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Autor Tópico: Cancro da mama  (Lida 22059 vezes)

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Online migel

Re: Cancro da mama
« Responder #90 em: 05/02/2016, 10:12 »

Santa Maria da Feira acolhe rastreio do cancro da mama
População feminina, do concelho de Santa Maria da Feira, com rastreio gratuito ao cancro da mama, até 22 de abril de 2016.

O Núcleo Regional do Norte da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), em parceria com a Administração Regional do Norte, lança o apelo às utentes inscritas no Centro de Saúde de Santa Maria Feira, para participarem no "Programa de Rastreio de Cancro da Mama".

Até 22 de abril, a unidade móvel de mamografia encontra-se estacionada nos Bombeiros Voluntários de Santa Maria da Feira, de segunda a sexta-feira, das 9  às e 13 horas e das 13h30 às 17 horas.

As mulheres entre os 45 e os 69 anos, inscritas no centro de saúde, serão convocadas por carta para efetuar o rastreio.

Responda ao nosso convite. O exame é simples e gratuito!

Para marcações ou informações adicionais, as interessadas deverão contactar o Centro de Coordenação do Rastreio, do Núcleo Regional do Norte da LPCC, através de:

    Telefone - 225420682  ou 2254206826
    Email - rcmama.nrn@ligacontracancro.pt

Apelo

A LPCC constata que muitas faltas ao rastreio do cancro da mama derivam da desatualização dos dados de morada nos registos dos centros de saúde, motivo pelo qual apela à atualização dos dados e à participação no programa de rastreio.

O exame mamográfico deve ser repetido de dois em dois anos, de forma a garantir uma prevenção eficaz.


Portal  da saude
« Última modificação: 05/02/2016, 10:15 por migel »
 

Online migel

Re: Cancro da mama
« Responder #91 em: 17/02/2016, 09:00 »
Cancro da mama. Perto de um milhão de mulheres sem acesso a rastreio


O cancro da mama é o que mais atinge as mulheres portuguesas. Nos homens, a lista é liderada pelo tumor na próstata. O cancro mais mortífero continua a ser o do pulmão.


A directora do Registo Oncológico Regional Sul defende um rastreio ao cancro generalizado a todo o país, de modo a que mais doentes possam iniciar tratamento na fase inicial da doença.

Pelo menos um milhão de mulheres não tem acesso a rastreio ao cancro da mama – um tumor maligno com grande incidência e também com uma das maiores taxas de cura entre as portuguesas. Mas as assimetrias regionais não dão oportunidade de diagnóstico igual a todas.

Há uma grande disparidade entre a incidência e a mortalidade associada ao cancro da mama. O problema, diz a directora do Registo Oncológico Regional Sul, Ana Miranda, é que, por exemplo, na Região de Lisboa e Vale do Tejo, os únicos rastreios disponíveis são os da Liga contra o Cancro.

Ficam muitas mulheres de fora e o resultado está à vista, diz a especialista: ainda há casos de mulheres que chegam à fase de diagnóstico em fases muito avançadas – no chamado estadio 4.

Ana Miranda defende, por isso, que um rastreio generalizado a todo o país, “pelo menos conseguia trazer [ao rastreio] mulheres com tumores em estadios mais precoces, em que o tratamento é mais eficaz”.
Jornalista Anabela Góis ouviu Ana Miranda sobre o cancro da mama

O Registo Oncológico Regional Sul abrange quatro milhões e 800 mil pessoas. Os rastreios ao cancro da mama já estão a ser feitos no Alentejo e no Algarve, mas ainda não chegaram à Região de Lisboa e Vale do Tejo, que tem mais população.

No Centro e no Norte do país, estes rastreios são feitos há vários anos.

O Registo Oncológico Regional Sul compilou os dados nacionais e vai divulga-los esta quarta-feira, em Lisboa.

