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Autor Tópico: Plantas Medicinais  (Lida 203756 vezes)

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Offline Neo

Guaçatonga
« Responder #60 em: 22/03/2012, 11:17 »
 
Nome popular        GUAÇATONGA



Nome científico   Casearia sylvestris Sw.

Família   Flacourtiaceae

Sinonímia popular   Chá-de-bugre, cafeeiro-do-mato, erva-de-bugre,  guassatonga, guassatunga, café-de-frade, apiá-acanoçu, bugre-branco,  café-bravo, cambroé, erva-lagarto, erva-pontada, língua-de-teju,  língua-de-tiú, para-tudo, varre-forno, fruta-de-saíra, café-do-diabo

Sinonímia científica   Casearia parviflora Willd, Samyda sylvestris (Sw) Poir., Casearia puctata Spreng., Casearia samyda (Gaert) DC.

Parte usada   Cascas, folhas e raiz

Propriedades terapêuticas   Diurética, diaforética, depurativa

Princípios ativos   Flavonóides, saponinas, alcalóides, óleo essencial,  terpenos, limoneno, ácido hexanóico, triterpenos, diterpenos clerodano  (casearinas A-S), taninos, lapachol

Indicações terapêuticas   Febre, picada de cobra, envenenamento de gado,  úlceras, herpes, diarréia, hematomas, sífilis, queimaduras, ferimentos,  erupções cutâneas, eczema, vitiligo

Informações complementares

       
Outros nomes populares

  Marmelinho-do-campo, saritã. 


Nomes em outros idiomas

  • wild-coffee
  • cortalenga
  • crack-open
  • dondequiera
  • guayabillo
  • mahajo
  • raton
  • sarnilla
  • ucho caspi.
  Características gerais

 A guaçatonga é um arbusto ou árvore que mede geralmente entre 4m e 6m de  altura podendo chegar a 10m em áreas isoladas da Amazônia. Dotada de  copa densa e arredondada, com tronco de 20-30cm de diâmetro. É nativa de  quase todo o Brasil, Cuba, Jamaica, Porto Rico, Espanha, Ilhas do  Caribe, Peru, Argentina, Uruguai e Bolívia. 


 Ocorre desde o Amazonas até o Rio Grande do Sul. As estruturas  vegetativas e reprodutivas são caracterizadas pela presença de inclusões  cristalinas e células glandulares contendo óleo essencial. Os estômatos  são paracíticos. Os pêlos epidérmicos são unicelulares, não  glandulares.


  Características da planta


 Suas folhas são simples, alternas e pecioladas, tem a forma de ponta de  lança com bordas serrilhadas e medem de 6-12 cm de comprimento. Produz  flores de cores brancas, creme ou esverdeada reunida em glomérulos  axilares.


 O fruto cápsula ovóide-globoso é pequeno, vermelho quando maduro e  possui 2-3 sementes envoltas em arilo carnoso avermelhado (semelhante a  sementes de maracujá e romã), amarelo e comestível. 


Uso popular

 Diurética e diaforética. Externamente é vulnerária, com utilização em  estados febris. Tem uso também como antiofídica e o fruto é utilizado  contra o envenenamento do gado. Suas folhas e raízes são usadas como  depurativo, anestesiante e úlceras.


 Para febres perniciosas e inflamatórias são utilizadas as cascas. O suco  e o decocto das folhas têm as mesmas propriedades da casca e ainda  antidiarreica e combate a herpes. As folhas cozidas são usadas para  lavar feridas e lesões provocadas por picadas de cobras. Se misturar as  folhas com álcool (alcoolatura) são colocadas sobre hematomas. Há  relatos populares do uso das folhas e raízes contra a sífilis. 


A guaçatonga é citada como auxiliar dos criadores de gado na  expulsão da placenta após o parto. É também utilizada externamente em  queimaduras, ferimentos, erupções cutâneas, eczema e vitiligo.   


Princípios ativos

 Nas folhas da Casearia sylvestris consta a presença de  flavonóides (quercetina, 4´-O-metiléter do canferol e isoramnetina),  saponinas, alcalóides e óleo essencial constituído em grande parte por  derivados de sesquiterpenos. As folhas frescas contém 0,6% de óleo  essencial e chega a 2,5% quando estão secas.


 Tem uma grande porcentagem de terpenos (77,78%), o limoneno e o ácido  hexanóico, triterpenos e diterpenos clerodano (casearinas A-S), taninos e  lapachol.   


Atividades farmacológicas

 Scavone et al. (1979) comprovou a ação cicatrizante na pele de  camundongos e em comparação com o grupo controle, concluiu que o  processo de cicatrização ocorreu mais rápido nos animais tratados com a  tintura das folhas da Casearia sylvestris.


 Camargo et al. (1993) aplicou o extrato fluido das folhas em lesões de  estomatite herpética provocadas por herpes simples na região bucal de  crianças e adolescentes e verificou redução no tempo desde o surgimento  até desaparecimento das manifestações clínicas. 


 Sertié et al. (2000) fez estudos e verificou que extratos preparados de folhas frescas e secas de C. sylvestris  administrados em ratos protegem a mucosa gástrica sem modificar o pH  fisiológico do estômago. Testes foram realizados com  úlcera induzida, e  tanto o extrato de folhas frescas como secas agiram de forma a reduzir a  área ulcerada. Acredita-se que esse efeito é devido a presença de óleos  voláteis, taninos e triterpenos.


 Itocawa et al. (1988,1990) e Morita et al. (1991) ao isolarem os  diterpenos clerodanos (casearinas A-F e G-R) das folhas em extrato  hidroalcoólico identificaram com sendo responsáveis pela ação  antitumoral e citotóxica.


 Outros estudos foram realizados com o óleo essencial das folhas secas e  mostraram a ação inibitória de edema agudo induzido por veneno de urutu (Bothrops alternatus)  e carragenina. Em outro trabalho com veneno de cobras e abelhas  injetadas em camundongo em doses letais, o extrato aquoso de folhas  mostrou-se capaz de inibir a atividade anticoagulante de enzimas e  neutralizar o efeito letal destas, prolongando a sobrevivência dos  animais. 


Confusão dos nomes populares

 Não foram encontradas confusões com o nome popular guaçatonga


 O nome marmelinho-do-campo é o nome também da Austroplinckia populnea Reiss, também conhecida como mangabeira-brava.


 O café-do-diabo é também o nome dado a Euphorbia heterophylla L. conhecida também por amendoim-bravo.
 O café-bravo possui 4 plantas conhecidas com esse nome: Croton lobatus L., Guarea macrophylla Vahl, Palicourea marc gravii (considerada venenosa) e Margaritaria nobilis


Toxicidade

 A C. sylvestris apresentou baixa toxicidade e excelente índice terapêutico.   

Observações do Dr. Leme Franco

As folhas são utilizadas com sucesso em casos de úlceras pépticas e  também em gastrites, úlceras varicosas, feridas, picadas de insetos,  herpes, aftas e todo tipo de ulcerações. Tem saponina, uma substância  química antiinflamatória e tanino, um princípio adstringente. Segundo  alguns ajuda a eliminar a batéria Helicobacter pylorae.






Fonte: plantas medicinais-ciagri
 

Offline Neo

Guaco
« Responder #61 em: 22/03/2012, 11:18 »
 
Nome popular        GUACO



Nome científico   Mikania glomerata Spreng.

Parte usada   Folha ou planta florida

Propriedades terapêuticas   Broncodilatador, antisséptico, expectorante, antiasmático, febrífugo, sudorífico, anti-reumático, cicatrizante.

Indicações terapêuticas   Prevenção e tratamento do asma (atua como dilatador  dos brônquios, desobstruindo as vias respiratórias), contra picada de  cobra e inseto,

Informações complementares

                         Eficiência terapêutica comprovada pelo Ministério da Saúde. 


 Indicações:

Estados gripais, febres, catarro bronquial e antiséptico das vias  respiratórias. Modo de preparo (Plantas que curam, Dr. Sylvio Pannizza):   em 1 xícara (chá), coloque 1 colher (sopa) de folha fresca picada e  adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1 xícara (chá),  2 vezes ao dia. 



[/HR]
Indicações:
Tem efeito broncodilatador comprovado. É um antisséptico das vias  respiratórias, expectorante, antiasmático, febrífugo, sudorífico,  anti-reumático e cicatrizante.

   Preparo e dosagem:

Infusão - 2 xíc. de cafezinho de folhas frescas em 1/2 litro de água 1  xíc. de chá 4 vezes ao dia (reumatismo e problemas das vias  respiratórias). 

Xarope - fazer a decocção com 15-20 folhas de guaco em 100 ml de água,  adicionar folhas de poejo ou assa-peixe e gengibre ralado (1 colher de  chá), cobrir e deixar esfriar, juntar 150 a 200 g de açúcar ou rapadura e  dissolver.

