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Autor Tópico: Cadela que ficou tetraplégica relata rotina em diário na web  (Lida 677 vezes)

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Cadela que ficou tetraplégica relata rotina em diário na web


Há nove meses tetraplégica, Mocinha posa ao lado da tutora Julia Bobrow (Divulgação)


Impossível precisar quantos anos tem a Mocinha, uma simpática vira-lata (SRD) branca e caramelo que vem conquistando seguidores na web. Nascida nas ruas de Osasco, na grande São Paulo, a cadela tetraplégica conta sua rotina de tratamentos e a dedicação de seus tutores em um diário na web.

Ela passou pelo Centro de Controle de Zoonoses da cidade, clínicas, lares temporários e quase foi eutanasiada, uma rotina bem conhecida entre o animais abandonados. A atriz Julia Bobrow, de 27 anos, ficou sabendo do caso pelas redes sociais e resolveu mudar o final da história. Tutora de outros três cães, foi pessoalmente resgatar a mais nova integrante da família. “É essa Mocinha aqui”, disse recepcionista da clínica, ao apontar para a gaiola onde ela estava.

Tudo ia bem até que, um ano após a adoção, uma doença degenerativa que estava encubada se manifestou. O latido ficou rouco e as patas traseiras não suportavam o peso do corpo. Mocinha, que morava em uma chácara no interior do estado, teve que se mudar para São Paulo em busca de tratamento adequado.



Mocinha não tem raça definida, pode ter entre nove e dez anos


Uma cadeira especial possibilitava a movimentação, ela brincava de correr com os irmãos e fazia suas necessidades sozinha. Foram muitos exames, veterinários e até curandeiros. “Fomos em todos os especialistas: neurologistas, ortopedistas, etc. Nenhum conseguiu nos dar certeza do que ela tem. Os sintomas apareceram há mais de 3 anos e, com certeza, ela está bem viva, ainda tem muitos anos pela frente”, conta a “mãe”.

Fisioterapia e acupuntura foram incluídas na rotina para controlar a atrofia muscular e nervosa. Mas não demorou muito para o mesmo acontecer com as patinha da frente e os músculos da bexiga, a paralisia passou a ser completa. Alguns profissionais chegaram a propor a eutanásia, não pelo animal, mas pelo trabalho que daria aos tutores. “Entrava por um ouvido, saía pelo outro. Nunca foi assunto em nossa mesa, nunca foi sequer uma hipótese, desistir nunca foi uma opção”, desabafa Julia. “Com que direito lhe tiraria a vida se o acesso a coisas essenciais, como o carinho, amor, alimento, higiene e família estava, enfim, assegurado?”.

Os gastos são altos, cada sessão de tratamento custa em média R$ 100,00. Mas Julia e o namorado Daniel Guth, de 28 anos, não medem esforços para oferecer uma vida melhor para a cachorra. A atriz criou o “Diário de uma Mocinha” para dividir a experiência e incentivar outros tutores de cães especiais. “Eles não encaram as limitações da mesma forma como nós encaramos, então é equivocado projetarmos nossos medos e angústias. Cada um pode ser feliz à sua maneira. Importante também é sempre incentivar a adoção de cães com deficiência e/ou mobilidade reduzida, e nós tutores podemos ajudar muito nesta causa”, explica.

A vira-lata conta sua rotina de fisioterapia, acupuntura, musicoterapia, exercícios na água e até a tentativa de tratamento através de células-tronco. Os passeios de carrinho ao lado da família e o dia que conheceu o mar também estão descritos ali. O que todas as fotos possuem em comum? Um olhar de gratidão, esperança, felicidade e conforto. Mocinha sabe como é amada e admirada por sua vontade de viver. “Se ela pudesse falar, me diria: ‘Eu sou feliz!’”, finaliza Julia.

Este post foi publicado em Entrevistas, Mocinha e marcado com a tag cachorro especial, deficientes, mocinha em 29 de maio de 2013

fonte: http://procurasecachorro.uol.com.br/Blog/cadela-que-ficou-tetraplegica-relata-rotina-em-diario-na-web/
 

 



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