel em 05/02/2011, 14:16
João Silva ensaia primeiros passos depois de acidente

O fotojornalista luso-sul-africano João Silva prepara-se para dar os primeiros passos desde que perdeu ambas as pernas ao pisar uma mina no Afeganistão em Outubro.
[float=left](http://www.dn.pt/storage/DN/2011/big/ng1445542.jpg?type=big&pos=0)[/float]Segundo Marinovich, um amigo do fotógrafo, Silva irá experimentar na próxima segunda feira as suas primeiras próteses, no hospital militar Walter Reed, em Washington DC, para onde foi levado depois do acidente em Outubro, quando cobria as operações militares norte-americanas no Afeganistão para o New York Times.

"Ele ainda vai ficar no Walter Reed por muito tempo. Semana sim, semana não, tem de submeter-se a um tipo qualquer de cirurgia", disse à Lusa Marinovich, também fotojornalista, que tem acompanhado de perto a recuperação de Silva.

A 16 de Janeiro João Silva teve o seu primeiro dia fora do hospital militar, em cadeira de rodas, e foi visitar o memorial dos veteranos da guerra do Vietname, em Washington.

O fotojornalista, natural de Lisboa, teve em Dezembro a visita dos pais, que entretanto regressaram a Portugal, e a 17 de Fevereiro espera a visita da mulher e dos filhos, que residem na África do Sul. De surpresa, no dia de natal, teve a visita do vice-presidente norte-americano, Joe Biden, com quem conversou durante 10 minutos. As despesas médicas estão a ser suportadas pelo New York Times, que também assumiu os encargos das viagens dos pais de João Silva e de Marinovich até Washington. O jornal tomou ainda a iniciativa de integrar nos seus quadros Silva, que até aí era apenas contratado para serviços.

João Silva, de 44 anos, sofreu uma amputação da parte inferior de ambas as pernas devido ao rebentamento de uma mina no Afeganistão, e foi submetido a sucessivas intervenções cirúrgicas. Os médicos norte-americanos fizeram várias operações aos membros inferiores, amputados, de forma a prepará-los para as próteses, bem como no abdómen e bexiga, órgãos que sofreram ferimentos graves provocados pelos estilhaços.


DN