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Autor Tópico: Epilepsia  (Lida 12985 vezes)

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Online migel

Epilepsia
« em: 14/09/2016, 15:43 »
 
Epilepsia: tudo o que você precisa saber sobre a doença
Está na hora de perceber o que é, de fato, a epilepsia

© DR
Lifestyle DOENÇA Há 20 Horas POR Notícias Ao Minuto

A epilepsia é uma doença mental caraterizada por síncopes convulsas. “Trata-se de uma doença física que causa alterações súbitas, breves e recorrentes na atividade elétrica normal do cérebro, de modo que, durante um episódio de epilepsia, denominado de crise epilética, as células do cérebro ‘disparam’ de modo incontrolável a um ritmo que pode chegar a ser quatro vezes maior do que o normal, levando, assim, a alterações do movimento, dos pensamentos, sensações e comportamento da pessoa”.


É desta forma que o Instituto Camões define a epilepsia, uma doença temida e incompreendida por muitos. As causas, continua o site, podem ser várias, mas a ciência aponta para as lesões cerebrais (antes ou depois do nascimento), os tumores cerebrais, alguns tipos de infecções, doenças genéticas e possíveis anomalias estruturais dos vasos sanguíneos cerebrais.

Quanto à doença em si, esta pode ser caracterizada por dois tipos de convulsão, a crise generalizada primária – e que envolve simultaneamente todo o cérebro – e a crise parcial (focal) - envolve apenas uma área do cérebro (foco).

De acordo com o site Bustle, estima-se que existam no mundo cerca de 50 milhões de pessoas com algum tipo de epilepsia, sendo as convulsões a consequência mais imediata das crises. E em caso de convulsão, como explica a Liga Portuguesa contra a Epilepsia, existem ações que todas as pessoas devem realizar sempre que estão perante um episódio:

1. Permaneça calmo e vá controlando a duração da crise, olhando periodicamente para o relógio;

2. Coloque uma toalha ou um casaco dobrado debaixo da cabeça da pessoa;

3. Quando os abalos (convulsões) pararem, coloque a pessoa na posição lateral de segurança;

4. Permaneça com a pessoa até que recupere os sentidos e respire normalmente;

5. Se a crise durar mais do que 5 minutos, chame uma ambulância.

Durante o momento em que se socorre uma pessoa que está tendo uma convulsão, é importante não seguir alguns dos conselhos mais comumente espalhados pela sabedoria popular. Assim sendo, não se deve introduzir qualquer objeto na boca nem tentar puxar a língua, não se deve também forçar para que a pessoa fique quieta nem tão pouco dar-lhe algum tipo de bebida.

Embora o tratamento para a epilepsia continue em estudo, sabe-se que em breve remédios à base de cannabis poderão vir a ser usados como terapia para doença, como revelou um artigo publicado no Scientific American.


Noticias ao minuto
 
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Online migel

Epilepsia
« Responder #1 em: 06/10/2016, 16:30 »
 
Epilepsia: novo tratamento?



no dia 06 de Outubro de 2016

O aumento da concentração de gorduras específicas no cérebro pode suprimir as convulsões epilépticas, sugere um estudo publicado na revista "Nature Structural & Molecular Biology".

Em estudos anteriores, que envolveram moscas da fruta, Patrik Verstreken, do VIBKu Leuven, na Bélgica, já tinha demonstrado que a proteína denominada Skywalker desempenhava um papel importante na comunicação entre as células cerebrais. Uma proteína quase idêntica funciona no cérebro dos humanos e é conhecida por TBC1D24.

O investigador explicou que as mutações genéticas nesta proteína causam um desvio conhecido como síndrome DOOR. Para além da surdez, unhas deformadas, ossos frágeis e atraso mental, este distúrbio genético grave é caracterizado por neurodegeneração, distúrbios de movimento e epilepsia.

Conjuntamente com Wim Versées, da Unidade Livre de Bruxelas, na Bélgica, os investigadores conseguiram, neste estudo, averiguar a estrutura tridimensional da Skywalker, o que permitiu estudar a proteína com detalhe microscópio.