 Tomar 1 a 2 colheres de sopa 2 a 3 vezes ao dia, para  crianças fornecer a metade da dose (crises de tosse).

Outros usos: é utilizada contra picada de cobras e insetos.

Toxicologia: pode causar vômitos e diarréia quando usado em excesso.





Fonte: plantas medicinais-ciagri
 

Offline Neo

Guiné
« Responder #62 em: 26/03/2012, 16:01 »
 
Nome popular        GUINÉ



Nome científico   Petiveria alliacea L.

Família   Phytolaccaceae

Sinonímia popular   Mucuracaá, erva-de-guiné, erva-de-alho, erva-pipi, erva-tipi, amansa-senhor, caá

Sinonímia científica   P. hexaglochin, Fischer & Meyer; P. tetandra

Parte usada   Folhas e raíz.

Propriedades terapêuticas   Anti-inflamatória, analgésica.

Princípios ativos   Óleo essencial, flavonóides, saponina e tanino.

Indicações terapêuticas   Reumatismo, hipotermia, lavagem vaginal, banho de cheiro aromático.

Informações complementares

                   Nome em outros idiomas
 

  • Inglês: pipi root, apacina, Congo-root, garlic  weed, Guinea hen-plant, gully-root, skunk-root;
  • Alemão: Anamu, Mucura.
  Origem

  África e América Tropical.   

Origem

 
Características

Planta herbácea de ciclo perene.


 É uma planta lenhosa, com caule ereto, medindo até 2m de altura,  considerada pelo povo como um escudo mágico contra malefícios. Apresenta  longos ramos delgados ascendentes. As folhas são elípticas, oblongas,  curto-pecioladas e acuminadas no ápice, com até 12cm de comprimento e  5cm de largura. As flores são pequenas e sésseis. 


 O fruto é uma pequena cápsula. É encontrada em várias partes do Brasil,  especialmente nos estados do Nordeste e da Amazônia, sendo muito comum  na Ilha de Marajó (PA). É uma planta aromática, que exala um odor muito  forte e nauseante. 


Uso caseiro

  Utilizada no combate a fungos, bactérias e vírus. Também é considerada anti-inflamatória e analgésica.

 Não há indicações quanto ao uso alimentar. 


Como usar

A decocção de folhas e raiz, bem como a tintura, são empregadas no combate ao reumatismo, na forma de fricção.

 A decocção de folhas e raízes, bebida em pequeníssimas doses, combate a  hipotermia. O cozimento das folhas, é usado na lavagem vaginal, como  anti-infeccioso. A combustão das folhas dessecadas produz uma fumaça de  cheiro acre, que serve para afugentar mosquitos. 


 As folhas também entram na composição dos “banhos de cheiro” aromáticos  usados pelo povo da Amazônia na época das festas juninas.  As raízes devem secar ao sol. As folhas, em lugar bem arejado, mas à  sombra. Raízes e folhas devem ser guardadas em sacos de papel. 


Advertência

Esta planta é considerada tóxica. O pó obtido da raiz pode provocar  insônia, grande excitação e alucinações. O uso continuado determina  acentuada apatia, indiferença e até imbecilidade, convulsões, podendo  provocar até a morte.

 Deve ser usada com máxima cautela e sempre com orientação médica. 





Fonte: plantas medicinais-ciagri






 

Offline Neo

Guaraná
« Responder #63 em: 27/03/2012, 11:39 »
 
Nome popular        GUARANÁ



Nome científico   Paullinia cupana Kunth

Família   Sapindaceae

Parte usada   Semente (em pó)

Propriedades terapêuticas   Tônico estomacal, energético, afrodisíaca, aperiente.

Princípios ativos   Cafeína, óleo fixo, resina, ácidos, amido, tanino, saponina, teofilian, alantoína.

Indicações terapêuticas   Dispepsia, flatulência, diarréia, gases e prisão de ventre.

Informações complementares

Uso medicinal


  O Guaraná é empregado como potente fator energético. Confere ao  organismo ação vitalizante de bem estar. O seu uso diário é um preceito  de complemento e higiêne alimentar, estimula as funções cerebrais, aumentando a capacidade intelectual.


 Experiências demonstraram que datilógrafos foram mais rápidos e tiveram  insignificantes números de erros quando fizeram o uso deste suplemento  alimentar que é por excelência um fármaco-terapêutico.


 É tido ainda como tônico estomacal, despertando o apetite, prevenindo e  curando perturbações gastro-intestinais, como dispepsias, flatulências,  diarréias, gases e prisão de ventre.


 Com seu uso diário a defesa orgânica se exalta e age contra os elementos  causadores dos disturbios fisiológicos. É estimulante mas não leva à  excitação, não alterando o ritmo normal do coração, remoçando o  organismo e estabilizando a temperatura corporal.


 Faz restabelecer também as funções sexuais, chegando a ser considerado afrodisíaco por aqueles que dele fazem uso.


Dosagem indicada

  Usa-se de preferência antes do desjejum ou antes de iniciar qualquer  esforço físico ou mental. Um colher de chá em meio copo de água. Deve-se misturar bem o guaraná  com açúcar antes de adicionar a água. Uma a duas cápsulas duas vezes ao  dia.


 Referência: O pó de guaraná é um produto comercial encontrado em  farmácias. O texto foi extraído de um desses produtos. Março, 2004.



[/HR] Informações complementares
(Continuação)

 Propriedades terapêuticas

Tônico, estimulante das funções cerebrais, antiflatulento, antiesclerótico, antidiarreico, afrodisíaco. 


Constituintes

Cafeína, óleo fixo, resina, ácidos, amido, tanino, saponina, teofilian, alantoína. 


Uso

10g ao dia, em infusão ou decocção. Ou uma colher de sopa do fruto em infusão, duas vezes ao dia. 


Curiosidades

Quem primeiro estudou o guaraná foram os alemães em 1940. A sua origem faz parte do folclórico indígena da Amazônia. 


  Dados químicos e farmacológicos

As sementes do guaraná contém 2,6-7,0 % de cafeína, além de quantidades menores de outros alcalóides com o núcleo de purina (teofilina,  teobromina e outros). Foram também isolados taninos ( + - 12%),  catequina, amido, gorduras, resinas, saponinas, mucilagem, pigmento  vermelho e colina. 


 As propriedades estimulante e adstrigente do guaraná são devidas ao seu  alto teor de cafeína e taninos (Leug, 1980, Herman, 1982). 




Fonte: plantas medicinais-ciagri

 

Offline Neo

Tribulus terrestris
« Responder #64 em: 27/03/2012, 11:45 »
 

Tribulus terrestris (videira da punctura ou abrolhos, «abre-os-olhos»), da família Zygophyllaceae, é uma erva daninha que, na Europa, foi utilizada como estimulante sexual — para aumentar o impulso e o desempenho — e para tratamento da impotência durante vários séculos.

O Instituto Químico-Farmacêutico em Sofia, na Bulgária, conduziu estudos clínicos com a Tribulus terrestris, e concluíram um aumento nas funções reprodutoras, incluindo na produção de esperma e testosterona em homens. Nas mulheres houve um aumento da concentração de hormônios, incluindo o estradiol, com alteração ligeira da testosterona e melhoria da função reprodutora, libido e ovulação.

Na Grécia Antiga, era comum o uso dos frutos secos da Tribulus terrestris como um laxante suave e um tônico geral. Na China, era muito utilizada para tratar problemas do fígado e como remédio cardiovascular, além de eliminar dores de cabeça e exaustão nervosa. O uso como afrodisíaco era muito comum na Índia.

Mas, na verdade, o uso mais disseminado da Tribulus terrestris é no tratamento de problemas sexuais. O uso popular relata sucesso no tratamento de infertilidade nas mulheres, impotência ou disfunção erétil nos homens e aumento da libido em ambos os sexos. Os resultados dispararam a realização de vários estudos científicos por todo o mundo, inclusive no Brasil, com resultados bem promissores.

Os pesquisadores já descobriram que a Tribulus terrestris pode elevar significativamente os níveis dos hormônios LH e da testosterona em animais com disfunção erétil, cujos efeitos foram confirmados com o aumento na freqüência e força na ereção, além de aumento do vigor na atividade sexual. Outros efeitos positivos foram relacionados, como a diminuição nas taxas de colesterol, melhora no humor e na auto-estima.

Mas em estudos científicos recentes o Tribulus se mostrou ineficaz no aumento de testosterona em humanos. Assim também como foi ineficaz no aumento de desempenho e massa corporal em atletas. Também foi descoberto em uma pesquisa de 2008 que nenhum componente químico do Tribulus é percursor da testosterona e não aumentam a produção de testosterona, assim deixando em descredito sua capacidade de aumento de testosterona em humanos.

