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Autor Tópico: Diferença em Palco  (Lida 4334 vezes)

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Offline Eduardo Jorge

Diferença em Palco
« em: 10/06/2010, 15:54 »
 
Não é por serem deficientes que estão impedidos de pisar um palco. Nem por terem andado na droga, por serem velhos, ou por estarem numa prisão. Nestes dias, o pequeno auditório do Rivoli, no Porto, tem sido espaço de inclusão de diferenças, num ciclo de teatro e dança que amanhã chega ao fim. Cerca de 100 actores protagonizam o Corpo Evento.

A 12.ª edição deste ciclo de espectáculos conta com a participação de 13 grupos. Entre eles, um proveniente de Vila Real e também uma novidade no feminino: o Cats, formação de teatro do Estabelecimento Prisional Especial de Santa Cruz do Bispo, em Matosinhos. "Prisão do ventre", assim se chama a peça com que o colectivo encerra o evento, amanhã, às 21.30 horas.

Jorge Oliveira, responsável pelo Espaço T, associação que organiza a iniciativa, acredita que o espectáculo "vai ter uma carga emocional muito forte". O que facilmente se compreende, tendo em conta que será apresentado por mulheres que "vão retratar o que é viver na cadeia: as limitações, os medos, as angústias", acrescenta.

O mesmo responsável faz da presente edição um "balanço muito positivo", devido ao aumento de participantes em relação a anos anteriores, mas sobretudo porque o ciclo deixou de ser em Dezembro para decorrer na Primavera, tendo também mudado de espaço físico. Ao passar da biblioteca Almeida Garrett (no Palácio de Cristal) para o Rivoli, o Corpo Evento ganhou outra visibilidade. É, pois, beneficiando da centralidade da sala que pessoas das mais diversas origens dão corpo à iniciativa, resultado, também do esforço de quem não aparece em palco.

Joana Estrela é responsável pela direcção artística do grupo Flor de Lótus, composto por 18 adultos e as respectivas dificuldades. "Não é uma utopia, é verdade: as coisas têm de ser feitas com muito amor, muito entusiasmo e com os pés na terra", é como explica o sucesso obtido pelo seu grupo, um dos vários associados ao Espaço T.

Além de estar consciente da diferença, Joana diz ser importante "não os tratar como crianças, mas como actores e actrizes". A sensibilidade fará o resto. "Eles retribuem com um amor que é uma coisa espantosa", acrescenta a encenadora, que apenas encontra neste trabalho um obstáculo: "Há dias em que um deles está mais desconcentrado, mas eu estou a contar com isso".

Fado em cena

Também Hugo Sousa colabora com o Espaço T, ensaiando o Teatro em Movimento, cuja actuação contou, inclusivamente, com um apontamento de fado. "Lágrima", um dos muitos temas que Amália celebrizou, foi cantado ao jeito de Isabel.

"A ideia que eles têm é que devem cantar exactamente como os ídolos deles, ou fazer como os outros fazem. E não. Eles têm de encontrar o ritmo deles e ser mais verdadeiros no ritmo deles do que no ritmo dos outros", disse-nos o encenador, a propósito desse momento musical. Para o espectáculo do Corpo Evento, Hugo previa usar mais a palavra, mas acabou por transformar a peça "À espera de dias felizes" num trabalho mais físico, em que a música e o vídeo foram também convocados.

Acrescento: Embora evento termine hoje, achei relevante publica-lo.

Fonte: JN
 

 



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