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Autor Tópico: Alzheimer  (Lida 108983 vezes)

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Offline Fisgas

Re: Alzheimer
« Responder #15 em: 20/09/2015, 11:26 »
 
Caminhe por uma causa e vá ao Passeio da Memória, da Alzheimer Portugal


O evento solidário, que visa angariar fundos e assinalar o Dia Mundial da Doença de Alzheimer, acontece já amanhã, dia 20, em 15 cidades portuguesas.

CARTAZ PASSEIO DA MEMÓRIA 2015.jpg

O Passeio da Memória é o grande evento anual da Alzheimer Portugal, que assinala o Dia Mundial da Doença de Alzheimer, uma caminhada solidária cujos fundos das inscrições revertem, na íntegra, para a associação Alzheimer Portugal.
O objetivo desta caminhada solidária é informar e consciencializar para a importância de reduzir o risco de desenvolver demência, para os sinais de alerta da Doença de Alzheimer e, sobretudo, para a importância do diagnóstico atempado.
A iniciativa nasceu nos Estados Unidos, em 1989 sob a designação Memory Walk, criada pela Alzheimer Association. Ao longo de 25 anos, tem vindo a crescer nos EUA e a espalhar-se por vários países. Em 2011, a Alzheimer Portugal decidiu trazer o Memory Walk para Portugal e nesse ano centenas de pessoas caminharam 6 km naquele que foi o primeiro Passeio da Memória, em Oeiras.


Esta é, aliás, uma das 15 cidades portuguesas onde amanhã, dia 20, pelas 09.30h se realizará o Passeio da Memória: Aveiro, Barreiro, Braga, Cabeceiras de Basto, Campo Maior, Covilhã, Funchal, Ilha do Pico, Matosinhos, Oeiras, Penafiel, Portimão, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu

Na segunda-feira, dia 21, pelas 18h, é a vez de Pombal  receber o Passeio da Memória.
Saiba mais pormenores sobre pontos de encontro e locais em
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Fonte: ACTIVA[/size]
« Última modificação: 20/09/2015, 11:28 por Fisgas »
 

Offline Sardinha

Re: Alzheimer
« Responder #16 em: 21/09/2015, 13:06 »
 
Dia Mundial da Doença de Alzheimer


Esquecimento é apenas um dos sintomas
Ainda não se sabe as causas da doença e nem a cura, mas alguns cuidados podem ser tomados para adiar o seu avanço.
21 de Setembro de 2015 às 00:08min


O marido de Dilma morreu em maio de 2012 aos 75 anos, após vários tratamentos. - Foto: Silvana Lucas/Notisul.

De repente, a pessoa esquece o nome de um conhecido, a conversa que teve minutos antes, não lembra o caminho de volta para casa, troca datas, liga a torneira e sai do local, e assim vai. Esses são alguns dos sinais do alzheimer, doença cada vez mais comum, que não se sabe as causas e nem a cura.
“O mais triste é ver quem amamos, aos poucos, perder a memória, sua lucidez e coordenação motora”, lamenta Dilma Mendes Lucas, 71 anos, que mora em Tubarão. Por mais de sete anos, ela conviveu com o marido, portador de alzheimer.
Segundo Dilma, a rotina  de uma família é totalmente modificada. “No início é somente a falta de memória. Mas com o passar do tempo, as mudanças aumentam, até que os cuidados ficam muito parecidos com os de um recém-nascido. É uma luta diária para que a pessoa não desista de viver”, lembra Dilma, muito emocionada, dos últimos dias de vida de seu marido Rubens Lucas, que morreu há três anos, vítima da doença.
Hoje é lembrado o Dia Mundial da Doença de Alzheimer. É a principal forma de demência em idosos em todo o mundo e cerca de 75% das pessoas que têm não sabem que são portadores.
Alguns sinais
Perda progressiva da memória, dificuldade de linguagem, de realizar tarefas habituais, desorientação no tempo e no espaço, depressão, ansiedade, agitação, troca do dia pela noite. Em fases avançadas, dificuldade para reconhecer as pessoas, alucinações e problemas motores.
Prevenção
Atividades mentais diversificadas e física, boa alimentação, momentos de lazer, e não fumar e beber álcool.
O tratamento
A neurologista e neurofisiologista Aline Vieira Scarlatelli, da Clínica Pró-Vida, em Tubarão, lembra que o diagnóstico precoce é fundamental. “O tratamento é feito através de medicamentos que levam a uma redução na velocidade do avanço da doença e por ações não medicamentosas, como fisioterapia, terapia ocupacional, medidas nutricionais e específicas”, informa Aline. A médica reforça que é muito importante lembrar que os familiares que cuidam do paciente também precisam de auxílio e orientações em relação à progressão da doença e como lidar com cada fase.
O SUS
Representantes do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), em Tubarão, informam que não há área pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e tratamento específico para pacientes com a doença. Quando uma pessoa é internada com os sintomas, se for necessário, é chamado um neurologista da unidade. O médico Marcos Ghizoni tem o grande desejo de construir um Centro de Reabilitação Neurológico no HNSC, que incluiria o tratamento para pacientes com alzheimer.


Fonte: http://www.notisul.com.br/n/geral/esquecimento_e_apenas_um_dos_sintomas-54379
 

Offline Sardinha

Re: Alzheimer
« Responder #17 em: 28/09/2015, 11:24 »
 
Dieta MIND ajuda a prevenir o Alzheimer e doenças cardiovasculares



A dieta MIND é uma combinação de duas dietas muito conhecidas no âmbito da saúde: a Mediterrânea e a DASH, MIND inclusive é a sigla em inglês para Intervenção Mediterrânea-DASH para Atrasos Neurodegenerativos.

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Método também ajuda a controlar a pressão arterial, melhora o trânsito intestinal e muito mais

POR BRUNA STUPPIELLO

A dieta MIND é uma combinação de duas dietas muito conhecidas no âmbito da saúde: a Mediterrânea e a DASH, MIND inclusive é a sigla em inglês para Intervenção Mediterrânea-DASH para Atrasos Neurodegenerativos.

O método ganhou visibilidade após a publicação de uma pesquisa na revista científica Alzheirme's & Dementia: The Journal of the Alzheimer's que concluiu que a dieta MIND diminui significativamente o risco das pessoas desenvolverem a doença de Alzheimer. Este benefício pode ocorrer mesmo se a pessoa não seguir o método à risca. A pesquisa foi feita de 2004 até 2013 e contou com a participação de 923 voluntários. De acordo com o estudo a dieta MIND baixou em 53% o risco de desenvolver a doença de Alzheimer em participantes que aderiram ao método rigorosamente. Já aqueles que seguiram a dieta de forma mais moderada tiveram diminuição do risco de Alzheimer em 35%.

