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Fitoterapia - Anis-Verde
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Tópico: Fitoterapia - Anis-Verde (Lida 1311 vezes)
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Fitoterapia - Anis-Verde
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em:
02/02/2011, 12:03 »
Fitoterapia - Anis-Verde
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NOME EM LATIM: Pimpinela anisum L.
Família: Umbelíferas.
OUTROS NOMES: Erva-doce
REFÊNCIAS HISTÓRICAS: As propriedades culinárias e medicinais desta planta já eram conhecidas no Egipto e na Grécia, embora tenham sido os Árabes que, na Idade Média, a introduziram na Península e na Europa. Andrés Laguna, distinto médico e botânico espanhol do Renascimento, que traduziu para castelhano e comentou as obras de Dioscórides, disse desta planta, entre outras coisas, que «corrige a corrupção e hediondez do hálito, resolve as inoportunas ventosidades e os arrotos azedos».
O anis chamou-se também, em Espanha, “torna- -maridos”, pois leva a que os maridos que tenham abandonado as suas esposas, devido ao mau hálito destas, voltem para elas... Mais uma das muitas aplicações que esta planta pode continuar a ter.
DESCRIÇÃO: Planta de 50 a 80 cm de altura. O caule é estriado e as flores esbranquiçadas, agrupadas em ramalhetes (umbelas). O fruto é um grãozinho ovalado, que exala um delicioso aroma. Embora pertença à mesma família da venenosa cicuta, é fácil distingui-la desta, tanto pelo seu aroma típico como pelas suas características.
HABITAT: Originária dos países do Médio Oriente, embora a sua cultura se tenha expandido pelos países do Mediterrâneo. A Espanha é um dos principais produtores do mundo. Em Portugal a planta está aclimatada e cresce espontaneamente.
PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Devem-se sobretudo à sua essência, o anetol, que, entretanto, isolada do resto dos princípios activos da planta e concentrada, perde as suas virtudes curativas e pode, inclusivamente, tornar-se tóxica (produz convulsões). A isto se deve o facto de os licores de anis fabricados com esta essência não possuírem propriedades medicinais, e sim efeitos tóxicos, devidos tanto ao álcool como ao anetol.
Pelo contrário, o fruto do anis, tal como nos é oferecido pela Natureza, acha-se praticamente isento dos riscos da essência. Isto deve-se, em parte, a que, além do anetol, contém outras substâncias como fenóis, ácido málico, açúcares e colina.
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[/float]São estas as suas propriedades:
• Sobre o aparelho digestivo: O anis é protótipo das plantas com acção carminativa, aperitiva, tonificante do estômago e digestiva. Limpa os intestinos de fermentações e putrefacções (1,3,4). Faz parte da “tisana das quatro sementes”, juntamente com a alcaravia, o funcho e o coentro, da qual Font Quer afirma que não há flato que lhe resista.
Nas crianças pequenas e bebés torna-se muito eficaz no caso de gases ou de diarreias malcheirosas (2). É um bom hábito dar infusões de anis aos lactentes, à maneira de refresco.
• Sobre o aparelho respiratório: Expectorante. Facilita a eliminação das mucosidades brônquicas, tornando-as mais fluidas. Convém aos asmáticos e bronquíticos. Recomenda-se especialmente aos que seguem um plano para deixar de fumar, pois actua como um verdadeiro antídoto da nicotina e dos alcatrões do tabaco: limpa os brônquios de mucosidade irritante e facilita a regeneração das células mucosas (1,3,4). Além disso substitui, por um aroma fresco, o cheiro a tabaco do hálito de quem acaba de deixar de fumar.
• Sobre a glândula mamária: Acção galactagoga, isto é, que aumenta a produção de leite (1,3,4). Por isso os criadores de gado dão anis às vacas e ovelhas, misturando-o com as rações. Curiosamente, o anis é eliminado com o leite, pelo que as mães que amamentam, quando o tomam, beneficiam também os seus bebés.
PARTES UTILIZADAS: Os frutos.
PREPARAÇÃO E EMPREGO:
1 Infusão com uma colherzinha de café (3 g) de frutos por chávena de água. Tomam-se 3 chávenas quentes por dia, de preferência depois das refeições. Pode-se adoçar com mel.
2 Infusão para lactentes: Para os bebés prepara-se a infusão com uma ou duas colherzinhas de café (3-6 g) de frutos secos num quarto de litro de água (250 ml). Pode-se adoçar com uma colherzinha de açúcar (o mel não é bem tolerado pelos lactentes). Vai-se dando à criança pelo biberão ou por uma colher no decorrer do dia.
3 Essência: de 1 a 5 gotas, 2 ou 3 vezes ao dia.
4 Pó: até 2 gramas diários.
Dr. Jorge Pamplona Roger
Fonte: A Saúde Pelas Plantas Medicinais
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