As partes da planta utilizadas como medicamento são as folhas e as raízes.

No Brasil, um dos estudos com a Tribulus terrestris foi realizado pelo ginecologista Décio Luiz Alves, do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O pesquisador resolveu testar a planta após avaliar um estudo sobre a eficácia da planta que envolveu 45 homens - saudáveis e diabéticos, realizado na Indonésia, em 1998. O uso da medicação proporcionou uma melhora significativa (de até 65%) no desempenho sexual dos participantes.

Constituintes químicos do Tribulus terrestris: açúcares reduzidos, alcalóides (harman e harmina), ácidos graxos insaturados, esteróis, flavonóides (tribulosídeo), glucosídeos, nitratos, óleo essencial, potássio, kaempferol, resinas, saponinas, taninos

Contra-indicações/cuidados com o Tribulus terrestris: pessoas com hipertensão ou cardiopatia, só devem usar a Tribulus com acompanhamento médico. Se possível evitar o uso interno. O uso excessivo pode provocar problemas estomacais[carece de fontes]. Em hipertensos e cardiopatas pode ocorrer hipotensão e se a eliminação de potássio for considerável, poderá haver potencialização dos efeitos dos cardiotônicos.



Fonte: Wikipedia
 

Offline Neo

Hibiscus
« Responder #65 em: 04/04/2012, 10:55 »
 
Nome popular        HIBISCUS



Nome científico   Hibiscus sabdariffa Lineo

Família   Malvácea

Sinonímia popular   Hibisco, azedinha, vinagreira, quiabo-azedo

Sinonímia científica   Hibiscus acetosus Noronha

Parte usada   Cálices secos, folha

Propriedades terapêuticas   Demulcente,colerética, hipotensora, diurética,  colerético, laxante, antiespasmódica, adstringente, expectorante,  protetor da mucosa estomacal, digestivo, fluidificante do suco biliar.

Princípios ativos   Mucilagem, antocianinas (hibiscina, cianidina,  delfinina), pigmentos flavônicos, ácido tartárico, málico cítrico e  hibístico, fitosteróis (sitosterol, campestrol, ergosterol,  estigmasterol).

Indicações terapêuticas   Constipações e irritações de vias respiratórias.

Informações complementares

Conhecido popularmente como hibisco,  hibiscus, cardadé, té de Jamaica (em espanhol); red sorrel ou jamaica  sorrel (inglês); carcade (italiano) ou roselle (francês), é um  subarbusto anual das Malváceas com cerca de 2 m de altura, bastante  ramificado na base, talos arroxeados, robustos e folhas caulinares  trilobadas.


 Suas flores são axilares, solitárias, apresentam um cálice carnoso em  corola amarelada. É uma planta asiática que hoje existe silvestre no  Egipto, México, Jamaica, Sri Lanka. Exige solo drenado.


 Usam-se os cálices secos.


 Tem mucilagem, antocianinas (hibiscina, cianidina, delfinina), pigmentos  flavônicos, ácido tartárico, málico cítrico e hibístico, fitosteróis  (sitosterol, campestrol, ergosterol, estigmasterol).


 A mucilagem o faz demulcente e útil em constipações e irritações de vias  respiratórias. Os flavonóides lhe dão propriedade espasmolítica(  intestinal), colerética, hipotensora e diurética. Há trabalho mostrando que a flavona gosipetina inibe a com versão de  angiotensina I em II.


 Também abaixa a taxa de lipídeos totais no sangue. As antocianinas = efeito vasodilatador.


 O povo o usa como diurético, colerético, laxante e antiespasmódico.


 Curiosidade: na Suíça é chamada de kerkade e aromatiza vinhos. Os talos dão o que se chama cânhamo de hibiscus. Há uma variedade, a H. rosa sinensis L, ou rosa china, com corola  branca, amarela ou roxo-purpúreo que também aparece no Caribe onde é  usada como adstringente e expectorante.


 Colaboração: Dr. Luiz Carlos Leme Franco, médico fitoterapeuta e professor de Fitoterapia



[/HR] Outros sinônimos científicos

 
  • Hibiscus acetosella Welw.
  • Hibiscus cruentus Bertol.
  • Hibiscus digitatus Cav.
  • Hibiscus fraternus L.f.
  • Hibiscus gossypifolius Mill.
  • Hibiscus rosella Hort.
  • Hibiscus sanguineus Griff.
  Outros nomes populares

 Caruru-da-guiné, azeda-da-guiné, quiabo róseo, quiabo-roxo, rosélia, caruru azedo.  Origem

 África oriental e tropical  Conservação

 As folhas e flores (cálices) são secas ao sol, em local ventilado e sem umidade. Armazenar em sacos de papel ou de pano.  Outros princípios ativos

  Folhas: proteínas, fibras, cálcio, ferro, carotenos, vitamina C

 Flores: mucilagens, ácidos orgânicos (cítrico,málico e tartárico), flavonóides, derivados antociânicos. 
Dosagem indicada

  Digestivo estomacal, refrescante intestinal, diurético,protetor da mucosa(bucal,bronquial e pulmonar)

Em uma xícara (chá) coloque 1 colher (sopa) de flores (cálices)  picadas e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1  xícara (chá) de 1 a 3 vezes ao dia. Podem ser acrescentadas algumas  gotas de limão.

Fluidificante do suco biliar, digestivo estomacal, refrescante intestinal

Coloque 3 colheres (sopa) de folhas (cálices) picadas em meio litro  de vinho branco seco. Deixe em maceração por 8 dias, agitando de vez em  quando e coe. Tome 1 cálice antes das principais refeições.


Protetor da mucosa (estomacal e intestinal) Coloque 1 colher (chá) de flores (cálices) picadas em 1 xícara (chá) de  água em fervura. Desligue o fogo, abafe por 10 minutos, espere amornar e  coe. Tome 1 xícara (chá) 3 vezes ao dia. 
Efeitos colaterais

 Não foram encontrados.  Informações complementares

  O gênero hibiscus compreende 200 espécies de plantas anuais, perenes, arbustos e árvores que formam parte da flora tropical e subtropical.

 O Hibiscus sabdariffa, em geral, é anual e alcança em média  uma  altura de 2 a 3 m. As folhas inferiores são ovaladas e simples, ao passo  que as superiores tomam uma forma lobulada.


 Os talos terminam em um ralo ramo de flores de um amarelo pálido, rosa  arroxeado ou púrpurea. A espécie típica tem flores amarelas, existindo o  cultivar "Albus" de flores brancas e outras com ramagem verde.


 Quando terminam a floração estas formam um cálice vermelho e carnoso. O  cálice contém uma quantidade de pigmentos vegetais e ácidos e se usa  como bebida popular e refrescante.


 O conjunto de cálice e corola formam a parte mais importante da planta,  que popularmente é chamado de fruto, que é uma cápsula oval, com 5  lóbulos, revestida de pelos finos e picantes, contendo no interior  várias sementes.


Colhem-se as folhas e as flores, sendo que para consumo, deve-se extrair somente o cálice das flores.


 Usado na forma de chás dão um colorido especial e um sabor muito bom. Um  específico efeito medicinal ainda não é comprovado. Mas vale lembrar  que este hibisco não é o hibisco ornamental tão comum no Brasil.   
Culinária

 Para os naturalistas usa-se fazer gelatina natural. Usa-se gelatina  incolor com o chá do hibisco adoçado devido ao seu lindo vermelho  natural que substitui corantes químicos.   

Geléia de flores

Em um pilão, coloque 5 colheres (sopa) de flores (cálices) frescas e  amasse bem até adquirir uma consistência pastosa. Em seguida adicione 3  colheres (sopa) de açúcar cristal.


 Leve ao fogo brando e deixe em fervura, mexendo sempre com uma colher de  pau para não grudar no fundo da panela.

Quando adquirir o ponto de  geléia, desligue o fogo e ainda quente, acondicione em vidros até a boca  e tampe. Espere esfriar e armazene em geladeira. Utilize como geléia no  desjejum. 



Fonte:plantasmedicinais-ciagri
 

Offline Neo

Hortelã-de-folha-miúda
« Responder #66 em: 04/04/2012, 10:56 »
 
Nome popular
HORTELÃ-DE-FOLHA-MIÚDA



Nome científico   Mentha piperita L.

Família   Labiatae

Sinonímia popular   Hortelã-do-campo, hortelã-de-cheiro

Parte usada   Folhas e sumidades floridas

Propriedades terapêuticas   Carminativa, eupéptica, estimulante, colagoga, estomáquica, antiemética, antiespasmódica e analgésica.