Além de diminuir o risco de aparecimento de Alzheimer, a dieta também traz benefícios ao coração, previne a diabetes e reduz a pressão arterial. A seguir você pode entender como ela funciona e quais alimentos compõe a dieta MIND. 

Alimentos que não podem faltar

A dieta MIND possui 15 componentes, sendo que 10 são os alimentos saudáveis para o cérebro que devem ser consumidos e 5 são prejudiciais para o órgão e precisam ser evitados. Os alimentos saudáveis para o cérebro são: vegetais folhosos e verdes, outros vegetais, oleaginosas, frutas, grãos, cereais integrais, peixe, aves, azeite e vinho. Já os cinco grupos não saudáveis são: carnes vermelhas, manteiga e margarina, queijo, bolos e doces, frituras e fast foods.

Os vegetais folhosos verdes são muito nutritivos. A alface, rúcula e acelga são ricos em fibras e vitaminas C e outros nutrientes. Já as crucíferas, como a couve-flor, o brócolis e a couve manteiga podem estimular gene com função anticancerígena. Eles também são ricos em fibras, minerais, como cálcio, magnésio, fósforo e selênio, e vitaminas E, K e C. Já as oleaginosas são ricas em gorduras boas, aliadas do coração, e ainda têm ação antioxidante. Os cereais integrais são ricos em fibras, o que contribui para o melhor trânsito intestinal e proporciona saciedade. O azeite protege o coração e o cérebro, enquanto o peixe e as aves contam com menor quantidade de gorduras saturadas e são uma ótima fonte de proteínas, aliadas dos músculos.

O vinho também é uma boa opção para a saúde. "O vinho passa pelo processo de fermentação e produz uma substância que é um pigmento, o resveratrol. Esta substância é um antioxidante. Além disso, o álcool é um vasodilatador e diminui o processo de aterosclerose e de doenças neurodegenerativas. Lembrando que acima de 15 gramas de álcool por dia aumenta a taxa de mortalidade. Consuma no máximo de uma a duas taças de vinho tinto por dia", orienta o nutrólogo Durval Ribas, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).

As frutas vermelhas, especialmente o mirtilo, não podem faltar dieta MIND. "Elas são ricas em antioxidantes de fenóis como antocianinas, elagitanino ou ácido elágico que tem mostrado em estudos benefícios contra doenças como controle do diabetes, proteção da função cognitiva do cérebro e saúde cardiovascular", explica o nutrólogo Reginaldo Rena, pós-graduado em Medicina Regenerativa e Anti-envelhecimento.

Os vilões da dieta MIND

Na dieta MIND é orientado ingerir cada um dos alimentos prejudiciais para saúde no máximo uma vez por semana. Na lista das comidas proibidas há a carne vermelha. "Ela conta com maior quantidade de gorduras saturadas e este tipo de ácido graxo aumenta de 2,7 a 3 vezes as chances de doenças neurodegenerativas quando ingeridas em excesso", explica Durval Ribas. Além disso, as gorduras saturadas em excesso favorecem doenças cardiovasculares.

Também é orientado reduzir o consumo de manteiga e margarina. "A manteiga é gordura de origem animal e por isso deve ser evitada. A gordura da manteiga tem mostrado em trabalhos, como o um publicado em 2012 no European Journal of Clinical Nutrition, que a sua ingestão diminui nos homens o tamanho do telemoro, comprimento dos genes, das células brancas, o que acelera o envelhecimento e o aparecimento de doenças como hipertensão, doenças cardíacas e câncer", alerta Reginaldo Rena. Já alguns tipos de margarina contam com gorduras trans que causam uma série de malefícios à saúde, como a diminuição do colesterol bom e aumento do ruim.

A ingestão de fast food também deve ser limitada. "O fast food em geral representa um alimento pobre em nutrientes, rico em calorias e gorduras trans e/ou saturadas", explica Reginaldo Rena. Mas é claro que isto irá depender do tipo de fast food, um prato que é composto por carnes magras, pão integrais e vegetais, pode ser saudável apesar de ser um fast food.

Outros alimentos que devem ser evitados na dieta MIND são as frituras. "Elas tem dois aspectos, primeiro contam com muitas calorias. O segundo é que a reutilização dos óleos na hora de fritar, processo que é muito comum, fazendo com que haja uma oxidação desse óleo que está sendo utilizado e favorece o aparecimento precoce de doenças neurodegenerativas", explica Durval Ribas.

É importante reduzir o consumo de queijo por dois motivos. O primeiro é a grande quantidade de sódio presente no alimento, o excesso deste mineral favorece o aumento da pressão arterial. A outra razão é o fato dos queijos, especialmente os amarelos, contarem com grande quantidade de gorduras saturadas. Por fim, os doces também devem ter o consumo diminuído. Eles podem favorecer a maior absorção de sódio. Além disso, eles também elevam os níveis de glicose no sangue e consequentemente os de insulina, sobrecarregando o pâncreas. Com o tempo isto pode levar ao diabetes tipo 2.

Boa para o cérebro

Além de prevenir contra o Alzheimer, este método é benéfico para o cérebro como um todo. "Isto porque a dieta inclui muitos dos componentes que beneficiam o cérebro e também reduz aqueles que podem ser prejudiciais para este órgão", explica o nutrólogo Reginaldo Rena, pós-graduado em Medicina Regenerativa e anti-envelhecimento.

A dieta MIND é rica em antioxidantes que protege os neurônios contra os radicais livres, que aumentam o risco de doenças degenerativas cerebrais. 


Boa para o coração

A dieta MIND é aliada do coração por diversos motivos. Primeiro, ela estimula o aumento do consumo de cereais integrais, frutas e vegetais, o que em geral é uma medida primária recomendada para a redução do risco de doenças cardiovasculares (DCV).

Ela também propõe a redução do consumo de gorduras saturadas. Em excesso esses ácidos graxos favorecem doenças cardiovasculares e alteração nos níveis de colesterol.



Reduz a pressão arterial

Resultado de imagem para PRESSAO ARTERIALComo já foi dito, a dieta MIND é uma combinação da dieta Mediterrânea e a dieta DASH. Esta última tem como principal objetivo reduzir a pressão arterial.

