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Autor Tópico: Astro do rugby adaptado, australiano diz: "Jogo que nos traz de volta à vida"  (Lida 2437 vezes)

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Astro do rugby adaptado, australiano diz: "Jogo que nos traz de volta à vida"


Considerado melhor jogador da modalidade de todos os tempos, Ryley Batt foi ouro em Londres 2012 e lidera seleção rumo ao bicampeonato aos Jogos do Rio 2016

Por Gabriela Pantaleão* e Helena RebelloRio de Janeiro




Quando se observa o capitão da Austrália se movimentando rápido e com tanta agilidade em sua cadeira de rodas durante uma partida de rugby paralímpico, é difícil acreditar que no passado ele e o equipamento poderiam ser vistos como quase inimigos. Sem as pernas e sem uma das mãos devido a uma má formação congênita, Ryley Batt é considerado o melhor jogador da modalidade de todos os tempos, mas quando criança tinha medo das cadeiras de rodas. Para se manter longe delas, usava uma alternativa: um skate para se movimentar. Foi só aos 12 anos, quando conheceu o rugby adaptado, que percebeu que não poderia mais fugir do “acessório assustador”. O australiano é um dos personagens da série "Tô Chegando".

- Me envolvi nesse esporte quando ainda era bem pequeno, e naquela época eu realmente não gostava da cadeira de rodas. Ela eram um pouco assustadora para mim, então eu usava um skate para andar por aí. Quando conheci o esporte passei a aceitar a cadeira e nunca mais olhei para trás.

Sua carreira no rúgbi começou de forma precoce. Estreou nas Paralímpiadas aos 15 anos em Atenas 2004, tornando-se o mais jovem atleta da história da modalidade a participar da competição. Mas foi quase dez anos depois, nos Jogos Paralímpicos de Londres 2012 que Batt viveu o auge da sua carreira. Marcou 160 pontos na campanha que levou a Austrália ao ouro - 37 deles na final contra o Canadá, país criador do esporte e atual líder do ranking mundial.

Hoje com 26 anos, Ryley é conhecido por ser um cara durão em quadra, mas garante que o comportamento agressivo é uma exigência do rugby e que, fora dos jogos, é uma pessoa bem diferente, bem mais tranquila. Outra característica do jogador é a modéstia. Quando perguntado pelo GloboEsporte.com como era ser considerado o melhor do mundo, não titubeou e logo renunciou ao título.

- Eu não acho que sou o melhor jogador do mundo. Eu tenho o melhor time do mundo. Esse time por trás de mim é o que me faz ser o melhor, jogar melhor. Além disso, tem todo um trabalho duro. Já fiz muitos sacrifícios pelo time, e a vitória é a recompensa.


O australiano é considerado o melhor jogador de rúgbi em cadeira de rodas de todos os tempos (Foto: Daniel Zappe/MPIX/CPB)

O sucesso do camisa três da seleção australiana tem uma explicação. Por ter uma deficiência genética, Ryley tem seu sistema nervoso e muscular funcionando normalmente, diferentemente de outros colegas que possuem tetraplegia. Mesmo sem as pernas ou braços, consegue ter uma mobilidade maior na cadeira e se impulsionar com mais facilidade. Durante a partida, é normal assistir ao atleta dando arrancadas, marcando gols e deixando seus adversários sem reação.

Comparado a astros como Lionel Messi e Lebron James no universo do rugby em cadeira de rodas, Ryley também pode ser considerado um jogador novo, e por isso com um longo futuro no esporte. O australiano disse que ama o esporte e que não pretende encerrar sua carreira que tão cedo.


Quando criança, Ryley se recusava a usar uma cadeira de rodas e utilizava uma skate para se movimentar (Foto: Getty Images)

- Quando as pessoas se machucam e acabam debilitadas de alguma forma, o rugby é um jogo que as traz de volta à vida. Esse esporte é uma felicidade para mim, e tenho certeza que é para muitos outros que praticam. Quando você sofre um acidente ou tem uma doença como a minha, pensa que é o fim do mundo, e o rugby de cadeira de rodas traz de volta a felicidade de alguma forma.

Com vaga garantida nos Jogos Paralímpicos do Rio, a seleção da Austrália chega ao Brasil como uma das favoritas da competição e com a missão de repetir a vitória da última edição. A jornada até a medalha de ouro não será simples, já que terá de encarar outros grandes times, como Canadá, Estados Unidos, Japão e Grã-Bretanha.

 - Em setembro claro que queremos a medalha de ouro. É nosso principal objetivo. Será um verdadeiro desafio, mas sabemos que podemos fazer isso.


Fonte: http://globoesporte.globo.com/paralimpiadas/noticia/2016/03/astro-do-rugby-adaptado-australiano-diz-jogo-que-nos-traz-de-volta-vida.html
 

 



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