Princípios ativos   Piperitone, alfa-mentona, mento-furano, metilacelato,  pulegona, cineol, limoneno, jasmone, principio amargo, vitamina C e D,  nicotinamida (traços), terpenos, cetonas, taninos, sesquiterpenos:  cariofileno, bisabolol;

Indicações terapêuticas   Fadiga geral, atonia digestiva, gastralgia, cólicas,  flatulência, vômitos durante a gravidez, intoxicação de origem  gastrintestinal, afecções hepáticas, palpitações, enxaqueca, tremores,  asma, bronquite crônica, sinusite, dores dentárias (bochechos)

Informações complementares

                   Espécies


  • Mentha viridis L.
  • Mentha crispa L.
  • Marsupianthes hyptoides L.
As três "mentas": Mentha piperita L., Mentha viridis L.Mentha crispa L. são espécies diferentes com basicamente os mesmos constituintes, mas diferem quanto ao solo, clima, etc. 

 Marsupianthes é sinônimo científico de uma delas. No Brasil existe a maior plantação de Mentha crispa do mundo.

Encontra-se no município de Caruaru, pertence ao Lab. Hebron para produção do giamebil para ameba e giardia, segundo informação do Prof. Dr. Lauro Xavier Filho (abril, 2004).


 Outros nomes populares

Hortelã-cheirosa, hortelã-da-horta, hortelã-de-tempero, hortelã-do-Brasil, hortelã-pimenta-rasteira. 


Princípios ativos (continuação)

Flavonóides: mentoside, isoroifolina, luteolina. Óleo essencial 0,7 a 3%  que contém mentol (40 a 40%), ácido p-cumarínico, ferúlico, cafêico,  clorogênico, rosmarínico e outros. Contém outros constituintes incluindo  carotenóides, colina, betaína e minerais. 


Indicação terapêutica (continuação)

Nevralgias faciais provocadas pelo frio. 


Contra-indicações

É contra-indicado o uso da essência para lactentes. Pessoas que possuem cálculos biliares só devem  empregar a planta com aconselhamento médico. 


Efeito colateral

O mentol em crianças de pouca idade e lactentes pode levar à dispnéia e  asfixia. A essência irrita a mucosa ocular (conjuntiva). Em pessoas  sensíveis pode provocar insônia. 


Interações

Pode ser usada associada com sabugueiro. 


Dosagem indicada - Uso interno

  • ERVA-SECA: 2 a 4g três vezes ao dia.
  • INFUSO: 1 colher de sobremesa de folhas por xícara. Tomar 3 xícaras ao dia, após ou entre as refeições.
  • ESSÊNCIA: dose média 0,05 a 0,030g/dia (45 gotas).
  • XAROPE: 20 A 100g/dia.
  Sauna facial para nevralgias faciais provocadas pelo frio

25g de folhas em 0,5 litro de água fervente. Expor o rosto aos vapores, cobrindo a cabeça com uma toalha.

Superdosagem: evitar utilizar a essência em doses superiores a 0,30g/dia. 





Fonte:plantasmedicinais-ciagri
 

Offline Neo

Ipê-roxo
« Responder #67 em: 08/04/2012, 01:41 »
 
Nome popular        IPÊ-ROXO



Nome científico   Tabebuia avellaneade Lors et Gris

Família   Bignoneaceas

Sinonímia popular   Pau d´arco, ipê, ipê-uva, piuva

Parte usada   Entrecasca (líber) ou o lenho (cerne)

Propriedades terapêuticas   Anti-inflamatória, cicatrizante, analgésica, sedativa, tônica, anti-microbiana

Princípios ativos   Lapachol, blapachona

Indicações terapêuticas   Úlceras varicosas, hemorróidas, reumatismo, artrite,  doenças da pele, eczema, gastrites, inflamação intestival, inflamação do  aparelho genital feminino, cistite, bronquite, anemia, diabetes   

Informações complementares

                   O ipê-roxo, pau d´arco, ipê, ipê-uva ou piuva é uma  árvore de porte avantajado, muito difundida na América, e pertence à  família das Bignoneaceas.


 São muitas as espécies de Ipê, num total aproximado de 250, mas as mais  usadas são as do gênero Tabebuia Avellanedae e Tecoma Impetiginosa.

Destas últimas selecionam-se no máximo 20 espécies que podem oferecer um  teor aproximado e constante de substâncias com alto valor terapêutico,  principalmente dos grupos saponínicos, flavonoídeas, cumarínicos ou  quinônicos.


 A parte usada da planta é a entrecasca (líber) ou o lenho (cerne).


 O cerne contém, entre outros princípios ativos, o LAPACHOL e a  BLAPACHONA, substâncias já conhecidas como auxiliares na cura de doenças  neoplásicas e inibidoras de várias tumurações.


 Para de obter bons resultados com o uso do pau d´arco ou ipê-roxo,  torna-se necessário portanto escolher o gênero e espécie da planta,  idade provável da árvore e sua procedência. 


 Uso medicinal

   O pau d´arco, pelas suas propriedades anti-inflamatórias, cicatrizantes,  analgésicas, sedativas e tônica, e dada a sua potente ação  anti-microbiana, é indicado nos casos de úlceras varicosas, feridas de  qualquer origem, varizes e hemorróidas, reumatismo, artrite, doenças da  pele, eczema, gastrites, inflamação intestinal, inflamação do aparelho  genital feminino, cistite, bronquite e anemia.


 Favorece ainda a circulação e age também em várias formas de diabetes, especialmente a diabetes dos jovens.
 O pau darco ou ipê-roxo é a planta providencial, confirmando o que disse  Von Martus em 1818: "As plantas brasileiras não curam, fazem milagres".


 Apresentação

  Cápsulas, extratos, fluído, tintura, pomada 


Dosagem indicada

CHÁ: 1 colher da casca razurada, em 1 litro de água. Ferver. Tomar como  água, ao dia. É atóxico, podendo ser usado, tomar 3 cápsulas ao dia em  altas doses. Se ocasionar ligeira urticária, deve ser diminuída a dose e  administrado um anti-alérgico, para voltar depois à dose anterior.


 O nosso extrato (manipulado com o cerne do pau d´arco) deve ser usado na  dose mínima de 1 colher das de chá, em um copo d´água, 4 vezes ao dia,  podendo ainda ser ser tomado de 3 em 3 horas ou de 2 em 2 horas ou de 1  em 1 hora.


 Nos casos de feridas ou úlceras varicosas, a pomada deve ser usada 2 vezes ao dia, administrando-se também o extrato ou tintura.   



Fonte:plantas medicinais-ciagri
 

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Jaborandi
« Responder #68 em: 09/04/2012, 01:57 »
 
Nome popular        JABORANDI



Nome científico   Pilocarpus microphyllus Stapf. ex Wardleworth

Família   Rutácea

Parte usada   Folhas ou folíolos.

Propriedades terapêuticas   Sudorífero, diurético, promovedor de saliva, revitalizante capilar.

Princípios ativos   Alcalóides: pilocarpina (majoritariamente),  pilocarpidina, isopilocarpidina, fisostigmina, pilosina, isopilosina,  epiisopilosina. Óleos essenciais: limoneno, beta-cariofileno.

Indicações terapêuticas   Afecções bronqueais, reumatismo, glaucoma.

Informações complementares

       Espécies
   

  • Pilocarpus jaborandi Hulmes
  • Pilocarpus officinalis Pohl
  • Pilocarpus pinnatifolius Lem.
Aspectos botânicos

  Trata-se de um arbusto pequeno pertencente à família das Rutáceas,  caracterizado por apresentar folhas emparedadas de 3-5 folíolos ovais  lanceolados e sésiles, com sabor e cheiro de laranjas; flores pentâmeras  dispostas em racimos delgados e alargados; e um fruto capsular composto  por três folículos.


 Este arbusto é característico da América Central e América do Sul de onde se estendeu até a Índia. O P. jaborandi abunda na região de Pernambuco, enquanto que o P. microphyllus cresce no estado do Maranhão (Brasil) e o P. pinnatifolius no Paraguai. Atualmente também se cultiva na Índia. 


Parte utilizada

  Folhas ou folíolos. Uma vez dessecadas devem ser utilizadas rapidamente  pois perdem sua atividade com o prolongado armazenamento. 


História

  Primitivamente os nativos sul-americanos mastigavam as folhas deste  arbusto para aumentar a salivação, o qual chamou atenção dos primeiros  conquistadores.

Em 1874 um médico brasileiro chamado Coutinho inicia as  investigações, logrando isolar no ano seguinte seu principal alcalóide: a  pilocarpina. Pouco tempo depois, as ações sobre a pupila e as glândulas  sudoríparas e salivares foram descritas por J. Weber. 