Portanto, a dieta MIND também é capaz de proporcionar este benefício, pois ela estimula a redução de alimentos que contém grandes quantidades de sódio ou que favorecem a absorção deste mineral. Lembrando que o sódio favorece o aumento da pressão arterial.

 

Previne o diabetes

A dieta MIND previne o diabetes de duas maneiras. Primeiro, esta dieta é rica em fibras. Elas tornam mais lento o processo de absorção dos carboidratos. Com isso, não há picos de glicose e consequentemente os picos de insulina não acontecem. Quanto mais insulina o corpo produz, mais os órgãos começam a se tornar resistentes a ela, ou seja, solicitam que mais desse hormônio seja utilizado para colocar a glicose dentro de suas células. Esse quadro se chama resistência à insulina, e conforme vai se agravando, resulta na diabetes tipo 2 quando o hormônio produzido pelo corpo não é suficiente mais para absorver todo o açúcar no sangue. Além disso, a dieta MIND estimula a diminuição do consumo de doces. Ingerir grandes quantidades de açúcar faz com que haja os picos de glicose no sangue mencionados acima.

Melhora o trânsito intestinal

Resultado de imagem para Melhora o trânsito intestinalA dieta MIND é rica em fibras e elas auxiliam na prevenção e tratamento da constipação intestinal. As fibras insolúveis agem aumentando o volume fecal e estimulando à motilidade intestinal pela distensão do cólon.

Já as fibras solúveis contribuem pela captação de água e são fermentadas no trato gastrointestinal, estimulando assim o crescimento de bactérias benéficas, que melhoram o trânsito intestinal e a frequência de evacuações.

Porém, saiba que este benefício só ocorre se a pessoa ingerir bastante água ao longo do dia.


Ação antioxidante

Resultado de imagem para frutas vermelhasAs frutas vermelhas, o vinho, os vegetais, as oleaginosas e o azeite presentes na dieta MIND se destacam por conter forte ação antioxidante.

Esses antioxidantes combatem os radicais livres e assim previnem uma série de problemas de saúde como câncer, aceleração do envelhecimento celular, degeneração de uma região do globo ocular chamada mácula e a oxidação dos neurônios o que favorece doenças degenerativas cerebrais. 

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Autor: MINHA VIDA
Fonte: MINHA VIDA
 

Offline 100nick

Re: Alzheimer
« Responder #18 em: 29/09/2015, 11:29 »
 
"Controle do avanço do Alzheimer pode estar próximo"



Considerado pioneiro dos estudos da doença neurodegenerativa, especialista John Hardy destaca progresso nas pesquisas sobre o mal.
por Deutsche Welle — publicado 28/09/2015 06h27
 
Professor de neurociência da University College de Londres, o geneticista John Hardy é considerado um dos pioneiros dos estudos que permitiram desvendar a evolução do mal de Alzheimer.

Em entrevista à DW, o especialista afirma que, embora ainda não haja uma cura para a doença, é possível que a medicina encontre em breve tratamentos capazes de desacelerar ou mesmo paralisar o progresso da enfermidade.

"Acho que estamos mais perto de sermos capazes de retardar a doença agora, num futuro previsível, talvez nos próximos cinco anos", prevê.

DW: O Prêmio Hartwig Piepenbrock-DZNE, que o senhor receberá na semana que vem, é apenas o mais recente de uma longa lista de homenagens. O senhor é descrito como "o pioneiro" na pesquisa sobre Alzheimer, talvez até como o homem que solucionou a doença. Isso é verdade? O senhor solucionou a doença de Alzheimer?

JH: Em primeiro lugar, eu segui, é claro, as pessoas que vieram antes de mim e, de fato, uma dessas pessoas é Konrad Beyreuther, um dos homenageados anteriormente com esse mesmo prêmio. Um pioneiro? Mesmo antes de mim havia pioneiros que eu segui. Isso é uma coisa. Solucionamos o mal de Alzheimer? Acho que fornecemos o quadro em que podemos ver como a doença começa e como progride, e isso tem sido muito importante. Eu não me descreveria – e não posso imaginar qualquer outra pessoa me descrevendo assim – como a pessoa que solucionou a doença. Ela ainda não está solucionada.

DW: A luta contra o Alzheimer é mais ou menos uma luta contra a degeneração neuronal. Por que as células cerebrais de pacientes com a doença morrem?

JH: Não sabemos exatamente, mas o que acontece é que placas amiloides [depósitos de proteínas] começam a se constituir em torno dos terminais nervosos dessas células nervosas que estão morrendo. As células nervosas reagem a elas de uma forma que, em primeiro lugar, começam a produzir uma patologia dentro delas – chamada patologia do emaranhado – e, em seguida, eventualmente, isso as mata. Demora algum tempo, mas o amiloide constituído fora das células leva essas células a morrerem. Esse é o problema subjacente. Nós não sabemos qual é a função da proteína amiloide, e isso ainda é um grande buraco no nosso conhecimento.

DW: Para que tipo de avanços suas descobertas contribuíram em relação ao tratamento da doença de Alzheimer?

JH: Em termos do tratamento, acho que elas apontaram o caminho para se desenvolver tratamentos, elas apontaram para drogas antiamiloides como o caminho a seguir. Algumas dessas drogas estão agora em fase de estudo clínico. Existem quatro ou cinco estudos clínicos de drogas antiamiloides no momento. Eu realmente espero que alguns desses estudos sejam bem-sucedidos.

DW: O senhor formulou a hipótese amiloide mais de duas décadas atrás. Até que ponto a pesquisa e o tratamento de Alzheimer progrediram durante esse tempo?

JH: A pesquisa percorreu um longo caminho. Entendemos muito mais sobre a doença agora. Conhecemos mais genes envolvidos na doença, entendemos diferentes funções celulares na doença, por exemplo, entendemos um pouco mais sobre o papel das células da glia na doença, entendemos o processo de morte celular melhor do que antes. Houve muitos progressos na compreensão de Alzheimer. Esse processo ainda não ajudou a mudar as terapias para a doença, mas espero que isso mude em breve.

DW: E no que diz respeito a uma possível descoberta da cura?

JH: Acho que estamos mais perto de sermos capazes de retardar a doença agora. Não acredito que conseguiremos reverter a doença, não dentro do meu período de pesquisa, mas posso nos ver retardando ou parando a doença num futuro previsível, nos próximos cinco anos, eu realmente espero.

DW: O senhor acha que o mundo faz o suficiente para combater a doença?