Wim Versées referiu que, desta forma, foi possível obter mais informação sobre a precisa função da proteína e consequentemente da função da proteína humana TBC1D24. Entre outros achados, o estudo apurou que a proteína está associada a gorduras específicas no cérebro. Adicionalmente, os investigadores constataram que esta ligação está afectada em mais de 70% dos pacientes com a mutação na TBC1D24.

Com base nestes resultados, os investigadores aumentaram a concentração de gorduras específicas nas moscas da fruta com a mutação Skywalker. Verificou-se, então, que as convulsões epilépticas foram completamente suprimidas.

Patrik Verstreken conclui que este trabalho demonstra que o aumento de gorduras específicas no cérebro, nas sinapses dos pacientes com  mutação na TBC1D24, é uma possível estratégia para a prevenção das convulsões epilépticas.

"Apesar de o trabalho se ter focado nos indivíduos com mutações na TBC1D24, acreditamos que os nossos achados podem ser relevantes para várias formas de epilepsia", concluiu.

 
PCD
 

Offline pantanal

Re: Epilepsia
« Responder #2 em: 09/01/2019, 16:54 »
 
Pulseira avisa sobre ataques noturnos de epilepsia

Redação do Diário da Saúde


 
Morte súbita inesperada na epilepsia

Uma pulseira de alta tecnologia, desenvolvida por cientistas da Holanda, detectou 85% de todas as crises epilépticas severas noturnas. Essa é uma pontuação muito melhor do que qualquer outra tecnologia atualmente disponível.

Os pesquisadores acreditam que a pulseira, batizada de Nightwatch (vigilante noturno, em tradução livre), poderá reduzir o número mundial de fatalidades inesperadas em pacientes com epilepsia.

A condição conhecida como "morte súbita inesperada na epilepsia" (SUDEP na sigla em inglês) é uma das principais causas de mortalidade em pacientes com essa condição. Pessoas com deficiência intelectual e epilepsia grave resistente à terapia podem chegar a ter um risco de 20% ao longo da vida de morrer nesses ataques. Embora existam várias técnicas para monitorar os pacientes à noite, nem todos os ataques são detectados.

Por isso, um consórcio de pesquisadores se uniu para desenvolver uma tecnologia alternativa, que tomou a forma de uma pulseira que reconhece duas características essenciais dos ataques graves de epilepsia: batimentos cardíacos anormalmente acelerados e movimentos bruscos de sacudir. Nesses casos, a pulseira envia um alerta sem fio para cuidadores ou enfermeiras ou pode disparar um alarme.

Pulseira para monitorar epilepsia

Os testes envolveram 28 pacientes epilépticos com deficiência intelectual, monitorados em uma média de 65 noites por paciente. Os pacientes também foram filmados para verificar se havia algum alarme falso (falso positivo) ou se a pulseira estaria perdendo algum ataque (falso negativo).

Essa comparação mostrou que a pulseira detectou 85% de todos os ataques graves e 96% dos mais graves (convulsões tônico-clônicas), o que é uma pontuação particularmente alta.

A Dra Johan Arends, coordenadora do consórcio, afirma que a Nightwatch poderá ser usada por pacientes adultos, tanto em instituições quanto em casa. Ela espera que isso possa reduzir o número de casos de SUDEP em dois terços, embora isso também dependa de quão rapidamente e adequadamente os provedores de cuidados ou cuidadores informais respondam aos alertas emitidos pela pulseira.

A tecnologia foi desenvolvida por pesquisadores de Centro de Epilepsia de Kempenhaeghe, Universidade de Tecnologia de Eindhoven, Universidade de Utrecht e Fundação para Instituições de Epilepsia, todas na Holanda.


Fonte: https://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=pulseira-avisa-sobre-ataques-noturnos-epilepsia&id=13177
 

Online Nandito

Re: Epilepsia
« Responder #3 em: 27/05/2021, 11:32 »
 
Menino com epilepsia severa operado para separar os dois lados do cérebro

A criança sofreu ataques epiléticos toda a sua vida.