Composição química

   Alcalóides (0,50 - 1%): Derivados do imidazol: pilocarpina  (majoritariamente), pilocarpidina, isopilocarpidina, fisostigmina,  pilosina, isopilosina, epiisopilosina e epiisopiloturina.

A pilocarpina é  solúvel em soluções aquosas, alcalinas por abertura do anel lactônico  que se une ao anel imidazólico, com a seguinte formação das respectivas  Sales (sais). *


   Óleo essencial (0,50%): limoneno, beta-cariofileno, 2-tridecanona,  sabineno, a–pineno e pequenos copos trazas *de outros terpenos. 


Ações farmacológicas

  O efeito do principal alcalóide pilocarpina é bem conhecido desde o  ponto de vista farmacológico. A partir de sua administração local,  difunde rapidamente desde a córnea até o humor* aquoso, exercendo uma  contração do músculo ciliar, de maneira antagônica a atropina,  empurrando o espolão escleral e expandindo a malha trabécular até  separar.

 Desta maneira se abrem as vias que conduzem o fluído,  aumentando o efluxo do humor * aquoso, permitindo uma diminuição da  pressão intraocular (glaucoma). Também permite aumentar a irrigação  sanguínea local (Holmstedt B. et al., 1979; Neal M., 1996).


 A pilocarpìna é um agonista * colinérgico, de ação predominante  muscarínica  mas não nicotínica. Aplicada localmente ao olho provoca  constrição pupilar, espasmo da acomodação do cristalino e um aumento  transitório da pressão intraocular, seguido de uma imediata queda *  caída da mesma em forma mais prolongada.

 A miosis tem uma duração  variável: entre várias horas até um dia. A fixação da acomodação do  cristalino para a visão de perto desaparece ao cabo de duas horas  (Goodman Gilman A. et al., 1986).


 Por outra parte, a aplicação de 10-15 mg. subcutâneos de pilocarpina  provocam vasodilatação e sudoração local aumentada, das quais são  bloqueadas por atropina. Também pode promover a secreção de glândulas  salivais, lagrimais, bronqueais, suco gástrico (ácido clorídrico e  pepsina), pancreáticas e intestinais, aumentando a eliminação de água,  uréia e cloruro * sódico. Aumenta o tom* tono e as contrações  estomacais.


 A presença de um átomo de carbono terciário em sua estrutura química  (derivada do imidazol) lhe confere maior liposolubilidade à droga,  permitindo uma fácil penetração através da córnea quando se aplica  localmente, ou ingressar no cérebro quando se administra por via  sistêmica (Neal M., 1996). 


Efeitos adversos

  A pilocarpina pode estimular a musculatura bronquial provocando  broncoespasmo, o qual contraindicaria ser empregado em pacientes  asmáticos. Também se tem observado um aumento em el tono* e motilidade *  dos ureteres, vejiga*, vesícula e condutos biliares, pelo que se deverá  absterse de utilizar em casos de suspeita de cálculos a esses níveis.

  Durante o tratamento com esta droga podem aparecer alterações da  acomodação ou dor no globo ocular, que cedem em poucos dias. Por último,  as doses altas podem provocar depressão do SNC e do centro  respiratório. 


Efeitos tóxicos

 Em caso de sobredose com pilocarpina se produz uma exacerbação de seus  efeitos parasimpáticomiméticos, similar ao produzido por intoxicação com  fungos dos gêneros Inocybe e Citocybe, o qual é contrarrestado* pela  administração parenteral de atropina (2 mg) seguida de medidas  apropriadas para ajudar a respiração pulmonar e a circulação. 


 Os sintomas de intoxicação imputáveis à muscarina começam aos 30-60  minutos e consistem em salivação excessiva, lacrimejo*, náuseas,  vômitos, cefaléia, transtornos visuais, cólicas abdominais, diarréia,  bradicardia, broncoespasmo, hipotensão, shock*, podendo ocorrer morte.


 Desaconselha-se o uso de mióticos como a pilocarpina em aqueles casos em  que a contração do íris não esteja recomendada tal como sucede na  iritis aguda ou na iridociclitis.   


Posologia e dose usual

A pilocarpina é empregada correntemente no tratamento de glaucoma,  administrando-se em forma de solução aquosa entre 0,5% e 4% como gotas  oftálmicas.

Quando se aplique como colírio é conveniente pressionar o  saco conjuntival para evitar una excessiva absorção sistêmica. Nos  tratamentos de glaucoma crônico pode alternar-se com eserina, cuidando  de não se administrar juntos pela possibilidade de antagonismo.


 Também se emprega, junto a outros componentes, na formulação de loções  ou xampus antiseborreicos e revitalizantes capilares.

Mesmo assim, é  muito útil como sialagogo em casos de xerostomía ou aptialismo, nefrite  crônica, uremia elevada e para contrarrestar* o efeito  parasimpaticolítico de outras medicações como a atropina. 


Usos etnomedicinais

Formas galênicas: a infusão das folhas de jaborandi (2-4%) se emprega  popularmente em afecções bronqueais e reumatismo. Se o considera um  excelente diaforético visto que logo de tomada na infusão, o paciente  deve deitar-se totalmente coberto para assim promover una transpiração  abundante útil em caso de febre, gripe e afonia*. 


 No Peru se utiliza a decocção das folhas como lactagoga e diurética. 


 No Brasil se emprega como sudorífero, diurético, promovedor de saliva  (sialagogo) e contra o glaucoma. O sumo das folhas é indicado como  tônico capilar. A tal fim se preparam 70 gr. de folhas a macerar em 500  cc. de álcool de 60º durante um mês.   


Curiosidades

Atualmente existe una explosão desmedida desta espécie, sobretudo no  norte do Brasil, donde se encontra atualmente em perigo de extinção  (Balick M. et al., 1996).   





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Offline Neo

Jabuticabeira
« Responder #69 em: 10/04/2012, 14:30 »
 


Nome popular
        JABUTICABEIRA



Nome científico   Myrcia cauliflora Berg

Família   Myrtaceae

Parte usada   Fruto

Propriedades terapêuticas   Antioxidante, antialérgico

Princípios ativos   Calorias 51,vitamina C 12, niacina, ferro, fósforo, antocianinas.

Indicações terapêuticas   Problemas cardíacos, estabilizador do açúcar no sangue de diabéticos, prisão de ventre.

Informações complementares

       Origem

  Brasil 


Uso medicinal

Devido a presença de antocianinas, têm uma potente ação antioxidante,  ajudam a varrer as moléculas instáveis de radicais livres. Ultimamente  surgem estudos apontando que substâncias antioxidantes também auxiliam a  estabilizar o açúcar no sangue dos diabéticos.   


   Uso culinário

  A jabuticaba é a matéria-prima de geléia, suco, licor e vinho.


 O texto a seguir foi enviado pelo colaborador deste site, Lelington Lobo Franco.



Jabuticaba: uma amiga do coração

 

 Nativa do Brasil, e com o nome científico Myrcia cauliflora Berg, ela costuma medir entre 6 e 9 metros e é conhecida desde o período do descobrimento.


 "A espécie é encontrada de norte a sul, desde o Pará até o Rio Grande do  Sul", diz o engenheiro agrônomo João Alexio Scarpare Filho, da Esalq.  Segundo ele, a palavra jabuticaba é tupi e quer dizer "fruto em botão". A  jabuticaba é a matéria-prima de delícias já conhecidas, como a geléia,  licor e, também, uma espécie de vinho. 


 Em 100 gramas ou 1 copo, temos: calorias 51, vitamina C 12 mgm, Niacina 2,50 mg, ferro 1,90 mg e fósforo 14 g 


Características da fruta

 Atributos para essa fruta tipicamente brasileira é o que não faltam.  Vitaminas, fibras e sais minerais aparecem nela ao montes. Agora, para  melhorar ainda mais esse perfil nutritivo, pesquisadores da Universidade  Estadual de Campinas descobriram que ela está cheia de antocianinas,  substâncias que protegem o coração. Mais uma razão para que a jabuticaba  esteja sempre no seu cardápio. 


 Ela ganha até da uva e, provavelmente, do vinho tinto, que são  festejados no mundo inteiro por evitarem infartos. Você vai conhecer  agora uma revelação científica - e das boas - que acaba de cair do pé. A  química Daniela Brotto Terci nem estava preocupada com os problemas que  se passam com o coração.

Tudo o que ela queria, em um laboratório da  Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior paulista, era  encontrar na natureza pigmentos capazes de substituir os corantes  artificiais usados na indústria alimentícia.


 E, claro, quando se fala em cores a jabuticaba chama a atenção. Roxa?  Azulada? Cá entre nós, jabuticaba tem cor de... jabuticaba! Mas o que  tingiria a sua casca? A cientista ficou surpresa e impressionada ao  verificar: enormes porções de antocianinas, foi a resposta.