JH: Não, nós não fazemos o suficiente. Estamos fazendo mais e, na verdade, acho que uma das grandes iniciativas aqui na Alemanha tem sido o DZNE (sigla para Centro Alemão para Doenças Neurodegenerativas), que eu acho que tem transformado a ciência alemã de dez anos para cá, que passou de um lugar um pouco atrasado na pesquisa da doença de Alzheimer a uma real força de liderança na investigação sobre demência. E isso é porque o governo alemão tem tomado iniciativas em relação a financiamento. A Alemanha tem realmente sido uma das principais forças em questão de financiamento. Mas, é claro, é preciso haver mais. Gastamos muito menos em pesquisa de Alzheimer do que o fazemos em pesquisa de câncer e, ainda assim, eles são os dois problemas de tamanho semelhante. E a resposta, é claro, não é gastar menos com a investigação do câncer. A resposta é gastar mais em pesquisa de Alzheimer.

DW: Alzheimer é uma doença debilitante. O senhor tem dedicado o seu trabalho a essa aflição nos últimos 25 anos. O que exatamente o faz continuar?

É uma mistura de motivos – motivos venais e bons. Vamos falar sobre os venais primeiro. Eu adoro uma boa competição. O que amo na pesquisa é a natureza competitiva dela, ser a primeira pessoa a ter uma ideia, a primeira pessoa a fazer uma descoberta. Essas são coisas que me impulsionam. Mas a razão fundamental é ajudar as famílias, especialmente os que eu conheço, que vivem a forma inicial da doença. Eu dou palestras para grupos de pacientes e, claro, queremos tornar a vida deles melhor, para que a próxima geração não sofra com essa doença horrível.


Fonte: http://www.cartacapital.com.br/saude/controle-do-avanco-do-alzheimer-pode-estar-proximo.html/alzheimer/@@images/44c7e602-e738-4f8a-a4c3-6f431536e1f7.jpeg
 

Offline Oribii

Re: Alzheimer
« Responder #19 em: 02/10/2015, 11:12 »
 
Relatório aponta para rápido crescimento do Alzheimer em Portugal

crescimento do Alzheimer em Portugal
01-10-2015 11:52 | País
Porto Canal (CYO)
Os casos de doença de Alzheimer em Portugal estão a aumentar a grande velocidade. Quem diz é um relatório realizado pela Universidade do Porto em conjunto com a Direcção-geral de Saúde.

O relatório apresentado pela Universidade do Porto e pela Direcção-geral de Saúde indica que o número de casos de demência tem aumentado e isso deve-se a uma população cada vez mais envelhecida. Em Portugal, a doença de Alzheimer atinge cerca de 90 mil pessoas e as estimativas apontam que em 2050 sejam três vezes mais.

Em declarações à Antena 1, Pedro Santos, coordenador do estudo, indica que no caso do Alzheimer o diagnóstico precoce é fundamental e que o Estado português “precisa de desenvolver recursos organizados, sobretudo ao nível do diagnóstico e depois numa rede de acompanhamento que seja adequada” visto que as demências precoces surgem cada vez mais.

A forma mais comum de demência é o Alzheimer, que provoca uma deterioração global, progressiva e irreversível de várias funções cognitivas, constituindo cerca de 50% a 70% dos casos.



Fonte: Porto Canal
 

Offline pantanal

Re: Alzheimer
« Responder #20 em: 07/10/2015, 14:57 »
 
Maior artilheiro do Campeonato Alemão, Gerd Müller está com Alzheimer

O Bayern de Munique anunciou nesta terça-feira que o ex-jogador e o maior artilheiro da história do Campeonato Alemão, Gerd Müller, está com Alzheimer. O diagnóstico foi feito há alguns meses, entretanto, o clube bávaro optou por divulgar a informação só agora, um mês antes do alemão completar 70 anos.


“Neste momento tão difícil na vida dele e de sua família, pedimos o respeito de todos. Gerd, que sempre se empenhou por altos valores como amizade, fair-play, lealdade e justiça, merece ser tratado neste momento com todo cuidado necessário e que todos nós respeitemos a sua privacidade. Não é apenas o pedido de sua família, mas é também o pedido do Bayern FC. O Bayern de Munique vai apoiar sempre Gerd Müller e sua família, toda vez que isto se tornar necessário”, declarou Karl-Heinz Rummenigge, diretor executivo do clube.

Gerd Müller exercia a função de treinador-assistente do time B do clube bávaro. Entretanto, nos últimos tempos acabou se afastando do ofício por problemas de memória e de fala. Estes foram os primeiros sintomas que levaram o ex-jogador a suspeitar de um possível Alzheimer, o que acabou sendo confirmado pelos médicos.

Hermann Gerland, técnico assistente do time principal, relatou a visita que fez recentemente a Gerd Müller, dizendo que ele chegou a chorar ao lembrar de seus jogadores: “Ele me reconheceu, senti isso claramente; mesmo ele não tendo falado nada. Só ficou me olhando. Na ocasião, disse a ele que os seus ex-jogadores do time de base como Thomas Müller, David Alaba e Bastian Schweinsteiger, lhe mandaram um forte abraço. Aí ele começou a chorar”.

Ex-centroavante do Bayern de Munique e da seleção alemã, Müller marcou 533 gols em 585 jogos vestindo a camisa do clube bávaro entre 1964 e 1979. Conquistou a Copa do Mundo pela Alemanha, além da Eurocopa de 1972.


Fonte: http://esportes.terra.com.br/futebol/internacional/maior-artilheiro-do-campeonato-alemao-gerd-muller-esta-com-alzheimer,cb3cf96d9133446863d63797ddf42ac5hm4mpaxw.html
 

Offline Oribii

Re: Alzheimer
« Responder #21 em: 13/10/2015, 11:28 »
 
Alzheimer Portugal distinguida no Prémio JPR 2015


Alzheimer Portugal
O Prémio «João Pereira da Rosa» 2015 distinguiu o trabalho da Alzheimer Portugal
Data 12-10-2015
Na edição 2015 do Prémio JPR, a Alzheimer Portugal foi distinguida na categoria institucional devido ao trabalho desenvolvido "na divulgação da doença, promoção do seu estudo e investigação das suas causas, efeitos e tratamento. Com este prémio pretende-se ainda reconhecer a atuação da Associação Alzheimer Portugal no desenvolvimento de formas de apoio às pessoas com doença de Alzheimer, ou outra forma de demência, e aos seus cuidadores."

Este Prémio pretende distinguir as entidades coletivas e individuais pela sua atividade na área da Solidariedade Social em três categorias: Institucional, Empresarial e Mérito.

