Detetado 1.º caso em Portugal de Febre Hemorrágica da Crimeia do CongoSIC Notícias
João Faiões - Jornalista
Carolina Botelho Pinto - Jornalista
SIC Notícias
23 ago 2024 12:03
Louis ReedO primeiro caso de Febre Hemorrágica da Crimeia do Congo foi detetado em Bragança e, apurou a SIC, o doente não resistiu.Foi diagnosticado, em Portugal, o primeiro caso de Febre Hemorrágica Crimeia-Congo num homem já idoso que acabou por morrer no Hospital de Bragança. A doença, considerada tropical, é contagiosa e pode ser transmitida pela picada de uma carraça.O idoso, com mais de 80 anos e de nacionalidade portuguesa, foi hospitalizado há cerca de um mês, mas a doença só foi diagnosticada recentemente, já depois da morte.
A Febre Hemorrágica Crimeia-Congo é uma doença viral infectocontagiosa que se transmite através da picada de uma carraça.Em comunicado, a
Direção-Geral da Saúde informa que
“não há risco de surto nem de transmissão de pessoa para pessoa” e que este se tratou de um caso “raro e esporádico”.
Acrescenta que o vírus que causa a Febre Hemorrágica da Crimeia-Congo “não foi detetado, até agora, em carraças na rede de vigilância entomológica REVIVE”, pelo que o risco para a população é reduzido. Ainda assim, será reforçada a recolha de carraças naquele distrito para análise.
A DGS diz ainda que as autoridades de saúde
não identificaram contactos deste idoso com eventuais sintomas nem casos adicionais da doença.“A DGS e os seus parceiros permanecem atentos e continuarão a acompanhar a evolução da situação e a atualizar as orientações técnicas para os profissionais de saúde a nível das unidades de saúde pública e dos serviços de prestação de cuidados para melhor deteção, diagnóstico, abordagem terapêutica e proteção de contactos de casos suspeitos.”O vírus foi detetado pela primeira vez na Crimeia e está presente em África, no Médio Oriente e na Ásia e há dois anos tinha sido detetado também em Espanha.
Sendo
este o primeiro caso em Portugal, pelo menos, nas últimas décadas. A DGS explica que o registo de casos na Europa tem vindo a aumentar sobretudo devido ao aumento das temperaturas médias.
O contacto com
veados, cabras e javalis que transportam a carraça, está na origem do contágio para as pessoas, que também podem transmitir entre si através do sangue, saliva e outros fluídos.
Além de hemorragias, a sintomatologia da Febre Hemorrágica Crimeia-Congo inclui tonturas, náuseas e os vómitos. Pode ainda afetar o fígado, provocando insuficiência hepática.
Como prevenir picadas de carraça?A DGS recomenda que, em zonas propícias à exposição de carraças, se adote uma série de medidas preventivas para evitar picadas.
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Utilização de roupas claras para que as carraças possam ser vistas e removidas mais facilmente
- Uso de
vestuário de mangas compridas, calças compridas e calçado fechado
- Utilização de
repelente de insetos no vestuário e proteger a pele com produtos que contenham DEET (N,N-dietilm-toluamida), em áreas de risco
- Em passeios no campo, caminhar, se possível, pela zona central dos caminhos, para
evitar o contato com a vegetação, devendo verificar a roupa e o corpo
relativamente à presença de carraças, após atividades na natureza
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Inspecionar a roupa, a pele e o couro cabeludo no regresso de atividades no campo, e remover eventuais carraças. Se estas estiverem agarradas, deve recorrer aos serviços de saúde para que sejam retiradas de forma adequada e ficar atento ao aparecimento de sinais e sintomas, devendo ligar para o SNS24 (808 24 24 24) para ser orientado para serviços de saúde com sinalização prévia.
Fonte: sapo.pt Link:
https://www.sapo.pt/noticias/atualidade/detetado-1-caso-em-portugal-de-febre_66c86c9dc8fa836453b2c5dd