Equipe brasileira de tênis em cadeira de rodas entra na reta final para garantir vaga na Paraolimpíada 2012
Com a chegada de 2012, os paratletas brasileiros começam a intensificar ainda mais os treinamentos para a disputa da Paraolimpíada de Londres. No tênis em cadeira de rodas não é diferente. Afinal de contas, a equipe nacional luta contra o tempo para assegurar vaga na competição. Sob o comando de Wanderson Cavalcante, que acumula as funções de coordenador e técnico da modalidade, o grupo encara com disposição o desafio de fazer história no esporte.
"As vagas são garantidas de acordo com a colocação de cada atleta no ranking mundial. Isso de forma individual. O prazo máximo para se obter classificação termina em 21 de maio. Depois disso, a Federação Internacional ainda distribui alguns convites. Contudo, não queremos depender da sorte", revela Cavalcante.
A equipe brasileira esteve na Austrália, durante o mês de janeiro, com o objetivo de melhorar a posição de seus atletas no ranking. Em março, os torneios internacionais serão disputados em São Paulo e Florianópolis. Wanderson Cavalcante explica que as perspectivas são boas.
"Caso a Paraolimpíada fosse hoje, o País colocaria quatro tenistas na competição. No entanto, a intenção é levar seis atletas para Londres, pois nossa equipe é composta por quatro homens e duas mulheres. Aliás, jamais conseguimos classificação no feminino. Só levamos dois paratletas no masculino anteriormente".
O Brasil, hoje, está entre as dez melhores equipes do mundo, na opinião de Cavalcante. "Destacaria Japão, Holanda, França e Suécia como as principais forças do tênis em cadeira de rodas". Os resultados mais expressivos do País no esporte foram as medalhas de ouro, prata e bronze nos Jogos Parapanamericanos do Rio de Janeiro, em 2007, além de um bronze no Parapan de Guadalajara, México, disputado no ano passado.
Prática e regras
Para praticar o tênis em cadeira de rodas é obrigatório que a pessoa tenha algum problema relacionado à locomoção, como amputação, paraplegia ou máformação dos membros inferiores. Mas, dentro da modalidade, existe ainda outra classe, a QUAD, direcionada exclusivamente para pessoas com deficiência nos membros superiores. Neste caso, utilizam-se cadeiras motorizadas.
A equipe brasileira esteve na Austrália, durante o mês de janeiro, com o objetivo de melhorar a posição de seus atletas no ranking
As regras são praticamente as mesmas em relação ao tênis convencional. A única diferença é que a bolinha pode quicar duas vezes antes de ser rebatida pelo jogador e não uma, como manda o regulamento do tênis. Pontuação e material utilizado (raquete e bolinhas) são idênticos. O paratleta usa uma cadeira de rodas específica para o esporte. O equipamento conta com o recurso da chamada quinta roda, localizada atrás, para ajudar no equilíbrio do jogador.
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