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Autor Tópico: Saúde animal representa já 20% nas vendas de medicamentos em farmácias  (Lida 1193 vezes)

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Saúde animal representa já 20% nas vendas de medicamentos em farmácias
Ontem 18:27 Raquel Carvalho

Sector investe 10% das vendas em I&D. Em 2014, a facturação em Portugal atingiu 20 milhões de euros.
Saúde animal representa já 20% nas vendas de medicamentos em farmácias

Sabia que há mais animais nas casas portuguesas que crianças? E que os portugueses estão cada vez mais preocupados com a saúde dos animais e com a qualidade dos alimentos que lhes dão?
Estima-se que existam cerca de 6,7 milhões de animais de estimação em Portugal, um crescimento de 45% nos últimos quatro anos, com os cães a surgirem em maioria, seguidos dos gatos.


Segundo o estudo GfK Track.2Pets, de Outubro e 2015, cada vez mais se leva o "amigo de quatro patas" ao veterinário sobretudo para vacinação, mas também para desparasitação interna/externa. Na alimentação, cada vez menos famílias dão os restos de comida e privilegiam mais a alimentação seca. Em ambos, a comida é escolhida de acordo com a preferência do animal. E é na alimentação que os donos mais dinheiro gastam.


No caso dos animais terem doenças crónicas, a despesa mensal pode superar os 60 euros, mas Ana Fernandes, presidente da Associação Zoófila Portuguesa (AZP), proprietária de várias clínicas veterinárias, garante que os donos "estão dispostos a pagar o que tiver que ser para prolongar a vida dos seus animais, com a maior qualidade de vida".


Exemplo disso é o caso de Maria (nome fictício), que descobriu há três anos que o seu gato é diabético, o que implica um gasto de pouco mais de 11 euros mensais em dois frascos de insulina. A isso, junta o gasto com a ração de 3,5 kg, que agora tem que ser especial, passando de pouco mais de 28 euros para 46 euros. Ao Diário Económico, esta reformada de 78 anos garante que a companhia do gato é preciosa e que se desloca ao veterinário sempre que necessário para assegurar que está de boa saúde.


Ana Fernandes afirma que às clínicas da associação vêm "os clientes habituais dar as vacinas e fazer consultas de rotina, sendo esta a maior fatia da facturação". E apesar das pessoas estarem mais informadas sobre as necessidades dos animais e quando devem deslocar-se aos veterinários, a crise fez com que as pessoas passassem a procurar os serviços "apenas em casos agudos, em que os animais já nem têm sinais vitais", o que acontece em casos de insuficiência renal, insuficiência cardíaca e linfomas, doenças que requerem medicação permanente.


Em 2014, os produtos para saúde animal rondaram cerca de 20 milhões de euros, de acordo com a Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), que informa ainda que a quantidade vendida de medicamentos veterinários diminuiu em 12% entre 2014 e 2015. Já a Associação Nacional de Farmácias (ANF) garante que os produtos e medicamentos para saúde animal "integram um segmento tradicional da actividade das farmácias", e explica que desde 2009 este segmento "tem vindo a recuperar e corresponde já hoje a cerca de 20% do valor total deste mercado [vendas em farmácia] em Portugal".


Desde esse ano, em que o peso era de 9%, que as vendas têm aumentado e representam hoje 3,2% das vendas totais dos produtos de saúde, "um aumento de quase 100%", revela a ANF. O crescimento tem vindo a "verificar-se de forma progressiva", devido "a uma maior intervenção das farmácias e a um maior interesse por parte dos proprietários dos animais", informa a mesma fonte. A intervenção passa por investimento em formação e apoio técnico especializado que permite às farmácias tornarem-se mais competentes neste segmento.


Sobre o tema, João Almeida Lopes, presidente da Apifarma, garante que a saúde animal "tem actualmente um papel na sociedade que supera em muito o seu próprio valor económico". E frisa que este "é um sector estratégico, com níveis de investimento em Investigação e Desenvolvimento de 10% das suas vendas", com "trabalhadores altamente qualificados". Lembrando que os animais de companhia têm um papel relevante enquanto elementos que participam e coabitam no ambiente familiar", defende que a sua protecção e bem estar "tem importância decisiva para evitar a transmissão de doenças no núcleo familiar".


Nem sempre é fácil encontrar uma farmácia com produtos para animais. Num périplo por algumas ruas de Lisboa e da margem Sul do Tejo são poucas as farmácias encontradas com saúde animal. A explicação pode ser simples: é mais comum encontrar-se este tipo de produtos em farmácias de zonas rurais e de praia. E de facto, na farmácia Holon, da Costa de Caparica, há um espaço dedicado. Cristina Oliveira, técnica de farmácia, afirma que todos os dias entram pessoas para comprar remédios veterinários, sejam eles de venda livre ou com receita médica. No entanto, numa zona totalmente urbana, em plena avenida António Augusto de Aguiar, no El Corte Inglés, há uma farmácia especializada, a Pet Pharma, aberta há um ano e com crescente procura. Esta farmácia apenas vende medicamentos sujeitos a receita médica e rações para dieta.


De referir que, segundo a DGAV, estão no mercado 2.506 medicamentos veterinários. "Em 2015 foram autorizados 186, mais 30 que em 2014", revela fonte da DGAV. Também os ensaios clínicos aumentaram em 34% entre 2014 e 2015.


Sobre a distribuição por grosso, a ANF explica que se processa através dos circuitos instituídos que abastecem as farmácias e garantem o fornecimento em todo o país. "A par das empresas que fornecem medicamentos humanos e destinados a animais, existem armazenistas especializados neste sector que operam exclusivamente para as farmácias e fornecem todas as referências necessárias à saúde e bem-estar animal.


Fonte: http://economico.sapo.pt/noticias/saude-animal-representa-ja-20-nas-vendas-de-medicamentos-em-farmacias_241684.html
 

 



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