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Autor Tópico: Ténis adaptado ajuda Fábio Reis a dar uma “pancada” na depressão  (Lida 175 vezes)

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Ténis adaptado ajuda Fábio Reis a dar uma “pancada” na depressão

Por Pedro Lemos • 26 de Outubro de 2019 - 9:30

Atleta até já sonha em participar nos Jogos Paralímpicos


Foi naquele campo onde tanto joguei, que, esta quarta-feira, voltei a pegar numa raquete. Sem o esperar – e com medo que o ténis já fosse, para mim, uma modalidade estranha -, troquei algumas bolas com o Fábio. E, assim, conheci um exemplo de paixão e de superação.

Neste caso, a escrita na primeira pessoa, pelo jornalista, mais não é do que um mote para dar a conhecer o verdadeiro herói da história, que é o Fábio Reis. Ele, sim, é que é a personagem principal.

Nascido há 31 anos, em Santa Maria da Feira, está no Algarve há pouco mais de um ano. Um acontecimento trágico mudou-lhe a vida.

«Olá, sou o Fábio, sou casado e tenho duas filhas. Sofri um grave acidente de trabalho, em Outubro de 2014, na Suíça. Trabalhava numa fábrica de cimento, em Neuchâtel, e fiquei trilhado entre um comboio e um vagão. Tiveram de me amputar logo a perna esquerda. Em um ano, fui sujeito a 15 operações».

A apresentação inicial de Fábio é dura; deixa-nos logo com um nó na garganta, tal é a crueldade.

«Eu estava numa grande depressão, após ter sofrido esse acidente», prossegue. Mas, como tantas vezes na vida (e no desporto), das dificuldades nascem oportunidades.

O fisioterapeuta que acompanhava Fábio, ainda na Suíça, lançou-lhe um desafio. «Um dia, convidou-me para ir com ele experimentar ténis adaptado. Eu fui e a paixão começou aí. O que tinha sido uma brincadeira, tornou-se mais sério», conta, de sorriso no rosto.

Assim, em Setembro de 2018, o ténis em cadeira de rodas entrou verdadeiramente na sua vida. «Comecei a jogar nessa altura e, em Janeiro deste ano, comecei os torneios. Já joguei três internacionais, em Vilamoura, Setúbal e no Porto», diz.


 Os resultados estão à vista. Apesar da (ainda) parca experiência, Fábio Reis já tem ranking internacional: está no 354º lugar, com 26 pontos, num total de 626 jogadores.

É no Clube de Ténis de Loulé que, todos os dias, treina cerca de uma hora e meia com João Blaize (o seu técnico), para continuar a progredir nessa classificação. Força de vontade não lhe falta.

«O ténis ajudou-me muito para ultrapassar essa fase menos boa», diz. Isto apesar de nunca, antes do acidente, ter sequer experimentado este desporto. O foco era o futebol, onde até chegou a ser treinador de uma equipa de juvenis, mas acabou por se apaixonar pelo mundo das raquetes.

Em todo o Algarve, Fábio Reis é o único jogador de ténis adaptado. Até agora, todos os custos inerentes têm sido suportados por si e pela sua família. «Tem sido difícil, não há apoios, não tenho patrocínios. O desporto adaptado ainda é pouco querido, em Portugal», acusa.

Mas o caso de Fábio tem chamado à atenção. Joaquim Nunes, selecionador nacional da equipa portuguesa de ténis em cadeira de rodas, já conhece bem a história deste algarvio que veio parar à região devido ao facto de a sua mulher ser natural de São Brás de Alportel.

«Já estive com o senhor Joaquim Nunes e tenho a dizer que me tem ajudado e ensinado muito. Tem-me dado força», confessa, sorridente.

Em toda a sua caminhada, Fábio Reis tem tido três grandes pilares. «A minha esposa e as minhas duas filhas têm sido as minhas forças… Nunca me deixam desistir e dão-me força todos os dias. Eu estive três dias em coma induzido, fiz as tais 15 operações. Foi uma fase mesmo muito complicada», recorda.

Nada que intimide o jogador de ténis adaptado que até tem uma certeza: «quero ser, a curto prazo, campeão nacional. Quero, não! Vou ser!»

A longo prazo, as metas também estão traçadas. «Gostava muito de ir aos Jogos Paralímpicos de 2024, em Paris», diz.

Até lá, há um grande caminho a percorrer, mas Fábio Reis promete nunca desistir.


Fonte: https://www.sulinformacao.pt/2019/10/tenis-adaptado-ajuda-fabio-reis-a-dar-uma-pancada-na-depressao/
 

Online Ana-S

Mais uma incrível história de superação! Apesar das adversidades, vale a pena viver. :sim:
 

 



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