Na categoria Institucional, categoria em que a Alzheimer Portugal foi distinguida, são premiadas as Instituições Particulares de Solidariedade Social, que mais se destaquem, através do trabalho que desenvolvem, contribuindo para a efetiva melhoria das condições de vida dos setores mais necessitados da sociedade.

Fonte: Fundação 'O Século'
 

Offline Sardinha

Re: Alzheimer
« Responder #22 em: 29/10/2015, 14:11 »
 
Investigadores chilenos desenvolvem teste para detectar Alzheimer e esquizofrenia



Cientistas chilenos estão a fazer progressos no desenvolvimento de um exame inédito que procura permitir o diagnóstico mais precoce e preciso de dois dos distúrbios mentais de maior impacto social e económico: a doença de Alzheimer e a esquizofrenia.

Hoje em dia não há nenhum teste específico que possa confirmar ambas as doenças, cujo diagnóstico é alcançado após um longo período de observação clínica e, na maior parte do tempo, quando as condições estão em fase avançada.

A pesquisa do Instituto de Neurociência Biomédica do Chile concluiu que nos dois casos é possível detectar as doenças mediante análise dos movimentos oculares para a esquizofrenia, e da actividade cerebral no Alzheimer.

«Nas nossas pesquisas descobrimos que os movimentos oculares naturais e o seu reflexo correspondente nos sinais cerebrais são diferentes nos pacientes estudados e, por isso, importantes biomarcadores para estas doenças», explicou em conferência de imprensa Pedro Maldonado, que lidera a pesquisa.

No caso da esquizofrenia, o estudo conseguiu determinar que nos pacientes afectados houve uma redução da exploração espacial, quer dizer, não olhavam todos os lados de uma cena visual. Para a doença de Alzheimer, foi detectada «uma notória diferença dos sinais eléctricos que ocorriam no cérebro quando era produzido movimento nos olhos em comparação com as pessoas saudáveis».

Com esses indicadores, os cientistas chilenos esperam desenvolver um teste específico que permita o diagnóstico precoce, o que pode retardar o declínio cognitivo em pacientes afectados por ambas as doenças, cuja cura permanece um mistério para a comunidade científica internacional.

As intervenções precoces têm um maior impacto no tratamento dos sintomas associados a estas doenças. Também reduzem os custos associados ao cuidado e à qualidade de vida destes pacientes», explicou Maldonado.

A esquizofrenia é um transtorno mental que afecta cerca de 1% da população mundial. Os sintomas incluem discurso desorganizado e distúrbios de pensamento e de humor e comportamento.

Enquanto isso, a doença de Alzheimer é a perda neurodegenerativa da memória, cujos sintomas pioram gradualmente e que afecta mais de 40 milhões de pessoas em todo o mundo.


Fonte:DD
 

Offline Sardinha

Re: Alzheimer
« Responder #23 em: 03/11/2015, 12:26 »
 
Busca pela cura do Alzheimer: cientistas criam "minicérebros"

Correio Braziliense

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Brown, nos Estados Unidos, conseguiu poupar os ratos de uma série de estudos que envolvem o teste de drogas, o transplante de neurônios e a observação do funcionamento de células-tronco. A medida se tornou possível depois de os cientistas criarem, em laboratório, milhares de minicérebros, minúsculas estruturas feitas a partir de células-tronco e compostas de redes neurais verdadeiras, que começam a transformar as pesquisas em neurologia.

Apesar de não serem um órgão completo, os minicérebros contam com uma rede conectada de células, estruturas proteicas e formato tridimensional, o que permite a realização de diversas pesquisas sem a necessidade de usar animais. A técnica é recente — foi consolidada pela primeira vez em 2013 — e, agora, mostra a capacidade de permitir estudos sem forçar o orçamento. Os cientistas de Brown conseguiram fabricar as estruturas a partir de amostras do córtex de roedores com um investimento de US$ 0,25 por organoide.

“Vimos que o experimento teve um custo realmente baixo quando levantamos os gastos com materiais, reagentes, animais e bolsas de estudo para os pesquisadores”, garante, ao Correio, Diane Hoffman-Kim, líder do estudo e especialista em farmacologia molecular, fisiologia e biotecnologia. “Se o cientista não está interessado em investigar funções sofisticadas que dependem de uma arquitetura mais complexa do cérebro, não é necessário equipar o laboratório com tecnologias microeletrônicas nem fazer dissecações embrionárias para criar um modelo de cérebro in vitro”, completa.

A equipe da qual ela faz parte estava interessada em um modelo cerebral que reproduzisse funções neurológicas fundamentais para entender os efeitos de doenças neurodegenerativas, como Parkinson, Alzheimer e esclerose múltipla, e também de acidentes vasculares cerebrais (AVC). Para isso, ela cultivou células do córtex de ratos em moldes de microesferas de hidrogel que possibilitaram a formação de minicérebros tridimensionais em um único dia.

“Fiquei fascinada com os vários tipos de células formando estruturas que reproduzem aspectos do córtex. Depois de duas ou três semanas, essas estruturas continham neurônios capazes de produzir sinapses (impulsos nervosos que permitem a troca de informações químicas e elétricas entre as células)”, relata a brasileira Liane Livi, especialista em biotecnologia e coautora do trabalho, publicado recentemente na revista Tissue Engineering: Part C.

Síndromes raras
As diversas possibilidades de estudos com minicérebros têm estimulado cada vez mais pesquisadores a explorar a técnica. Entre eles está o brasileiro Alysson Muotri, neurobiólogo da Universidade da Califórnia em San Diego, líder de um estudo que busca a cura da síndrome do MECP2 duplicado — uma rara doença neurológica que causa problemas motores e cognitivos. Crianças diagnosticadas com o mal vivem apenas 10 anos, em média.

A equipe de Muotri conseguiu lançar uma luz para a cura quando demonstrou que determinada substância reverteu o mal em minicérebros com características da síndrome. Os especialistas criaram as estruturas a partir de células da pele de crianças com o MECP2 duplicado. Eles observaram que os neurônios de quem possui essa síndrome apresentam mais ramificações e fazem um número maior de sinapses. Após testarem diversas drogas, encontraram uma que estabilizou os minicérebros. Esses resultados foram publicados no mês passado na revista Molecular Psychiatry, e o grupo aguarda autorização da FDA, agência reguladora de alimentos e remédios dos Estados Unidos, para testar a droga em pacientes.

