Cadeiras de rodas: elas 'sofrem' na versão Paralímpica do rugbyOs equipamentos são customizados, enfrentam a agressividade do esporte, mas recebem atenção especial na manutenção

As cadeiras do rugby precisam ser fortes para suportar grandes impactos (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)
Um estrondo, um forte barulho de metais batendo, ecoa pelo ginásio. E muitas vezes, na sequência, outro estrondo - da torcida em êxtase. É um jogo de rugby em cadeira de rodas, talvez o esporte de contato mais intenso entre os que fazem parte do programa dos Jogos Paralímpicos. Existe técnica, mas não delicadeza na disciplina que reúne os atletas mais durões. E pobre das cadeiras de rodas, que sofrem com os impactos entre adversários. Por isso elas merecem atenção especial - são fabricadas conforme o corpo e as necessidades de quem vai usá-la (customizadas) – e estão passando por inovações tecnológicas. Também precisam de manutenção constante, que já recebem no Torneio Internacional de Rugby em Cadeira de Rodas, evento-teste dos Jogos Rio 2016 que termina neste domingo (28).
Saber quem é jogador de ataque e quem é de defesa no rugby em cadeira de rodas é fácil. Basta olhar para o formato da base da cadeira, perto dos pés do atleta. Se a cadeira tem um formato arredondado, com proteções nas laterais, é um jogador de ataque. Se a cadeira tem um acessório na frente em formato de grade, como um apêndice, é um jogador de defesa. “Cadeira de atacante foi feita para ser mais arredondada, para poder passar entre os marcadores. A de defesa tem uma grade para poder enganchar nos adversários”, define o capitão do time brasileiro, Alexandre Taniguchi, o Japa. Não que as diferenças impeçam um atacante de defender, quando necessário.

As cadeiras dos jogadores de ataque tem a frente arredondada (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)

As cadeiras dos defensores têm grade para bloquear os rivais (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)
Tecnologia
Durabilidade é um fator importante. “O rugby em cadeira de rodas é um esporte de muito contato e por isso ela precisa ser bem protegida”, explica Japa. “Muitas são temperadas. Depois de fabricadas elas vão para um forno para ter mais resistência", prossegue Japa. No caso do principal jogador da atualidade, o australiano Ryley Batt, a cadeira de rodas é feita de titânio, material resistente e muito leve, e que é amplamente utilizado em vários esportes, especialmente nas bicicletas de ciclismo e de triatlo Olímpico e Paralímpico.
Fonte:
http://www.rio2016.com/noticias/cadeiras-de-rodas-elas-sofrem-na-versao-paralimpica-do-rugby