© Reprodução/ Chicago Tribune

27/05/21 11:17 ‧ HÁ 10 MINS POR NOTÍCIAS AO MINUTO
MUNDO EUA


Um menino, de 11 anos, do estado norte-americano do Indiana, pode finalmente ter a vida de um típico jovem como sempre quis, depois de ter sido submetido a uma cirurgia para desconectar os dois hemisférios do seu cérebro. Zach Kurek sofria de epilepsia severa e tinha vários ataques e convulsões incapacitantes, mas depois do procedimento ter sido um sucesso, passou a ser “uma criança diferente”, conta o Chicago Tribune.

“É um dos procedimentos mais gratificantes que existe na neurocirurgia”, disse o Peter Warnke, o médico que realizou a hemisferectomia de Zach.

O jovem sofria de epilepsia desde nascença,  depois de um derrame durante o parto ter tornado o hemisfério esquerdo do seu cérebro praticamente ineficaz. Com o tempo, o hemisfério direito aprendeu a compensar o esquerdo, embora de forma imperfeita.

Como resultado, as falhas de ignição nos circuitos do cérebro de Zach manifestavam dezenas de convulsões todos os dias, provocadas por coisas quotidianas. Uma rotina carregada de medicamentos para mitigar os sintomas da epilepsia ajudaram o menino durante a infância, mas acompanhados por surtos de raiva, depressão e problemas para dormir.

A cirurgia seria o último recurso, disseram os médicos à sua mãe e cuidadora principal, Amanda Morey. Mas um novo método usava lasers em vez de cortes de bisturi, o que resultava num procedimento mais meticuloso, e o próprio Zach, já cansado dos ataques, acabou por pedir à mãe para o deixar ser operado.

Várias semanas depois da cirurgia, Warnke disse que o seu paciente é agora "uma criança diferente" e considerou a hemisferectomia assistida por laser como essencial para mudar tudo.

Fonte: www.noticiasaominuto.com    Link: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/1763200/menino-com-epilepsia-severa-operado-para-separar-os-dois-lados-do-cerebro
"A justiça é o freio da humanidade."
 

Online Nandito

Re: Epilepsia
« Responder #4 em: 10/02/2025, 12:13 »
 
Epilepsia, uma doença que afeta 50 milhões mas ainda muito estigmatizada

A opinião de Francisca Sá
10 fev 2025 08:27




A epilepsia é uma doença tratável, e aproximadamente 70% podem ficar livres de crises com terapêutica, mas também sabemos que existem lacunas no tratamento em todos os países do mundo, e que muitas destas pessoas desconhecem o seu diagnóstico.

Estima-se que sejam cerca de 50 milhões, em todo o mundo, as pessoas afetadas pela Epilepsia.

A prevalência global e o impacto nos indivíduos e comunidades, levou a que a Epilepsia fosse destacada no Plano de Ação Global Intersectorial a 10 anos (2022-2031) da Organização Mundial de Saúde (OMS). Com objetivos globais de que até 2031, os países terão aumentado a cobertura dos serviços para a epilepsia em 50% em relação à cobertura em 2021; e que 80% dos países terão desenvolvido ou atualizado a sua legislação para promover e proteger os direitos humanos das pessoas com epilepsia até 2031.

O Dia Internacional da Epilepsia pretende promover a consciencialização das comunidades, aumentando os níveis de literacia sobre esta doença, e eliminar mitos e conceções erradas, muito enraizadas na população, que contribuem para o estigma e a discriminação social.

A epilepsia é uma doença tratável, e aproximadamente 70% podem ficar livres de crises com terapêutica, mas também sabemos que existem lacunas no tratamento em todos os países do mundo, e que muitas destas pessoas desconhecem o seu diagnóstico. A falta de conhecimento é um dos principais fatores que contribui para o não acesso aos cuidados de saúde, que permitiriam um diagnóstico e tratamentos adequados. Todos talvez reconheçam uma convulsão, ou crise tónico-clónica generalizada, como manifestação da epilepsia, mas a maioria desconhece a variabilidade de apresentações que as crises epiléticas podem ter.