 As antocianinas são pigmentos responsáveis por uma variedade de cores  atrativas e brilhantes de frutas, flores e folhas que variam do vermelho  vivo ao violeta e azul. Daniela jamais tinha suspeitado de que havia  tanta antocianina ali, na jabuticaba; aliás, nem ela e nem ninguém mais.


 "Os trabalhos a respeito dessa fruta são muito escassos", tenta  justificar a pesquisadora, que também mediu a dosagem de antocianinas da  amora e da uva. Ironia, o fruto da videira saiu perdendo no ranking,  enquanto o da jabuticabeira... Dê só uma olhada, o número representa a  quantidade de miligramas das benditas antocianinas por grama da fruta:   

  • Jabuticaba: 314
  • Amora: 290
  • Uva: 227
 
As atocianinas é que dão as cores


 "Se um fruto tem cor arroxeada é porque elas estão ali", entrega a  nutricionista Karla Silva, da Universidade Estadual do Norte Fluminense,  no Rio de Janeiro. No reino vegetal, esse tingimento serve para atrair  os pássaros. "E isso é importante para espalhar as sementes e garantir a  perpetuação da espécie", explica Daniela Terci, da Unicamp.   

Uso medicinal

 Para a Medicina, o interesse nas antocianinas é outro. "Elas têm uma  potente ação antioxidante", completa a pesquisadora de Campinas. Ou  seja, uma vez em circulação, ajudam a varrer as moléculas instáveis de  radicais livres.


 Esse efeito, observado em tubos de ensaio, dá uma pista para a gente  compreender por que a incidência de tumores e problemas cardíacos é  menor entre consumidores de alimentos ricos no pigmento. Ultimamente,  surgem estudos apontando uma nova ligação: as tais substâncias  antioxidantes também auxiliariam a estabilizar o açúcar no sangue dos  diabéticos.


 Se a maior concentração de antocianinas está na casca, não dá para você  simplesmente cuspi-la. Tudo bem, engolir a capa preta também é difícil. A  saída, sugerida pelos especialistas, é batê-la no preparo de sucos ou  usá-la em geléias; a boa notícia é que altas temperaturas não degradam  suas substâncias benéficas.


 O professor Lelington conta que costuma mastigar as cascas e engoli-las;  além das antocianinas, ela evita a prisão de ventre. Ele também mastiga  as sementes e as engole, pois contém elementos antialérgicos.


 Segundo ele, as antocianinas são os pigmentos presentes nos vacúolos de  plantas responsáveis por fantásticas exibições de vermelho e azul na  Natureza e por fabulosas alterações das cores das folhas de determinadas  plantas no Outono.


 Existem diferentes antocianinas naturais. Os corantes de antocianina são  fabricados normalmente a partir de cascas de uva e de jabuticaba.  Devido à solubilidade e à mudança de cor em função do pH, este corante  possui uso restrito a produtos que normalmente são fabricados a partir  de alimentos que contém frutas: sorvetes de uva, geléias, vinhos  compostos etc.


 Os pigmentos naturais, que dão a algumas frutas e vegetais a cor  avermelhada, azul ou roxa, contribuem para a diminuição do número de  células cancerígenas no organismo e, em alguns casos, podem mesmo causar  a sua extinção; tornando-os, assim, uma importante ajuda no combate ao  câncer, afirma um estudo realizado por cientistas norte-americanos.


 Frutas e vegetais que contenham um número elevado destes pigmentos, como  a acerola e a beterraba, são mais eficazes em desacelerar o crescimento  de células cancerígenas. Em 20% dos casos, podem mesmo extingui-las.  Mas os benefícios não param por aí, alimentos menos ricos nestes  pigmentos, como o rabanete e o morango, diminuem o crescimento do câncer  do colón entre os 50% e os 80%.


 Estes resultados são a conclusão de um estudo que combina testes de  laboratório em células cancerígenas humanas e experiências em animais,  citado pelo The Guardian. O objetivo é saber se há uma relação entre uma  dieta rica nestes alimentos e o baixo risco de desenvolver um câncer,  tal como foi apresentado no encontro da American Chemical Society, nos  EUA.


 Os componentes destes pigmentos pertencem a um grupo denominado por  antocianinas que, por ser um antioxidante, dificulta a sua absorção pela  corrente sanguínea. Estes componentes viajam do estômago até ao  intestino delgado. Os cientistas acreditam que no conseguir percorrer  este caminho está o segredo para as suas propriedades anti-cancerígenas.


 O próximo passo é saber se os componentes destes pigmentos podem ser  modificados de modo a torná-los ainda mais poderosos. Foram  identificados 600 antocianinas diferentes e os pesquisadores já  analisaram a sua composição. Sabe-se que as antocianinas são  responsáveis pela pigmentação de alimentos, flores e folhas, e a sua cor  varia entre o vermelho vivo, o azul e o violeta.


 Os benefícios destes alimentos, como a acerola, camu-camu - muito usados  em sumos naturais -, foi testado em ratos. Os animais sofriam de câncer  do colón e, ao fazerem uma dieta à base de antocianinas extraídas de  frutas, o seu estado clínico melhorou entre 60% e 70% em comparação com  outro grupo que não se alimentou destas frutas.


 Além do câncer, em particular o do cólon, estes alimentos ajudam a  combater ainda doenças cardiovasculares e a formação de coágulos no  sangue. (contém em sua maioria potássio). Os sucos, particularmente,  rendem experiências bem coloridas. A nutricionista Solange Brazaca, da  Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), em Piracicaba,  interior paulista, dá lições que parecem saídas da alquimia: "Misturar a  jabuticaba com o abacaxi resulta numa bebida azulada", ensina. "Já  algumas gotas de limão deixam o suco avermelhado. "As variações ocorrem  devido às diferenças de Ph e pela união de pigmentos ácidos. 


 Mas, vale lembrar a velha máxima saudável: Bateu, tomou! 
 "Luz e oxigênio reagem com as moléculas protetoras", diz a professora.  Não é só a saúde que sai perdendo: o líquido fica com cor e sabor  alterados. Aliás, no caso da jabuticaba, há outro complicador. Delicada,  a fruta se modifica assim que é arrancada da árvore.


 "Como tem muito açúcar, a fermentação acontece no mesmo dia da  colheita", conta a engenheira agrônoma Sarita Leonel, da Universidade  Estadual Paulista, em Botucatu. A dica é guardá-la em saco plástico e na  geladeira. Agora, para quem tem o privilégio de ter uma jabuticabeira, a  professora repete o que já diziam os nossos avós: "Jabuticaba se chupa  no pé".   


A parte branca tem seu valor

 A bioquímica Edna Amante, do laboratório de frutas e hortaliças da  Universidade Federal de Santa Catarina, destaca alguns nutrientes da  parte branca e mais consumida da jabuticaba: "É na polpa que a gente  encontra ferro, fósforo, vitamina C e boas doses de niacina, uma  vitamina do complexo B que facilita a digestão e ainda nos ajuda a  eliminar toxinas." 


 Ufa! E não só nessa polpa, mas também na casca escura, você tem  excelentes teores de pectina. "Essa fibra tem sido muito indicada para  derrubar os níveis de colesterol, entre outras coisas", conta a  nutricionista Karla Silva. 


 Um novo estudo da Universidade de Georgia, nos EUA, demonstrou que a  pectina, um tipo de fibra encontrado em frutas e hortaliças e utilizada  na confecção de geléias e outros alimentos consegue eliminar as células  cancerígenas da próstata em até 40%.


 O estudo publicado na edição de agosto de 2007 da revista Glycobiology,  demonstrou que a pectina inclusive conseguiu eliminar células que  geralmente não respondem à terapia hormonal e por isto são de difícil  tratamento com as medicações disponíveis no momento.


 Em outros estudos, diz o professor Lelington, a pectina esteve  relacionada com redução do colesterol e dos níveis de glicose no sangue  além de reduzir a divisão celular prevenindo câncer de pulmão e tumores  no cólon.


 O time de pesquisadores agora está envolvido na identificação da menor  estrutura dentro da pectina, capaz de induzir à morte de células  cancerígenas a fim de fabricar medicamentos e alimentos com mais  benefícios à saúde.


 A pectina faz uma excelente dobradinha com as antocianinas no fruto da  jabuticabeira. Daí o discurso inflamado dessa especialista, fã de  carteirinha: "A jabuticaba deveria ser mais valorizada, consumida e  explorada". Nós concordamos, e você? 