Rastreio poderia reduzir mortes por cancro no colo do útero em 80%

O acesso generalizado aos rastreios também poderia evitar o crescente número de casos de cancro do colo do útero. Todos os anos surgem cerca de mil novos casos.

“A eficácia do rastreio é comprovadamente muito grande. Se toda a gente aderisse, um rastreio organizado diminuiria a mortalidade em cerca de 80%”, refere Ana Miranda.

Por enquanto, continuam a surgir casos já numa fase muito adiantada, mas a situação pode ser revertida, porque “o rastreio do colo do útero é o único que consegue detectar lesões pré-malignas”, explica a directora do Registo Oncológico Regional Sul.

Nesta altura, fazem-se rastreios ao cancro no colo do útero apenas no Alentejo, no Algarve e na região Norte.
Jornalista Anabela Góis com Ana Miranda sobre o rastreio ao cancro do colo do útero

Cancro do pulmão é o que mais mata, mas tem rival

Apesar de estar em regressão, o cancro mais mortífero continua a ser o do pulmão. “É, de longe o tumor mais importante, porque, apesar de ter uma incidência mais baixa, continua a ser o mais letal”, afirma a directora do Registo Oncológico Regional Sul.

Mas a situação está a mudar. A mudança de hábitos está a fazer disparar os casos de tumor no colón.

“Subiu substancialmente. Passámos de 30 por 100 mil em termos de casos incidentes para 48/49 por 100 mil. Estamos quase a par do cancro no pulmão e certamente que o vai ultrapassar”, afirma Ana Miranda.

A taxa mais baixa de cancro no colón regista-se na região Centro, onde o rastreio se faz há mais tempo – tal como o cancro da mama nas mulheres.

Dos cancros rastreáveis, a mama é que o que regista maior número de novos casos em Portugal, seguido pelo da próstata e do colón.

Nas mulheres, o cancro da mama é o tumor com maior prevalência, enquanto nos homens é o da próstata. Em ambos casos, a taxa de mortalidade é baixa em comparação com a incidência.


Fonte: Sapo.pt
 

Online migel

Re: Cancro da mama
« Responder #92 em: 11/04/2016, 10:56 »
«Sempre Mulher»: tempo chuvoso não desmobiliza apoio à luta contra cancro da mama



A Corrida Sempre Mulher regressou neste domingo ao centro de Lisboa, com o tempo chuvoso a não desmobilizar milhares de participantes que se juntaram na Praça dos Restauradores para mais uma iniciativa de apoio à mulher com cancro da mama.

Pelas 10:00, o eixo central da capital encheu-se de milhares de corredores e caminhantes que aderiram à ação.

A iniciativa, uma corrida de competição (exclusiva para mulheres) ou uma caminhada/corrida de lazer, com participação aberta a todos, visa a angariação de fundos que revertem a favor da Associação Portuguesa de Apoio à Mulher com Cancro da Mama, uma IPSS com fins de saúde, sem fins lucrativos e de utilidade pública.

A associação dedica-se, desde 1999, ao diagnóstico precoce em oncologia, em especial na mulher, tendo por missão essencial prestar cuidados de medicina preventiva, curativa e de reabilitação a utentes com doença oncológica, nomeadamente mamária e ginecológica, e cuidados de saúde à população em geral através da sua unidade privada de saúde.

DD
 

Online pantanal

Re: Cancro da mama
« Responder #93 em: 07/06/2016, 10:20 »
MamaHelp já tem sede em Lisboa para apoiar mulheres com cancro da mama e seus familiares

Publicado em 6 de junho de 2016 - 19:00

Após o sucesso da experiência no Porto, a MamaHelp chegou a Lisboa. Com sede na Clínica Saúde Estrutural, perto da Fundação Champalimaud, a associação dá apoio a mulheres com cancro da mama e seus familiares.

“O objetivo é permitir, num único local, o acesso à Medicina Integrativa, ou seja, quer a Medicina convencional como a complementar são exercidas por profissionais qualificados que só seguem o que está provado cientificamente”, explicou Maria João Cardoso, cirurgiã da mama da Unidade de Mama do Centro Clínico Champalimaud e presidente da Direção. Além de cuidados de saúde, a instituição, sem fins lucrativos, vai também ter um gabinete de imagem.

