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Autor Tópico: MUSICOTERAPIA EM PORTUGAL: MADEIRA PIONEIRA NA FORMAÇÃO  (Lida 72 vezes)

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MUSICOTERAPIA EM PORTUGAL: MADEIRA PIONEIRA NA FORMAÇÃO



CARINA FREITAS
Médica

Segundo a World Federation of Music Therapy, a definição mais recente de musicoterapia (MT), divulgada em 2011, refere que a MT “é a utilização profissional da música e dos seus elementos, para a intervenção em ambientes médicos, educacionais e cotidianos com indivíduos, grupos, famílias ou comunidades que procuram otimizar a sua qualidade de vida e melhorar as suas condições físicas, sociais, comunicativas, emocionais, intelectuais, espirituais e de saúde e bem-estar. A investigação, a educação, a prática e o ensino clínico em musicoterapia são baseados em padrões profissionais de acordo com contextos culturais, sociais e políticos”.

A nível internacional, a MT é uma atividade reconhecida, regulamentada no âmbito das profissões da saúde, e devidamente integrada em serviços de saúde. São disso exemplo países como o Reino Unido, Noruega, Áustria, Alemanha, Noruega, Espanha, Israel, Estados Unidos da América e Canadá.

Em Portugal, ainda não existe reconhecimento a nível governamental da profissão de musicoterapeuta, embora alguns relatórios do Ministério da Educação (relativos à educação especial), mencionam a musicoterapia como uma intervenção recomendada para crianças com necessidades educativas especiais. Neste momento, a MT é apenas uma especialização. A Associação Portuguesa de Musicoterapia (APMT), tem realizado vários esforços para alcançar a profissionalização da musicoterapia (que noutros países foi um processo que demorou entre 10 a 20 anos). Em agosto de 2016 lançou uma petição pública dirigida à Assembleia da República e, recentemente, conseguiu reunir as 4000 assinaturas necessárias para levar o assunto a debate em plenário.

O interesse dos portugueses pela musicoterapia surgiu nos anos 60, quando um grupo de profissionais da área da educação musical iniciou o uso terapêutico da música, e das artes em geral, em pacientes do foro psiquiátrico. Mas foi o Prof. Eleutério Gomes de Aguiar quem, em 1989, possibilitou a realização do primeiro curso de formação para musicoterapeutas em Portugal. O curso foi promovido pela Direção Regional de Educação Especial da Madeira em parceria com a Universidade Réne Descartes, em Paris. A formação decorreu no Funchal, durante três anos e foi ministrada pela Dra. Jacqueline Verdeau- Paillés, neuropsiquiatra francesa.

Mais tarde, em 1996, foi criada a APMT, cujos objetivos visavam promover o desenvolvimento da musicoterapia como disciplina (com a criação de programas de formação) e como profissão (regulamentação). O primeiro objetivo foi cumprido. Atualmente, existe o mestrado em musicoterapia na Universidade Lusíada e uma pós-graduação na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto.

E para quando o, desejado e merecido, reconhecimento profissional? Considerando as várias formações realizadas a nível nacional, ao longo dos anos, estima-se que existam cerca de 100 musicoterapeutas em Portugal. Todos a aguardar a regulamentação. Mas não estão sós! Esperam também 11 milhões de portugueses! Portugueses que poderiam estar a beneficiar do uso terapêutico da música, cuja abrangência estende-se desde o período pré-natal até ao final da vida!

Fonte: https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/1197/Musicoterapia_em_Portugal_Madeira_pioneira_na_formacao
 

 



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