O laboratório da Universidade da Califórnia participa de outros estudos envolvendo minicérebros. Além de aplicar a técnica em diferentes síndromes raras, o grupo faz parte de um projeto sobre autismo, no qual serão produzidos diversos minicérebros que carreguem mutações genéticas ligadas ao transtorno. Há, ainda, pesquisas que buscam ampliar o conhecimento sobre a evolução humana. “Buscamos usar os minicérebros para contrastar o desenvolvimento neural de humanos com o de outros primatas, como chimpanzés e bonobos. A ideia é gerar insights sobre o funcionamento das áreas social e de linguagem do órgão humano”, descreve Muotri.

Sobre a redução dos testes com animais, o brasileiro explica que a nova tecnologia não conseguirá eliminá-los tão cedo. “Eles ainda são importantes para o estudo de toxicidade ou estabilidade das drogas, por exemplo.” Mas a substituição de animais em alguns casos já é uma realidade. “No caso dessa síndrome, existe um modelo animal (camundongo), mas ele nunca revelou uma droga promissora. Na perspectiva de descobrimento de novas drogas para doenças humanas, não tenho dúvidas de que ficarão cada vez mais raros os testes em outros animais. Tanto laboratórios acadêmicos quanto laboratórios farmacêuticos estão cada vez mais investindo em modelos baseados em células-tronco.”

No Brasil
Essa área de pesquisa ganhou também os laboratórios de instituições brasileiras. O biólogo Stevens Rehen, do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), lidera uma pesquisa para entender, com a ajuda dos minicérebros, como funcionam a esquizofrenia e a síndrome de Dravet, uma grave forma de epilepsia que acomete crianças.

O grupo coletou células da urina de pacientes e, a partir da reprogramação celular, criou os organoides que simulam as doenças e mostram em que momento ocorrem as alterações. “É como se eu estivesse fazendo um avatar do indivíduo sem precisar abrir a cabeça dele para retirar o neurônio que quero estudar. Isso aumenta a chance de observar no experimento algo real, porque aquela célula reprogramada para ser um neurônio vai ser geneticamente igual à que está no cérebro do próprio indivíduo”, afirma Rehen, que já submeteu os primeiros resultados para publicação em revistas científicas.


Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2015/11/02/internas_cienciaesaude,607636/busca-pela-cura-do-alzheimer-cientistas-criam-minicerebros.shtml
 

Online Pantufas

Re: Alzheimer
« Responder #24 em: 09/11/2015, 15:01 »
 
Portuguesa premiada por investigação sobre a doença de Alzheimer

A investigadora portuguesa Rita Guerreiro, da britânica University College of London (UCL), foi reconhecida com o prémio Fondazione Gino Galletti Neuroscience Prize 2015 pelo seu trabalho sobre doenças neurodegenerativas.

O prémio, segundo a instituição italiana, foi atribuído pelo seu trabalho sobre as mutações do gene TREM2 e a relação com o desenvolvimento da Doença de Alzheimer.

Este trabalho já tinha sido distinguido em janeiro com o Prémio Europeu do Jovem Investigador, atribuído pela Associação francesa para a Investigação sobre Alzheimer e Rita Guerreiro e, também este ano, venceu o prémio da Sociedade britânica de Investigação de Alzheimer e Demência na categoria de "realização académica".

O geneticista John Hardy, o mais importante especialista britânico da doença de Alzheimer e também investigador na UCL, considerou a portuguesa "uma estrela em ascensão" na investigação da neurociência.

"Ela encontrou o primeiro gene de Alzheimer em 15 anos e isso é uma descoberta revolucionária no meio", disse.

A cientista disse à agência Lusa que estes prémios são importantes em termos de "prestígio" e contribuem para a evolução do estatuto profissional, atualmente em vias de passar de investigadora financiada pela Alzheimer Society ao quadro de pessoal da UCL.

Natural de Estremoz, Rita Guerreiro, 35 anos, vive e trabalha no Reino Unido desde 2010, depois de realizar o doutoramento nos EUA, sempre acompanhada pelo também português e marido José Brás, com quem partilha a direção do laboratório.

O prémio no valor de 10.000 euros atribuído pela fundação italiana é pessoal e não precisa de ser aplicado em investigação, mas Rita Guerreiro confessou que este tipo de financiamento pode ser útil a "projetos pessoais" paralelos ao seu trabalho.

Recentemente, contou, foi contactada por uma família portuguesa que procurava diagnosticar a doença da filha, mas que estava com dificuldades em fazê-lo pelo sistema nacional de saúde português.

"Aceitámos analisar o ADN e em três meses conseguimos fazer um diagnóstico e descobrimos que ela sofre de uma doença descoberta apenas em 2013, o Síndrome Schaaf-Yang/MAGEL 2, que afeta umas 19 crianças em todo o mundo", adiantou.

"Já recebemos pedidos de outras famílias, mas não podemos responder sempre porque às vezes não temos os meios técnicos para o fazer", justificou.

Rita Guerreiro lamentou que as famílias de crianças portuguesas com doenças raras tenham de pagar cinco a seis mil euros a um laboratório privado para obter um diagnóstico ou tenham de depender de estudos científicos feitos no estrangeiro.



Diário Digital com Lusa
 

Offline Sardinha

Re: Alzheimer
« Responder #25 em: 19/11/2015, 10:48 »
 
Treinar o cérebro para travar a doença de Alzheimer


 
Marcos Borga
Exercícios de computador, criados por uma equipa de portugueses, permitem melhorar a memória e a atenção afetadas por demência ou AVC
Sara Sá

Todos temos de estar preparados para ir perdendo a memória, à medida que envelhecemos. Os primeiros sinais começam por volta dos 50 anos, mas tornam-se mais acentuados a partir dos 65. Um processo normal e inevitável. Mas há perdas cognitivas patológicas, causadas pela doença de Alzheimer, Parkinson, esclerose múltipla ou acidente vascular cerebral, por exemplo. E estas podem ser travadas, com treino mental, como quem se prepara para uma maratona.

Há várias formas de o fazer. O neurologista Vítor Tedim Cruz, do Centro Hospitalar Entre o Douro e Vouga, criou um programa de exercícios de treino cognitivo, online, que pode ser adaptado a cada doente (rede COGWEB). Funciona como uma espécie de jogo de computador, desenhado para treinar a memória, a linguagem e a atenção. “O terapeuta adequa os exercícios ao déficit”, explica o médico, reforçando que o programa tem de ser seguido e monitorizado por um membro da rede, normalmente um psicólogo. O sistema - que acabou de vencer um prémio atribuído pela Federação Europeia da Indústria Farmacêutica - está em funcionamento em centros de saúde e hospitais de todo o país e já está a ser preparada a sua adapatação para o inglês e o espanhol.