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Offline Neo

Jambolão
« Responder #70 em: 10/04/2012, 14:31 »
 


Nome popular
        JAMBOLÃO



Nome científico   Syzygium cumini Lamarck

Família   Myrtaceae

Sinonímia popular   Jamelão

Parte usada   Fruto, folha, semente

Princípios ativos   Antocianinas (glucoglucosídeos da delfinidina, petunidina e malvidina)

Indicações terapêuticas   Hipoglicemia

Informações complementares

Origem

  Índia. Adaptou-se muito bem às condições de solo e clima do Brasil, tornando-se espécie subespontânea na região Nordeste. 


Uso medicinal

  O chá das folhas e das sementes da espécie também é muito conhecido na  medicina popular indiana, principalmente pelos efeitos hipoglicemiantes. 


   Uso culinário

  A polpa do jambolão também é utilizada na produção de doces e tortas.  Estudos indicam que a produção da geléia de jambolão mostrou-se viável,  principalmente para o pequeno produtor.   



Outros usos

A espécie cultivada como planta ornamental no Brasil, é muito comum nos  canteiros e quadras de Brasília, DF.

A coloração roxa da polpa dos  frutos apresenta um grande impacto visual devido à presença de  antocianinas, pigmentos antioxidantes hidrofílicos também encontrados em  frutas como a uva (Vitis sp.) e o “blueberrie” (Vaccinium sp.),  que apresentam como vantagem a alta solubilidade em misturas aquosas.

  Entretanto, a coloração arroxeada provoca mancha nas mãos, tecidos,  calçamentos e pinturas de carros, tornando-o pouco indicado para  preencher espaços públicos. 





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Offline Neo

Jojoba
« Responder #71 em: 10/04/2012, 14:32 »
 


Nome popular
        JOJOBA



Nome científico   Simmondsia chinensis (Link) C.K. Schneid

Família   Simmondsiaceae

Informações complementares

       
Indicações



 O óleo de jojoba é usado na fabricação de cosméticos. Quando massageado  diretamente no couro cabeludo, dissolve o sebo engastado, os folículos  do cabelo ficam livres das partículas estimulando a germinação das  células na epiderme e um nenovado crescimento dos cabelos. O Óleo de  Jojoba também torna o couro cabeludo menos ácido, regulando, portanto,  as secreções glandulares. 


 O óleo é um umedecedor puro e natural que tem as qualidades de  penetração e cicatrização. Quando massageado na pele, o Óleo de Jojoba é  conhecido por ser eficaz contra várias disfunções epidérmicas. Por essa  razão, é de valor inestimável na criação de uma fina linha de produtos  de beleza.   





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Offline Neo

JUÁ
« Responder #72 em: 10/04/2012, 14:33 »
 


Nome popular
        JUÁ



Nome científico   Zizyphus joazeiro Martius

Família   Rhamnaceae

Sinonímia popular   Joazeiro, juazeiro, juá-babão, juá-de-boi, juá-bravo

Sinonímia científica   Ziziphus gardneri Reissek

Parte usada   Fruto, casca

Princípios ativos   Na casca: estearato de glicerila, triterpenóides, cafeina, alcalóides, saponina

Indicações terapêuticas   Problemas gástricos, limpeza de cabelos e dentes, tônico capilar.

  Informações complementares

             
Importância sociológica

O juazeiro é um dos elementos típicos da vegetação dos sertões nordestinos. É uma espécie de maior ocorrência nas caatingas, no Sertão e no Agreste. 


Uso alimentar

  Utilizado na alimentação animal. A principal utilidade reconhecida dessa  espécie é ser forrageira, com a vantagem de ser sempre verde, apesar de  ser uma espécie xerófila. Na época da seca, constitui uma providência para o sertanejo, pela  alimentação que proporciona ao gado faminto. Ela serve como ração para ovinos e caprinos em qualquer época


 Na alimentação humana, os frutos do juazeiro são comestíveis, sendo  muito consumidos ao natural, pelo sertanejo do nordeste. O juá maduro é  muito estimado pelas crianças e adultos, pois mitiga a fome e a sede em  tempo de seca. 


Uso cosmético

  O córtex e as folhas são ricos em saponina e têm grande valor detergente. É usado como xampu, anticaspa e tônico capilar. As raspas da entrecasca servem de sabão e dentifrício.

 A casca é excelente tônico capilar quando em infusão ou macerada. A água de juá serve para amaciar e clarear a pele do rosto. A casca do juazeiro amassada na água é utilizada no tratamento da queda do cabelo. 


Uso medicinal

  As cascas e as folhas são tradicionalmente usadas na medicina popular do nordeste, na forma de extrato feito com água, usado por via oral para alívio de problemas gástricos. 






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Offline Neo

Jujuba
« Responder #73 em: 10/04/2012, 15:18 »
 


Nome popular
        JUJUBA



Família   Rhamnaceae

Sinonímia científica   Z. sativa Gaertner; Z. vulgaris Lam

Parte usada   Sementes, fruto, raiz, casca

Propriedades terapêuticas   Analéptica, paliativa, béquica, analgésica, tranqüilizante, anticonvulsionante

Princípios ativos   Flavonóides, alcalóides, triterpenos, polissacarídeos

Indicações terapêuticas   Insônia, ansiedade, tônico do cabelo, diabetes,  melhora a memória e a cognição em pessoas com idade mais avançada,  problemas digestivos e do fígado, fraqueza, obesidade, problemas  urinários, doenças de pele, febre, diarréia.

Informações complementares

                                     Origem

  Ziziphus jujuba é uma planta nativa da China pertence ao genero Ziziphus  (Rhamnaceae) e é muito comum na China e Coréia do Sul (Zhao et al.  2006). 


Distribuição

  É distribuída principalmente nas regiões tropicais e subtropicais da  Ásia e América, utilizada na medicina popular para curar vários tipos de  doenças. A jujuba chinesa tem uma história de mais ou menos 4000 anos  (Yan & Gao, 2002), usada como alimento, aditivo, flavorizante e  medicinal (Li et al., 2007).


 Planta nativa e naturalizada em vários paises da Ásia e África, as  sementes são comestíveis e recomendadas para casos de insônia (Tripathi  et al., 2001). 


 Cinco cultivares de jujuba são plantados na China:



  • Zizyphus jujuba cv. Jinsixiaozao Hort.
  • Zizyphus jujuba cv. Jianzao
  • Zizyphus jujuba cv. Yazao
  • Zizyphus jujuba cv. Junzao
  • Zizyphus jujuba cv. Sanbianhong (Li et al., 2007)
Outras variedades foram citadas nos trabalhos:


  • Zizyphus jujuba Mill. cv. Dongzao (Zhu ey al., 2009)
  • Zizyphus jujuba Mill.  var.  inermis Rehd (Kima et al., 2006)
  • Zizyphus jujuba var. spinosa (Bunge) Hu.et H.f. Chou (Liu et al., 2007)

Uso medicinal


O fruto da jujuba é saboroso e muito utilizada pelo seu valor  nutricional. Tem sido comumente usada com fins medicinais como  analéptica, paliativa e béquica (Yan & Gao, 2002). A semente seca de  Zizyphus jujuba Mill var.
spinosa, é conhecida por conter uma grande quantidade de ingredientes ativos de importância farmacológica. 

 Esta semente tem sido utilizada como analgésica, tranqüilizante e  anticonvulsionante em paises do oriente como Coréia e China por pelo  menos 2500 anos, e também tem sido prescrita para o tratamento da  insônia e da ansiedade (Peng & Zhu, 2001). 


 Dentre os seus efeitos aumenta a duração do pentobarbital usado para  induzir ao sono (Adzu et al., 2002), inibe a excitação causada por  cafeína e prolonga a ação do hexobarbital também usado para induzir ao  sono (Chung & Lee, 2002). 


 Outro trabalho indicou que o extrato aquoso teve efeitos ansiolíticos em  ratos (Ahn et al., 2004). O extrato das folhas de jujuba junto com  folhas de Azadirachta indica Juss (Neem) reforçam e tonificam os cabelos (Parveen et al., 2007).


 A decocção dos frutos é utilizada para tratar diabetes (Ugurlu &  Secmen, 2008). Os frutos são utilizados para melhorar a memória e a  cognição em pessoas com idade mais avançada (Adams et al., 2007).


 Possui atividade de estabilização dos neurônios (Heo et al., 2003). O  fruto seco é utilizado como mitigativo, tônico e diurético (Ahn et al.,  2004). É usado na medicina popular no tratamento de problemas digestivos  e do fígado, fraqueza, obesidade, problemas urinários, diabetes,  doenças de pele, febre, diarréia e insônia (Han et al., 2007). 


 Os frutos possuem a propriedade de purificar o sangue e melhorar a  digestão. As raízes são utilizadas contra febre e para curar ferida e  úlceras. A casca é usada para tratar a diarréia (Tripathi et al., 2001).