As crises epiléticas, dependendo da área cerebral envolvida, podem apresentar-se com movimentos involuntários, mas também podem ter só sintomas mais subtis como alucinações visuais, ou sintomas psíquicos como sensação de déjà-vu.  Os doentes podem não ter memória para a crise, mas também podem recordar tudo o que aconteceu durante a crise.

A falta de conhecimento afeta não só os cuidados médicos prestados individualmente, mas também, condiciona que não seja dada a devida prioridade política e dos órgãos de gestão em saúde, na alocação dos recursos necessários para organização de programas específicos que possam integrar todos os desafios inerentes à epilepsia.

A Liga Portuguesa Contra a Epilepsia tem desenvolvido várias iniciativas na tentativa de mitigar o desconhecimento associado à patologia, em Portugal. Durante o ano de 2024, promoveu, com os seus parceiros, um estudo epidemiológico para determinar a prevalência da Epilepsia em todo o território nacional, com o objetivo de identificar o número de pessoas potencialmente não diagnosticadas, de forma a potenciar uma melhor gestão da doença, no nosso país.

Os resultados deverão ser apresentados no decorrer de 2025. Ao longo dos anos, as comissões executivas, da LPCE, das diferentes regiões do país (norte, centro, sul e ilhas) têm dinamizado sessões de formação em escolas e empresas, sobre Epilepsia e como reconhecer e atuar perante uma pessoa a ter uma crise, e têm trabalhado na disponibilização de informação útil e atualizada, no site www.epilepsia.pt, assim como nas suas redes sociais. 

____

O  episódio do podcast TOP of MIND, a sair em 24 de fevereiro, será também dedicado ao tema.






Fonte:24.sapo.pt                        Link: https://24.sapo.pt/opiniao/artigos/epilepsia-uma-doenca-que-afeta-50-milhoes-mas-ainda-muito-estigmatizada?utm_source=SAPO_HP&utm_medium=web&utm_campaign=destaques
"A justiça é o freio da humanidade."
 

Online Nandito

Re: Epilepsia
« Responder #5 em: 14/02/2025, 12:50 »
 
Dia Mundial da Epilepsia: um nome, muitas histórias diferentes e muitas soluções possíveis

J.M.A
14 fev 2025 11:13



reepik

A epilepsia é uma das doenças neurológicas mais comuns, afetando cerca de oito em cada mil pessoas ao longo da vida. No entanto, apesar de partilharem o mesmo diagnóstico, cada uma dessas pessoas tem uma história única, manifestações diferentes e necessitam de abordagens médicas personalizadas. Ana Rita Peralta, médica neurologista no CNS - Campus Neurológico aborda em artigo esta diversidade.

A Maria tem 32 anos e, há uma década, sofreu uma encefalite autoimune. No início, teve crises epiléticas caracterizadas por ausência de resposta, gestos automáticos com as mãos e a boca, seguidos de um período de confusão. No entanto, o tratamento foi eficaz, e há cinco anos que deixou a medicação sem recorrência de crises. Ontem teve alta. Casos como o do Maria mostram que a epilepsia pode, em algumas situações, desaparecer ao longo do tempo. Estima-se que cerca de 50% das pessoas, sobretudo quando a doença surge na infância, possam suspender a medicação para as crises epiléticas e ficar curadas.

O Helder, de 72 anos, começou a ter epilepsia apenas há dois anos, após um AVC. As suas crises iniciavam-se com tremores no braço esquerdo, mas evoluíram para episódios de perda de consciência e convulsões. O Helder tem uma epilepsia focal, causada por uma lesão cerebral, e as suas manifestações dependem da área do cérebro afetada. No entanto, desde que iniciou a medicação, que vai ter de fazer toda a vida, o Helder ficou sem crises epiléticas. Este controlo da epilepsia é comum: cerca de dois terços das pessoas com epilepsia são controladas com um único medicamento anticrises epiléticas. Esta medicação deve ser a mais adequada para o tipo de epilepsia e escolhida para se adaptar ao perfil de cada doente. Há, atualmente, mais de 20 medicamentos anticrises epiléticas que podem ser utilizados.