Para que todos os que precisam tenham acesso ao sistema, a rede COGWEB tem estebelecido parcerias com autarquias e instituições de caráter social, que instalam o programa nos seus sistemas informáticos, para uso da população mais idosa, sem computador em casa. “Há muitas soluções. O doente, que tem de fazer os exercícios uma vez por dia, ou três vezes por semana, pode ir a casa de um filho, receber a visita de um familiar que leva um computador portátil, por exemplo”, diz o neurologista.

Desta forma, ataca-se o problema em duas frentes: com o treino cognitivo específico e fomentando a vida social, um elemento essencial na guerra contra a demência.

“Em Portugal, a partir dos 40/45 anos, as pessoas tendem a levar uma vida muito monótona, não se relacionam, têm poucas atividades. Isto é muito diferente em países como a Holanda, por exemplo.” Este enclausuramento leva a que os primeiros sinais de demência passem despercebidos (se não há exposição, ninguém a quem ‘prestar contas’, não se notam as falhas) e quando há um diagnóstico já é mais difícil recuperar as capacidades perdidas.

Além do treino cognitivo, sabe-se que o exercício físico aeróbico e a medicação combatem os efeitos da doença de Alzheimer. E todos os anos há novos medicamentos a entrar em testes. Mas mesmo assim, o efeito do treino é ainda superior ao dos fármacos.

Um alerta que Vítor Cruz não se cansa de fazer é que estes testes (pode consultar os exercícios de demonstração em COGWEB.pt) não se destinam a pessoas ditas normais, que queiram melhorar as suas capacidades ou retardar o envelhecimento cerebral. A estas, o médico recomenda que se mantenham ativos. A receita é: “aprender uma língua, começar a tocar um instrumento musical, envolver-se socialmente. ”


Fonte: Visão
 

Online migel

Re: Alzheimer
« Responder #26 em: 20/11/2015, 16:30 »
 
Tratamento de Alzheimer também pode evitar o envelhecimento
19/11/2015 09:52

Investigadores do Salk Institute estão a testar uma droga que pode ser usada para evitar o aparecimento de Alzheimer e concluiram que um dos efeitos secundários é retardar o envelhecimento.

cerebro.jpg
Os efeitos secundários deste tratamento passam por melhorar a memória, a cognição e a saúde dos ratos em que foi testado. O objetivo principal da nova droga é evitar o aparecimento de Alzheimer, mas a descoberta dos efeitos secundários é igualmente surpreendente.

A J147, nome de código da droga, foi desenhada para atacar a neurotoxicidade e descobriu-se que paralelamente combate um efeito detetado em 99% dos pacientes com Alzheimer, o envelhecimento. Agora, os investigadores divulgaram as conclusões que mostram que a droga ajuda a combater outros sintomas de envelhecimento de forma igualmente eficiente.

Os testes a esta droga estão a decorrer em ratos, desde 2013. Numa primeira fase, a J147 foi testada em ratos que tinham herdado Alzheimer e depois usaram um espécie de ratos que envelhece rapidamente e que apresenta sinais de demência semelhantes aos do Alzheimer. De todos os grupos de cobaias, o que tinha recebido a droga apresentou melhores resultados em testes de memória e aprendizagem e era onde mais se evitava que o sangue fosse parar ao cérebro, um dos sinais mais frequentes em quem tem Alzheimer. Os testes clínicos em humanos estão previstos para 2017.

Estima-se que o Alzheimer afete mais de 46 milhões de pessoas em todo o mundo.


Fonte: http://exameinformatica.sapo.pt/noticias/ciencia/2015-11-19-Tratamento-de-Alzheimer-tambem-pode-evitar-o-envelhecimento-
 

Online Pantufas

Re: Alzheimer
« Responder #27 em: 21/11/2015, 18:43 »
 
Autismo: 1 em cada 45 crianças estão no espectro, segundo CDC


Esse número é maior do que o registrado anteriormente, mas isso não quer dizer que o número de crianças afetadas pelo transtorno esteja aumentando. Entenda


Criança triste; transtornos psicológicos (Foto: Shutterstock)

Um novo levantamento feito pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, constatou que a incidência de autismo entre as crianças aumentou: agora 1 em 45 estão dentro do transtorno do espectro autista (o que representa cerca de 2,25%). Entre 2011 e 2013, essa taxa era apenas de 1 a cada 80 e, em 2008, 1 em cada 100.

De acordo com os pesquisadores envolvidos no levantamento, esse resultado pode ser explicado por uma mudança feita nos questionários que foram respondidos pelos pais. Na conclusão do estudo, os especialistas apontam que, nos anos anteriores, é possível que os pais de algumas crianças diagnisticadas hoje com autismo tenham apontado que os filhos tinham outros tipos de desordens comportamentais.
Leia também

    O que é o autismo?
    Autismo: 5 questões sobre o transtorno

Para o biólogo molecular e professor da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia (UCSD), Alysson Muotri, é difícil saber com certeza se a incidência do transtorno está mesmo aumentando: "O “autismo” é um alvo em movimento, é um conceito que muda com o tempo. O que chamamos de autismo hoje é algo muito diferente de dez anos atrás. Na falta de um biomarcador, estamos à mercê de um diagnóstico clínico e, muitas vezes, subjetivo", explica. Alysson está por trás da primeira startup do mundo dedicada ao transtorno, a Tismoo. "Com os avanços na genética, ja é possível ter resultados com o sequenciamento do genoma de indivíduos, o que auxilia nesse diagnóstico. Isso ainda não é rotina, mas vai ser em breve", completa.

Essa mudança de critérios para definir o que caracteriza o autismo pode fazer com que ora algumas crianças sejam diagnosticadas dentro do espectro, ora sejam deixadas para fora. Isso faz sentido quando consideramos que, nas conclusões da pesquisa, os especialistas  enfatizaram que o número total de indivíduos identificados nas três categorias contempladas pela investigação (deficiência intelectual, transtornos do espectro autista e deficiência comportamental) permaneceu inalterado.


fonte: http://revistacrescer.globo.com/Voce-precisa-saber/noticia/2015/11/autismo-pesquisa-aponta-que-1-em-cada-45-criancas-estao-no-espectro.html
 

Offline Raposa

Re: Alzheimer
« Responder #28 em: 27/11/2015, 16:16 »
 
Alzheimer: Cientistas de Coimbra ganham fundos dos EUA para a investigação

João Miguel Ribeiro Comentar



Uma organização norte-americana decidiu financiar uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra (UC) com 100 mil dólares. Os fundos servem para aprofundar o estudo que visa identificar o mecanismo responsável pelo surgimento da doença de Alzheimer.