Maria João Cardoso desde sempre que se dedicou à patologia mamária. Quando fazia parte da equipa do Centro Hospitalar de São João, no Porto, deparou-se com várias experiências que a levaram a pensar em criar uma instituição que ajudasse quem sofre de cancro da mama. “Percebi que existe um enorme desconhecimento da doença e como é importante, num único local, poder-se cuidar do corpo e da mente.”


E relembrou: “A quimioterapia é um tratamento muito agressivo, mas foi aquele que se revelou mais eficaz ao longo destes anos, por isso, é crucial acompanhar esta terapêutica com outras complementares que minimizem o mal-estar.”


"Também é preciso conhecer a doença"

Na MamaHelp também se aposta no empoderamento das mulheres e dos seus familiares. “Em Lisboa, organizamos, na Biblioteca da Fundação Champalimaud, sessões informativas, porque é muito importante formar as pessoas, pois, para se ter qualidade de vida quando se tem cancro, também é preciso conhecer a doença”, sublinha Maria João Cardoso.


A instituição começou por ter o espaço do Porto, na Ordem da Trindade, e, neste momento está a apostar em Lisboa. “Muitas pessoas perguntavam quando chegaríamos à capital e, apesar de ainda não termos todas as valências, estamos a trabalhar para que o apoio do Porto seja reproduzido, na íntegra, em Lisboa.” Apesar desta fase inicial, quem recorrer à MamaHelp na capital já tem acesso a vários tipos de cuidados, como Nutrição, Psicologia, Fisioterapia, Osteopatia, Acupuntura e aulas de Pilates.

“Em Lisboa, ainda vamos fazer obras para se ter um gabinete de imagem, essencial, porque melhora a autoestima”, esclarece Maria João Cardoso.


Fonte: http://www.justnews.pt/noticias/mamahelp-ja-tem-sede-em-lisboa-para-apoiar-mulheres-com-cancro-da-mama-e-seus-familiares/#.V1aNWjUrK1s
 

Online migel

Re: Cancro da mama
« Responder #94 em: 12/07/2016, 08:46 »
Exercício diminui 20 a 40% a fadiga e dor associadas ao tratamento do cancro da mama

 
O exercício físico moderado, adaptado e supervisionado pode diminuir entre 20 a 40% a fadiga e a dor associadas ao tratamento do cancro da mama em mulheres, de acordo com um estudo desenvolvido por um investigador do Porto.

Este é um dos resultados de um projeto desenvolvido pelo investigador da Faculdade de Deporto da Universidade do Porto (FADEUP) Eduardo Oliveira, cuja finalidade é verificar o contributo do exercício na melhoria da qualidade de vida das mulheres com esta patologia, nas diferentes fases do tratamento.

Ao todo, foram avaliadas 80 mulheres ao longo de 12 semanas, fazendo 40 delas parte do grupo de intervenção, 25 do grupo de controle e 15 do grupo de mulheres saudáveis que faziam exercício, com idades compreendidas entre os 24 e os 78 anos.

Foram submetidas a duas sessões semanais gratuitas de 60 minutos de exercício moderado, compostas um treino cardiovascular (bicicletas), trabalho de força nos membros inferiores (utilizando o própria peso da doente) e exercícios de mobilidade para os membros superiores (com elásticos).

Durante o protocolo foram sendo monitorizadas de forma a verificar se estavam aptas a continuar os exercícios, excluindo-se aquelas que tinham uma anemia severa, febre ou o sistema imunitário debilitado, explicou o investigador.

No fim do estudo, foi também possível verificar que um protocolo de exercício individualizado e ajustado para cada uma das doentes permite melhorar a aptidão cardiorespiratória e a funcionalidade do dia-a-dia, comparativamente às mulheres que não fazem exercícios.

