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Autor Tópico: Apanhar ondas, dar boas sessões aos nossos meninos, sorrir e seguir no que acreditamos.  (Lida 58 vezes)

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Online hugo rocha

 
“Apanhar ondas, dar boas sessões aos nossos meninos, sorrir e seguir no que acreditamos.

No final, o que interessa é o sorriso de um surfista, de uma mãe ou de um pai”

24 Notícias
Miguel Morgado

17 Maio 2026 08:35
“Apanhar ondas, dar boas sessões aos nossos meninos, sorrir e seguir no que acreditamos. No final, o que interessa é o sorriso de um surfista, de uma mãe ou de um pai”
“Apanhar ondas, dar boas sessões aos nossos meninos, sorrir e seguir no que acreditamos. No final, o que interessa é o sorriso de um surfista, de uma mãe ou de um pai”


Aos domingos, às 10h00, as ondas de Carcavelos recebem surfistas especiais. Alunos autistas e um tetraplégico entram na água com a NossaOnda Surf Adaptado. Joaquim desliza pelas ondas, Ricardo e Clarinha colocam-se de pé, Miguel atira-se à espuma, Rafael deita-se na prancha e Laura rodopia como um carrossel. Pais ajudam à beira-água, uma mãe também veste o fato de instrutora e o 24noticias deu uma mão.
Acompanhe toda a atualidade informativa em 24noticias.sapo.pt

É uma manhã de domingo como uma qualquer outra manhã de domingo. As ondas da praia de Carcavelos, em Cascais, arrastam para a linha de água uma vasta e heterogénea comunidade de surfistas. Dos avançados aos iniciados, novos e velhos e uma classe especial. O surf adaptado.


O relógio aponta as 9h30. O sol nasceu à esquerda de quem olha para o mar. Ilumina o extenso areal e o forte de São Julião da Barra. No imenso paredão que liga a fortificação marítima à curva da Parede assiste-se à azáfama do trânsito de pranchas e desfile de fatos de neoprene. Cheira a wax (cera usada nas pranchas). Está um dia bom para o surf. Meio-metrinho no horizonte.

Junto ao antigo “Narciso”, restaurante que testemunhou os primeiros passos do surf em Portugal, nos anos 70 do século XX, colados à sede da Federação Portuguesa de Surf, instrutores, pais e voluntários dão a mão a quem mais necessita de ajuda. Há dois grupos. A mesma missão.

Um, mais alargado, SURFaddict, de licra amarela, representa a Associação Portuguesa de Surf Adaptado, projeto criado em 2012.  Liderado por Teresa Abraços, pioneira do surf feminino em Portugal, recebeu naquele domingo de meio de abril a companhia, entre outros, de dois voluntários especiais,  Vasco Ribeiro, pentacampeão nacional de surf, e Camila Kemp, surfista luso-alemã, campeã no circuito português e olímpica pela Alemanha, nos JO Paris2024.

Ao lado, a uns metros de distância, está um número mais reduzido de aspirantes a surfistas. Seis crianças autistas e um veterano, Joaquim Delgado, ou “Quim” como é carinhosamente tratado por quem ali passa. É tetraplégico.




Mais aqui:  https://sapo.pt/artigo/apanhar-ondas-dar-boas-sessoes-aos-nossos-meninos-sorrir-e-seguir-no-que-acreditamos-no-final-o-que-interessa-e-o-sorriso-de-um-surfista-de-uma-mae-ou-de-um-pai-6a096ffb7e8f006df61bb43c
 

 



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