Ontem também vi o Manuel, um jovem que teve a primeira convulsão aos 20 anos. Saiu à noite, dormiu em casa de um amigo e, ao acordar, teve o episódio sem qualquer aviso. Não se lembra de nada, apenas de ter acordado no hospital com dores no corpo e a língua mordida. O amigo contou-lhe que o viu a "tremer todo". O eletroencefalograma confirmou o diagnóstico de epilepsia.

O Manuel é um jovem como todos os outros, na altura estava a meio do seu curso superior e não tinha nenhum outro problema neurológico. Ele tem outros familiares próximos com epilepsia, mas nunca pensou que lhe fosse acontecer também a ele.  O Manuel tem uma epilepsia a que chamamos generalizada. Neste tipo de epilepsia todo o cérebro é responsável pela crise. São epilepsias muito frequentemente com causa genética. A adaptação do Manuel a este diagnóstico foi difícil. Teve de fazer várias adaptações na sua vida, inclusivamente deixar de conduzir até estar com a epilepsia controlada há pelo menos 1 ano. Mas no tipo de epilepsia do Manuel, a medicação é muito eficaz e as crises são também muito bem controladas. É preciso cumprir a medicação e ter hábitos de vida saudáveis, nomeadamente evitando a privação de sono e o consumo de álcool ou outras drogas.

Também observei a Helena, que tem crises epiléticas desde os 10 anos, sempre à noite, acordando com movimentos estranhos nos braços e pernas, como se pedalasse no ar. Por vezes, evoluem para convulsões. Já tomou vários medicamentos e, apesar de estar atualmente com três, continua a ter crises semanais. A medicação causa-lhe sonolência, desequilíbrio e problemas de memória. As crises são incapacitantes, podendo durar mais de uma hora; já se queimou ao cozinhar e cai frequentemente, usando capacete para proteção. Devido a dificuldades cognitivas associadas à displasia cortical congénita, que afetam cerca de 80% das pessoas com epilepsia crónica, teve ensino adaptado e dificuldades em encontrar emprego.

Cerca de 30% dos doentes têm epilepsia refratária, que não se controla com medicação. Nestes casos, a orientação para centros especializados é essencial, pois algumas podem ser tratadas cirurgicamente, removendo a área do cérebro responsável pelas crises. Outras podem beneficiar de estimulação cerebral, como a do nervo vago ou a estimulação profunda. Cerca de 50% dos operados ficam sem crises, e a estimulação ajuda a controlá-las em 50-60% dos restantes.

A epilepsia é uma doença neurológica muito incapacitante, se pensarmos que afeta pessoas durante muito anos, nomeadamente em fases ativas da vida. Se tem epilepsia ou suspeita desse diagnóstico, procure ajuda especializada. Há soluções que podem mudar vidas.


Imagem de abertura do artigo cedida por Freepik.





Fonte: lifestyle.sapo.pt                       Link: https://lifestyle.sapo.pt/saude/noticias-saude/artigos/dia-mundial-da-epilepsia-um-nome-muitas-historias-diferentes-e-muitas-solucoes-possiveis?utm_source=SAPO_HP&utm_medium=web&utm_campaign=destaques
"A justiça é o freio da humanidade."
 

Online Nandito

Re: Epilepsia
« Responder #6 em: 30/09/2025, 09:25 »
 
Pessoas com epilepsia são o dobro do estimado e quase metade não tem seguimento médico

SIC Notícias
Lusa
30 Setembro 2025 07:38



Pessoas com epilepsia são o dobro do estimado e quase metade não tem seguimento médicoCréditos:Canva

O estudo concluiu que cerca de 43,7% dos doentes não têm seguimento médico, o que segundo os autores, é um motivo de preocupação.