Em consequência disso, constatou-se uma melhoria no estado emocional e social das mulheres submetidas a este programa, devido à interação entre as doentes e os profissionais e à partilha de experiências, "extravasando a componente física" do projeto.

Outro resultado significativo é que as doentes que seguiam o programa, contrariamente às mulheres que só faziam parte do grupo de controlo, não "adiavam nem deixavam de ir aos tratamentos", conseguindo cumprir o plano de tratamento "com maior eficácia".

"Quando uma pessoa sente-se cansada a tendência é que a sua atividade física diminua", referiu Eduardo Oliveira, acrescentando que esse comportamento leva a "círculo vicioso".

A fadiga derivada dos tratamentos é "intensa e permanente", diferente da fadiga associada ao exercício físico, que proporciona uma "sensação de bem-estar", acrescentou.

Segundo Eduardo Oliveira, parar totalmente a atividade não é o mais aconselhável visto que a este comportamento está associada a perda de força, a atrofia muscular e a perda de massa magra, para além da diminuição da aptidão cardiorespiratória.

A parte interventiva da investigação decorreu no centro de apoio Mama Help, no Porto, que se carateriza por fornecer recursos de tratamento não médico durante o processo de tratamento das mulheres com cancro da mama, para atenuar alguns sintomas associados ao mesmo.

Este projeto foi orientado por Maria João Cardoso, cirurgiã chefe da unidade da mama da Fundação Champalimaud e diretora do Mama Help, e José Soares, docente da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto.

Diário Digital com Lusa
 

Online migel

Re: Cancro da mama
« Responder #95 em: 01/02/2017, 15:09 »
Estudo publicado na revista "Breast Cancer:Targets and Therapy"


no dia 01 de Fevereiro de 2017

Um composto natural encontrado no tomilho, salsa, aipo e brócolos, reduz o risco de desenvolvimento de metástases que têm origem no cancro da mama triplo negativo, revela um estudo publicado na revista "Breast Cancer: Targets and Therapy".

O cancro da mama triplo-negativo, que inclui 15 a 20% de todos os tumores da mama, é um tipo de cancro particularmente mortal que  se dissemina frequentemente para locais distantes.

No cancro da mama triplo-negativo, as células cancerígenas não expressam os três recetores que são alvo dos regimes quimioterapêuticos actuais. Devido à ausência destes recetores, os fármacos anticancerígenos comuns não conseguem detectar as células cancerígenas. Desta  forma os médicos têm de adoptar estratégias de  tratamento extremamente agressivas e altamente tóxicas.

As mulheres com este tipo de cancro desenvolvem frequentemente metástases que têm origem na células resistentes aos fármacos. Assim, são necessárias terapias mais seguras e eficazes para combater este tipo de cancro mortal.

No estudo os investigadores da Universidade de Missouri-Columbia, nos EUA, focaram-se na luteolina um composto vegetal não-tóxico que tem demonstrado ser eficaz contra vários tipos de cancro. Através da utilização de células do cancro da mama triplo negativo crescidas em  ratinho, os investigadores decidiram averiguar se a luteolina era capaz de impedir o desenvolvimento de metástases.

No primeiro conjunto de testes, os investigadores verificaram que o composto inibia as  metástases do cancro triplo negativo nos pulmões dos ratinhos afectados. Na maioria dos casos verificou-se que os ratinhos não perderam peso, o que significa que a luteolina não teve efeitos tóxicos.

Os investigadores, liderados por Salman Hyder, testaram também o efeito da luteolina na migração das células através do organismo. Experiência in vitro demonstraram que o tratamento com a luteolina inibiu a migração das células.

O investigador refere que as células do cancro da mama triplo-negativo são altamente móveis o que as ajuda a metastizar para outros órgãos. Este estudo demonstrou que a luteolina para além de inibir a migração das células cancerígenas também é capaz de as eliminar.

