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Autor Tópico: As terapias naturais estão na moda e não é de agora  (Lida 1024 vezes)

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As terapias naturais estão na moda e não é de agora

02 DE FEVEREIRO DE 2018 - 09:55
A vida ao ar livre, a alimentação regrada à base de leguminosas, o yoga ou a acupuntura são exemplos de um estilo de vida que originam da medicina naturalista. A saúde natural está na moda e a Biblioteca Nacional de Portugal dá a conhecer, através de uma exposição, a evolução desta área medicinal ao longo dos séculos.


Foto: Beatriz Morais Martins

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O século XIX trouxe o fim de grandes impérios, mas marcou o início de inúmeros avanços científicos em áreas importantes como a Filosofia, a Física, as Ciências Naturais e a Medicina. Na corrente dessas descobertas está a área da Medicina Naturalista. A medicina da saúde natural, ou - como também é conhecida - a naturopatia exerce uma medicina alternativa que recorre a formas de tratamento "naturais" evitando, dessa forma, terapias invasivas.

Numa exposição onde se encontram livros, folhetos e materiais ligados à medicina natural, é possível compreender a evolução da saúde natural em Portugal desde o seu início: o século XIX. "Nessa altura Portugal tinha uma taxa de analfabetismo enorme, se compararmos com outros países da Europa, vemos que Portugal tinha muito pouco acesso ao que se publicava. No entanto, todos os temas foram praticados e estudados aqui, em Portugal, da mesma forma que na Europa", conta o comissário da exposição, Carlos Campos Ventura.

Carlos Campos Ventura conduziu a repórter Beatriz Morais Martins numa visita guiada pela exposição "Saúde Natural (século XIX - XXI)".
"Em Portugal sempre houve uma elite muito ativa, muito cosmopolita, muito informada", acrescenta.

Numa visita guiada pelo comissário da iniciativa, Carlos Campos Ventura conta que ao olhar para as várias vitrines recheadas de história "percebemos que há três áreas que ganham uma grande força [no século XIX]: a hidroterapia, a osteopatia e a alimentação natural."

Durante a primeira República, no primeiro terço do século XX, a publicação de livros e revistas ia ao encontro das necessidades das comunidades naturalistas da época. No entanto, as comunidades naturalistas distinguiam-se pelos valores e práticas que adotavam: o nudismo e a igualdade entre homens e mulheres.

Como em tantas outras áreas, a medicina da saúde natural foi reprimida durante meio século: altura em que o país era submetido ao regime do Estado Novo. "Nas associações e corporativas havia sempre polícia presente. Foi complicado, mas continuou sempre a existir", conta Carlos Campos Ventura.


Foto: Beatriz Morais Martins

"Aqui já são os últimos anos da ditadura, o regime não estava tão duro com o Marcelismo", confessa o naturopata enquanto olha para as assinaturas de alguns dos sete mil sócios da cooperativa UNIMAVE - UNI(união)-MA(macrobiótica)-VE(vegetariana). No centro da vitrine, que se enquadra temporalmente na primavera Marcelista, está o "Elucidário Fitológico", um livro que personifica nas plantas o domínio de Portugal em território além-mar. "É até hoje a descrição mais completa, são três volumes de plantas medicinais nesse tempo [princípio dos anos 60] não só de Portugal e ilhas, mas também das então colónias inclusivamente em algumas no Brasil, portanto é um reportório enorme."

O caminho percorrido nos corredores da exposição marca o avançar dos anos. Carlos Campos Ventura mostra-se contente com o progresso desta área medicinal ao longo dos anos. Contudo, no século XXI - quer na exposição, quer no mundo real -, o naturopata reforça a ideia de que um profissional da Saúde Natural tem de saber a historia do meio que exerce, e dedicar-se por inteiro a ele.

"Saber fazer é ótimo, mas saber ser é indispensável para se ser um bom profissional. A medicina natural é muito mais do que os profissionais, é principalmente os milhões de utilizadores. Aliás, é fundamental que o próprio profissional seja um utilizador, não faz sentido um profissional de medicina natural fumar, comer desregradamente, ser obeso...não faz sentido. A questão natural é [uma questão] demasiado importante, é a questão de todo e qualquer cidadão."

A exposição "Saúde Natural (século XIX - XXI)" inaugura já este sábado, e prolonga-se até abril com entrada livre.


Fonte: TSF

 

 



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