Cerca de 100 mil pessoas têm epilepsia em Portugal, mais do dobro do que indicavam os dados anteriores, e quase metade não tem um seguimento médico da sua doença neurológica, estima um estudo divulgado esta terça-feira.

Os resultados do estudo epidemiológico EpiPort, da Liga Portuguesa Contra a Epilepsia (LPCE), apontam para uma prevalência de 9,76 casos por 1.000 habitantes, bastante superior aos 4,4 casos identificados no último estudo, realizado há cerca de 30 anos e apenas na região norte.

"Era um número que se mostrava abaixo dos outros países da Europa e mesmo da prevalência global que tinha sido descrita num relatório da Liga Internacional contra a Epilepsia. Parecia que nós tínhamos uma prevalência menor e, de facto, isso não se confirmou. Nós temos uma prevalência 2,2 vezes maior da epilepsia em Portugal", adiantou à agência Lusa a presidente cessante da LPCE.

Cerca de 43,7% não têm seguimento médico

Segundo Carla Bentes, o novo estudo, que envolveu um inquérito a mais de 10 mil pessoas em todo o território nacional, estima um total de 100.993 casos desta doença neurológica no país.

"O que nós vimos não foi que existissem casos não diagnosticados. O que vimos foi que muitos destes doentes não têm seguimento médico, nomeadamente cerca de 43,7%, o que é algo que nos deixa algo alarmados", salientou a neurologista.

Os resultados indicam ainda que 20% dos doentes com epilepsia não tinham uma crise há mais de 10 anos, adiantou Carla Bentes, para quem estes dados aconselham um "maior seguimento e um melhor seguimento destes doentes".

Além disso, o estudo apurou que muitos doentes estão a tomar vários fármacos anticrise epilética, o que "significa que provavelmente existem mais doentes com epilepsia refratária do que aquilo que era pensado", realçou a especialista.

"Será que os doentes com epilepsia refratária estão mesmo todos a ser seguidos ou, pelo menos, a ter uma avaliação num dos cinco centros de epilepsia refratária que existem em Portugal e que foram constituídos exatamente com esse objetivo? Provavelmente não", admitiu.

Em cerca de um terço das pessoas com epilepsia a medicação é insuficiente para um controlo adequado das crises epiléticas. Quando já foram tentados dois regimes de fármacos e as crises persistem é considerada epilepsia refratária, também conhecida por epilepsia fármaco-resistente.

Perante as conclusões apuradas, a LPCE, uma sociedade científica criada em 1971, considera ser necessário "repensar a epilepsia e a forma como estes doentes são seguidos em Portugal", referiu a especialista, que espera que o estudo possa contribuir para que sejam "tomadas medidas para melhorar o seguimento clínico dos doentes".

Epilepsia: inteligência artificial detecta anomalias 'invisíveis' no cérebro e ajuda a curar convulsões

Doença com "impacto enorme"

Carla Bentes alertou também para o "impacto enorme" da doença, que tem consequências neurobiológicas, psicológicas, sociais, profissionais e familiares nos doentes.

A epilepsia é uma doença com origem no cérebro e que se caracteriza pela ocorrência de crises que se devem a uma descarga anormal dos neurónios (células cerebrais) de forma súbita e imprevisível.

Estas crises são habitualmente de curta duração - alguns segundos a poucos minutos - e a sua frequência varia de pessoa para pessoa. As causas para a epilepsia podem ser genéticas, metabólicas, autoimunes, infeciosas, mas as causas desconhecidas representam ainda cerca de um terço dos casos.

O estudo pretendeu estimar a prevalência da epilepsia em Portugal e contou com o acompanhamento de um comité de especialistas que se dedicam ao diagnóstico e tratamento da doença e que validou os resultados dos inquéritos.






Fonte: sapo.pt                       Link: https://sapo.pt/artigo/pessoas-com-epilepsia-sao-o-dobro-do-estimado-e-quase-metade-nao-tem-seguimento-medico-68db7b8426a218b37e0d8887
"A justiça é o freio da humanidade."
 

 



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