Os investigadores esperam que estes achados incentivem uma investigação mais aprofundada da luteolina, como um agente anti-metastático que pode ser utilizado para combater o cancro da mama triplo negativo.

Alert
 

Online migel

Re: Cancro da mama
« Responder #96 em: 31/10/2017, 09:37 »
Cancro da mama: poderão as mulheres cegas ajudar no diagnóstico?



Texto de Marcelo Teixeira Chama-se Discovering Hands e é uma empresa social alemã que utiliza o sentido tátil aprimorado de mulheres invisuais para detetar, precocemente, irregularidades nos tecidos mamários. Está a funcionar na Alemanha e na Áustria, tem projetos-piloto na Índia e na Colômbia e no próximo ano vai chegar a Lisboa. A ideia é simples: contratar mulheres cegas para fazerem apalpação a outras mulheres e poderem detetar, em fases embrionárias, potenciais cancros de mama. Fundada em 2012 pelo ginecologista alemão Frank Hoffmann, o projeto não se tenta substituir à medicina, antes quer complementá-la. «Estas mulheres são assistentes e não […]

Para saber mais clique aqui: www.noticiasmagazine.pt
 

Online migel

Re: Cancro da mama
« Responder #97 em: 30/10/2018, 16:21 »
O que provoca o cancro da mama? O que sabemos e do que suspeitamos

A pílula aumenta o risco de cancro da mama? E o stress? E a carne processada? No mês da prevenção da doença, duas especialistas falam sobre os fatores de risco cuja associação ao cancro está comprovada e aqueles que ainda carecem de confirmação.
Joana Capucho

30 Outubro 2018 — 06:25

 


É o mais frequente entre as mulheres e a principal causa de morte entre os 35 e os 55 anos no sexo feminino. Todos os anos se registam entre cinco e seis mil novos casos de cancro da mama em Portugal. Sabe-se que 5% a 10% têm origem genética, mas desconhecem-se as causas exatas dos restantes 90%. Ao longo dos anos, elementos como as hormonas, a alimentação, o sedentarismo ou a obesidade têm vindo a ser associados ao cancro da mama, mas não é possível dizer que algum deles seja causa direta da doença. Além disso, nem todas as associações estão comprovadas pela ciência.

"A maior parte dos cancros da mama são doenças multifatoriais, mas não sabemos exatamente a causa. Se existisse uma só causa, seria mais fácil encontrar a cura", diz ao DN Fátima Cardoso, diretora da Unidade da Mama do Centro Clínico Champalimaud (CCC), a propósito do Dia Nacional da Luta contra o Cancro da Mama, que se assinala nesta terça-feira. Existem alguns fatores de risco, mas a existência desses elementos não quer dizer que a pessoa vá necessariamente confrontar-se com a doença. "Há quem tenha vários fatores de risco e nunca desenvolva cancro, tal como há quem tenha a doença mas não tenha nenhum fator de risco", ressalva a especialista.
Cancro é uma doença do nossos genes

O cancro não é uma agressão externa. "É uma doença dos nossos genes, que todos os dias sofrem agressões, como o sol, o tabaco ou a poluição. O nosso sistema está feito para que haja uma correção dessas alterações, mas, quando são de uma ordem de grandeza que ultrapassa a capacidade de o corpo as corrigir ou quando existe uma falha no sistema de correção [como nos cancros hereditários], acumulam-se alterações nos genes. As células ficam tão alteradas que se tornam malignas", esclarece Fátima Cardoso.

As células normais nascem, diferenciam-se - tornando-se especialistas a exercer determinada função - e, ao chegar a determinada altura, morrem naturalmente. "As células malignas perdem a sua capacidade de se diferenciar e concentram todas as suas forças a crescer, a multiplicar-se. Ganham a capacidade de ser imortais", explica a investigadora do CCC. Assim, prossegue, "há fatores de risco que ou aumentam as agressões às células ou alteram a capacidade de correção dessas mesmas alterações".