 As diferentes partes da planta possuem múltiplas propriedades como  anti-fertilidade, analgésica e antidiabetes (Erenmemisoglu et al.,  1995).


 Um trabalho recente reportou que os flavonóides e alcalóides da semente  possuem atividade inibitória sobre o sistema nervoso central (Park et  al., 2004). Também foi demonstrado que extratos etanólicos e metanólicos  possuem efeito ansiolítico (Han et al., 2007). 


 Esta planta é rica em metabólitos secundários como flavonóides,  alcalóides e triterpenos (Cheng et al., 2000), ?avonóides glicosídeos,  alcalóides, ésteres triterpênicos e coumarinas (Souleles and Shammas,  1998).


 Alcalóides ciclopeptídeos tem sido reportados desta planta (Schmidt et  al., 1985). Entre os princípios bioativos, os polissacarídeos se  destacam como os mais importantes constituintes dos frutos (Yamada et  al., 1985). 


 Foram isolados vários compostos de diferentes espécies do gênero  Zizyphus tais como, peptídeos, esteróides, taninos, acido betulínico e  glicosídeos saponinas triterpenoidais (Shahat et al., 2001; Tripathi et  al., 2001). 


 Os frutos contem espiosina e o jujubosideo que possui a propriedade de  inibir a hiperatividade hipocampal (Shou et al., 2002), o jujubosideo é  uma saponina que possui forte atividade hemolitica (Sparg et al., 2004). 





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Jurubeba
« Responder #74 em: 14/04/2012, 14:35 »
 

Nome popular
        JURUBEBA



Nome científico   Solanum paniculatum L.

Família   Solanaceae

Sinonímia popular   Jurubeba-verdadeira, jupeba, juribeba, jurupeba, gerobeba, joá-manso.

Parte usada   Raizes, folhas e frutos.

Propriedades terapêuticas   Tônica, desobstruente, digestiva.

Princípios ativos   Esteróides, saponinas, glicosídeos e alcalóides.

Indicações terapêuticas   Febre, hidropsia, doenças do fígado, diabetes,  tumores do útero e abdomen, anemias, inflamações do baço, problemas de  bexiga, ressaca.

Informações complementares

Espécies aqui comentadas


 
Solanum paniculatum
Solanum fastigiatum
Solanum asperolanatum
Solanum variabile 

Descrição


  Jurubeba é uma pequena árvore da família das Solanaceae, cresce a 3  metros em altura, podendo chegar a 5 metros, comum no norte de Brasil e  outras partes tropicais de América do Sul. 


 Existem dois tipos de jurubeba: macho e fêmea. Os usos indígenas de  jurubeba são muito mal documentados, mas seu uso em medicamentos  brasileiros foi bem descrito. Jurubeba é listado como uma droga oficial  na Pharmacopea Brasileira como um produto específico para anemia e para  desordens de fígado e digestivas. Em 1965, Dr. G. L. Cruz escreveu que  "as raízes, folhas e frutas são usadas como um tônico e  descongestionante.

 Estimula as funções digestivas e reduz a inchação do  fígado e baço. É um remédio para hepatites crônicas, febre de  intermites, tumores uterinos e hidropisia"  Solanum é o gênero mais representativo da família Solanaceae e consiste  de cerca de 1.500 espécies perenes, arbustos, árvores e trepadoras,  sendo um dos mais numerosos do mundo.

 Apresenta muitas plantas úteis  usadas na alimentação e também muitas plantas infestantes ou daninhas. A  maioria das plantas do gênero Solanum contém alcalóides tóxicos. Em  algumas espécies de Solanum, certas partes são comestíveis enquanto  outras partes da mesma planta são muito venenosas.

 O melhor exemplo  conhecido é a batata (Solanum tuberosum) que tem folhagem e  frutos venenosos e tubérculos comestíveis, embora estes fiquem venenosos  quando se tornam verdes pela exposição prolongada à luz.


 Muitas espécies de Solanum são conhecidas como "jurubeba", tal como a Solanum paniculatum, uma planta nativa nas regiões Norte e Nordeste do Brasil.


 A origem do nome vem do adjetivo latino "paniculatum", paniculado, pelo  tipo de inflorescência. Os principais nomes populares são: jurubeba,  jurubeba-verdadeira, jupeba, juribeba, jurupeba, gerobeba e joá-manso. O  nome vulgar deriva do tupi "yú", espinho, e "peba", chato.   


Princípios ativos

  Os componentes ativos da jurubeba foram documentados na década de 60  quando pesquisadores alemães descobriram novos esteróides, saponinas,  glicosídeos e alcalóides nas raízes, caule e folhas. Os alcalóides foram  encontrados em maior abundância nas raízes, enquanto que nas folhas  encontram-se as maiores concentrações de glicosídeos.


 Esses compostos também têm algum efeito tóxico, de modo que não se  recomenda a ingestão freqüente de preparações de jurubeba. As  propriedades farmacológicas documentadas desde a década de 40 incluem o  uso para estômago, febres, diurético e tônico.

 Estudos em animais  indicaram que extratos da planta em água ou álcool foram eficazes em  reduzir a pressão sanguínea enquanto aumentando a respiração em gatos,  evidenciando uma ação estimulante no coração. 


Solanum fastigiatum

   A Solanum fastigiatum, conhecida como jurubeba do sul, é uma  planta nativa na região Sul do Brasil, ocorrendo também nos países da  Bacia do Prata. Comum no Rio Grande do Sul, especialmente na Depressão  Central; presente também em outros estados sulinos.

A origem do nome vem  do adjetivo latino "fastigiatum", "que termina em ponta", motivado  pelos ramos fasciculados da inflorescência, que apresentam frutos em  suas pontas. 


 Os nomes populares são: jurubeba, jurubeba-do-sul, jurubeba-velame,  velame. Essa planta é bastante parecida com diversas outras, que também  são conhecidas pelo nome vulgar de jurubeba e é usada na farmacopéia  popular com as mesmas indicações da verdadeira jurubeba, Solanum paniculatum.

 Como existem preparações comerciais à base de jurubeba, é comum que as  firmas que as apresentam recebam material de plantas parecidas,  inclusive de Solanum fastigiatum.   


Cuidado

 A ingestão de partes da planta tem causado patologias em bovinos. A  ocorrência maior tem sido em épocas de carência de forragem e os animais  precisam ingerir a planta por um período prolongado.

Estudos feitos na  Faculdade de Veterinária da Universidade Federal de Pelotas (1985 e  1987) indicam que a sintomatologia é relacionada com disfunção  cerebelar, com crises periódicas do tipo de epilepsia, que duram de  alguns segundos a um minuto e são desencadeadas geralmente quando os  animais são movimentados ou excitados. 


 Há perda de equilíbrio e quedas, ficando os animais em decúbito dorsal  ou lateral, com tremores musculares. Após as crises, os animais  aparentam normalidade, mas alguns estendem o pescoço numa atitude de  "olhar estrelas" e buscam maior apoio com extensão dos membros  anteriores.

 Em geral não ocorre mortalidade diretamente relacionada com o  problema, mas com as quedas podem haver fraturas. A patologia se torna  crônica e a regressão clínica é rara.   


Solanum asperolanatum

   A Solanum asperolanatum, conhecida como jupeba, é uma planta  arbórea perene, com até 3 a 4m de altura, reproduzida por semente,  nativa na América Tropical, com ocorrência esparsa no Brasil, geralmente  confundida com outras espécies. A origem do nome vem do latim "asperu",  áspero, e "lana", lã. 


 Recebe os seguintes nomes populares: jurubeba, jupeba. A planta é  parecida com outras espécies de "jurubebas", pelo aspecto geral e pelos  frutos. Distingue-se de Solanum paniculatum pelo posicionamento das inflorescências e pelas flores brancas.

Plantas novas podem ser confundidas com Solanum variabile,  pois em ambas as espécies ocorrem pêlos ferrugíneos. É usada na  farmacopéia popular com as mesmas indicações da verdadeira jurubeba, Solanum paniculatum, e também nas preparações comerciais a base de jurubeba que são preparadas indistintamente com várias espécies de Solanum.   


Solanum variabile

   A solanum variabile, conhecida como jurubeba falsa, é uma planta  nativa na região Meridional do Brasil e regiões limítrofes dos outros  países.

 No Brasil é relatada a ocorrência de Minas Gerais ao Rio Grande  do Sul, com maior intensidade na região Sul, sendo muito freqüente nos  estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina com grande ocorrência nas  beiras de estradas.

 A origem do nome vem do adjetivo latino "variabile",  variável, pela grande variabilidade na planta em geral, particularmente  no formato das folhas e no tipo de pêlos.

 Os principais nomes vulgares  são: velame, jurubeba-velame, velame-de-capoeira, jurubeba-falsa,  juveva, jupicanga.





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