 
A equipa de investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da UC recebeu, da Alzheimer Association (EUA), um apoio a rondar os 94 mil euros para prosseguir as investigações sobre a perda de memória na doença de Alzheimer, depois de ter descoberto que “a degeneração e perda de memória dependem do ATP [adenosina 5?-trifosfato]”.

Até agora, salientaram a UC, citados pela Lusa, sabia-se que o ATP funciona como “molécula energética no interior das células, mas é um sinal de perigo quando libertado das células”, resultando a perda de memória da “deterioração da comunicação entre neurónios”.


 
Desconhecia-se, contudo, como ocorre esta deterioração, fenómeno que foi agora descoberto por estes cientistas do CNC.

Os investigadores, na sequência de “sucessivos estudos realizados ao longo da última década”, identificaram “um mecanismo celular ativado pelo ATP, que está presente durante o desenvolvimento neuronal e que é anormalmente reativado em modelos animais de doença de Alzheimer, podendo estar na origem da perda de sinapses, que são contactos entre neurónios essenciais para a sua correta comunicação”.

O financiamento de 100 mil dólares vai permitir avaliar se este novo mecanismo contribui para a perda sináptica e de memória na fase inicial da doença de Alzheimer, prosseguiu a nota da UC.

“O ATP ativa um recetor na membrana dos neurónios, desencadeando uma cascata de eventos intracelulares que favorece a perda estrutural das sinapses. O recetor para o ATP que identificámos como estando envolvido neste processo degenerativo induz modificações na atividade de proteínas envolvidas na manutenção do esqueleto celular, comprometendo a estabilidade das sinapses”, explicou Ricardo Rodrigues, o coordenador da equipa de cientistas do CNC, citado pela UC.

“Com a demonstração de que o mecanismo agora identificado contribui para a perda das sinapses”, continuou o investigador, “estaremos mais perto de identificar um alvo terapêutico que impeça o aparecimento da doença de Alzheimer”.

Segundo os especialistas, este mecanismo característico da fase de desenvolvimento neuronal é reativado em situações patológicas como uma tentativa frustrada de recuperar a normal função cerebral, mas acaba por tornar-se prejudicial devido ao contexto inadequado.

Com o financiamento da Alzheimer Association, “vai-se testar em modelos animais (ratinhos) se o bloqueio deste recetor previne a degeneração sináptica e a perda de memória associada”, ou seja, “encontrar uma estratégia terapêutica que evite o surgimento da doença de Alzheimer”, salientou Ricardo Rodrigues.


 
Se for determinada uma estratégia eficaz para a doença de Alzheimer, ela “também será para outras doenças neurodegenerativas, que deverão partilhar este mesmo mecanismo de degeneração e morte celular”, complementou o coordenador da equipa.

“No futuro, poderemos ter um único medicamento para tratar diversas patologias que afetam o sistema nervoso central”, acreditam os investigadores.

A Alzheimer Association é uma organização voluntária para a saúde, sediada em Chicago, “líder mundial no apoio, tratamento e investigação em Alzheimer, quer financiando a investigação para o combate a esta e outras formas de demência, quer no apoio aos doentes”.


Fonte: pt Jornal
 

Online migel

Re: Alzheimer
« Responder #29 em: 08/12/2015, 00:12 »
 
O enigma do Alzheimer

06 Dezembro

Mosaic Science
A causa da doença de Alzheimer tem perturbado os melhores detetives do mundo científico. Michael Regnier pergunta: pode um mistério destes ser realmente solucionado se juntarmos pistas suficientes?

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Para expiar a morte do seu filho, o Rei de Creta mandou que a cidade de Atenas lhe enviasse 14 jovens, sete rapazes e sete raparigas, a cada sete anos. Uma vez chegados a Atenas, os jovens eram enviados para o Labirinto, em cujo centro vivia o Minotauro, uma criatura monstruosa com um corpo de homem e uma cabeça de touro. Se o Minotauro não matasse os jovens atenienses, estes eram condenados a vaguear pelo Labirinto tortuoso, primeiro perdendo o seu caminho e, eventualmente, as suas vidas.

Este tributo humano foi prestado duas vezes até que Teseu, um príncipe de Atenas, ocupou o seu lugar entre os 14 jovens. Quando o mito é recontado, a maioria das vezes toma-se por garantido que o herói derrota o Minotauro em combate, mas a luta física não é o cerne desta história – é como Teseu supera o desafio mental de percorrer o Labirinto. A par da sua espada, o herói leva consigo um novelo para traçar o seu caminho. Independentemente da profundidade do Labirinto, o novelo guiá-lo-á de volta em segurança.

“Auguste D" – era o nome no arquivo de cartão azul. Auguste Deter, internada no Hospital para Doentes Mentais e Epilépticos de Frankfurt a 25 de novembro de 1901. O médico residente era o Dr. Alois Alzheimer, que a examinou no dia seguinte e ao longo dos três que se seguiram.
A palavra inglesa para “novelo” (clew) está na origem da palavra que atualmente significa “pista” (clue) e as pistas são a melhor forma para resolver um mistério. Mostram-nos que um puzzle, por muito complicado que pareça, tem um uma solução simples. A vida real é mais confusa que os mitos e as ficções, mas continuamos a acreditar que, se conseguirmos juntar pistas suficientes, os nossos problemas podem ser reduzidos a algo controlável.

“Auguste D” – era o nome no arquivo de cartão azul. Auguste Deter, internada no Hospital para Doentes Mentais e Epilépticos de Frankfurt a 25 de novembro de 1901. O médico residente era o Dr. Alois Alzheimer, que a examinou no dia seguinte e ao longo dos três que se seguiram.

— Qual é o seu primeiro nome?

— Auguste.

— E o seu último nome?

— Auguste.

— Qual é o nome do seu marido?

— Auguste, penso eu.

— Do seu marido?

— Ah, o meu marido.

Com 51 anos, Deter sofria de um caso de demência invulgarmente severa e progressiva. O primeiro sintoma tinha sido os intensos ciúmes que sentira em relação ao marido. A sua memória começou a falhar rapidamente, sentia-se frequentemente desorientada e costumava esconder coisas no seu apartamento; por vezes, sentia que alguém a queria matar e começava a gritar. Morreu dentro de cinco anos.
 

 



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