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..:: Deficiente-Forum - Temas da Actualidade ::.. Responsável: Nandito => Cultura => Teatro => Tópico iniciado por: migel em 03/02/2012, 23:12

Título: Teatro negro estimula sentidos e apela à imaginação das crianças
Enviado por: migel em 03/02/2012, 23:12
Teatro negro estimula sentidos e apela à imaginação das crianças

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Os alunos de Motricidade Humana do terceiro ano do Instituto Piaget de Mirandela, organizaram no dia 25 de Janeiro, um teatro de negros. “Fizemos um teatro negro onde abordamos vários níveis, trabalhamos com pessoas com deficiências e com crianças. A ideia era estimula-las aos vários níveis, quer visuais, quer auditivos.   Este tipo de teatro desenvolve a imaginação, porque ninguém fala e as pessoas que assistem tem que imaginar a história”, explica o aluno Rui Fernandes.
Apesar de ser um projecto que envolve muitas horas de dedicação o balanço segundo este aluno, foi positivo, “valeu a pena o trabalho, apesar de ter sido cansativo, fizemos as mascaras, as pinturas. E foi organizado apenas por nós os três alunos e o professor responsável”, conta Rui Fernandes.
“No âmbito da disciplina técnicas de medição corporal, decidimos fazer um projecto de estímulos, onde exploramos o sentido da visão até ao limite, é uma exposição feita com mascaras feitas com material florescente, explica Acácio Pradinhos, professor do Instituto Piaget.
Este4 tipo de trabalho acaba por ser de certa forma gratificante para quem o executa e para quem assiste, há um conteúdo de desenvolvimento motor que proporciona momentos estimulantes, como refere Acácio Pradinhos, “nós estamos habituados a ouvir e a ver, e na ausência da palavra, o cérebro é estimulado e é isso que os nossos miúdos precisam, ao contactar com este tipo de projecto as crianças saem daqui estimulados, porque o desafio é outro, as propostas são diferentes daquilo que estão habituados.”
Além do estimulo cerebral como é desejado com este trabalho com negros e florescentes, “a musica ajuda a relaxar, o contentamento proporciona momentos de puro prazer porque escolhemos o som adequado ao momento e ninguém consegue sair daqui indiferente”, conta o professor.
Apesar de uma sala escura, as crianças mostraram-se bem entusiasmadas apesar de uma reacção de estranhamento inicial, “escolhemos estímulos visuais e musicas ditas da moda, fizeram com que conseguimos atingir o ponto que queríamos, ou seja, fomos intermediários culturais ao nível cognitivo” contou Acácio Pradinhos.
Apesar do entusiasmo que este tipo de projectos desperta nos alunos finalistas, o futuro não se apresenta risonho, “quanto ao futuro, as coisas estão muito complicadas e possivelmente teremos que seguir o conselho do primeiro ministro e sair de Portugal”, conclui Rui Fernandes, aluno finalista.


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