Óleo de conteira é potencial tratamento de Alzheimer 
A conteira é uma planta invasora muito comum nos Açores que dadas as suas características tem potencial no tratamento da doença de Alzheimer
O óleo extraído da conteira tem potencial para poder ser usado no tratamento da doença de Alzheimer.
Esta é uma das conclusões de um estudo realizado pelos investigadores Maria do Carmo Barreto e por Miguel Arruda, do Departamento de Ciências Tecnológicas e Desenvolvimento da Universidade dos Açores, que foi publicado na revista cientifica Molecules.
De acordo com os dados obtidos, o óleo de conteira inibe a acetilcolinesterase, uma enzima envolvida no funcionamento do sistema nervoso, permitindo melhorar os sintomas dos doentes com Alzheimer. Outra característica destes óleos é o seu elevado poder antioxidante, igual ou superior ao de muitos antioxidantes utilizados como aditivos alimentares. Refira-se que os antioxidantes ajudam a combater diversos cancros e muitoas doenças degenerativas associadas à idade, entre as quais a doença de Alzheimer.
Assim, refere MAria do Carmo Barreto, "talvez daqui a uns anos o óleo essencial da conteiro dos Açores possa ser usado para tratar a doença de Alzheimer, ou pelo menos como auxiliar terapêutico, contribuindo assim para o bem-estar de uma população cada vez mais envelhecida".
Uma outra aplicação dos óleos da conteira podeser como inseticida biológico. Esta aplicação, caso tenha viabilidade, pode ter grande retorno económico dado o facto de a legislação a partir de 2013 impedir o uso de outro tipo de insecticidas.
A conteira é uma planta invasora nos Açores que ameaça seriamente a flora nativa. Ao descobrirem-se mais-valias dos seus óleos essenciais, refere a investigadora, poder-se-á encontrar uma forma de reduzir o seu impacto na flora nativa, ao dar-lhe uma aplicação que torne economicamente viável recolhê-la em larga escala e restringi-la a áreas de cultivo em locais bem controlados.
A observação da planta permitiu verificar que raramente apresenta sinais de predação por insetos ou caracóis. Este facto levou a investigadora da Universidade dos Açores a pensar que a planta possuía compostos de defesa, o que a levou a estudar as suas características químicas e as propriedades. O facto de a conteira ser uma planta da família do gengibre, que é uma das plantas medicinais mais antigas e populares do mundo, foi outro dos motivos que levou ao estudo da planta.
Fonte:Açoriano Oriental