Fátima Cardoso, diretora da Unidade da Mama do Centro Clínico Champalimaud.

© Leonel de Castro/Global Imagens
Genes, idade, género e hormonas

Apenas se pode falar em causas do cancro da mama quando a doença é hereditária. Para 5% a 10% dos casos há uma causa genética - como a alteração no gene BRCA - que aumenta em até 80% a probabilidade de uma pessoa sofrer da doença. Nesses casos, quando se sabe que se tem a mutação genética, podem tomar-se algumas medidas preventivas, como as cirurgias profiláticas, prevenção através de fármacos ou vigilância proativa. De resto, o que existe são fatores que aumentam a probabilidade de ocorrência da doença.

A idade e o género são fatores generalistas, amplamente aceites pela comunidade científica. "Sabe-se que o cancro da mama é bastante mais provável na mulher e que, apesar de ter aumentado a deteção em mulheres mais jovens, a possibilidade de ter a doença aumenta com a idade", diz ao DN Catarina Santos, especialista em cirurgia oncológica da mama no Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa.

Os fatores relacionados com o ambiente hormonal também são assumidos pelos especialistas como comprovados. "Quanto maior exposição a hormonas femininas - estrogénio e progesterona - a mulher tiver, maior a probabilidade de ter cancro da mama", refere a médica-cirurgiã. Por isso, prossegue, "quanto mais precoce a menarca [primeira menstruação] e mais tardia for a menopausa, o que implica mais ciclos ao longo da vida", maior é o risco de vir a desenvolver cancro da mama.

Não ter filhos e não amamentar também são fatores de risco confirmados. A explicação, refere Fátima Cardoso, está relacionada com o facto de a mama só se desenvolver completamente quando a mulher tem uma gravidez que é levada a termo, ou seja, quando a mama forma leite. "Nessa altura, as células da glândula mamária completam a sua diferenciação. E, quanto mais especializada é a célula, menos se divide. Por isso é que a gravidez e o aleitamento são fatores protetores da doença."

A gravidez e o aleitamento são fatores protetores da doença

Já a terapêutica hormonal de substituição, usada para atenuar os efeitos da menopausa, aumenta o risco de uma mulher vir a desenvolver cancro da mama. "Se for mesmo necessária, recomendamos que não se tome durante mais do que cinco anos", afirma a diretora da Unidade da Mama do CCC.

Os tratamentos de fertilidade e a pílula são, segundo Catarina Santos, "fatores que ainda são discutíveis, mas cada vez surgem mais evidências de que podem estar associados a esta patologia". Como existem poucas décadas de utilização de ambos, não há estudos conclusivos. "Começam, no entanto, a surgir dados que mostram que uma exposição prolongada à pílula anticoncecional pode estar associada a um aumento do risco", indica a médica-cirurgiã do IPO, ressalvando que esse risco parece desaparecer no momento em que a toma é suspensa - o que geralmente acontece nas idades em que o cancro não é tão frequente.

Sobre a pílula, Fátima Cardoso destaca, ainda, que "sofreu uma grande evolução ao longo dos anos, sendo que, com as novas, o aumento do risco é muito limitado". Por outro lado, apresenta benefícios ao nível da prevenção do cancro do ovário, o que acaba por "anular" os perigos para o cancro mama.
Alimentação, stress e depressão

É difícil fazer estudos na área da nutrição e do cancro, razão pela qual, segundo as especialistas consultadas, há muita desinformação sobre o tema. Não raras vezes, surgem estudos a associar o consumo de determinado alimento ao aparecimento da doença, mas, por agora, não existem provas científicas de que algum alimento seja protetor ou causador do cancro da mama.

Já neste mês, por exemplo, um estudo de investigadores da Escola de Saúde Pública TH Chan de Harvard, nos Estados Unidos, publicado no International Journal of Cancer, concluiu que as mulheres que ingeriram altos níveis de carne processada, como bacon e salsichas, tinham mais 9% de risco de contrair cancro da mama do que aquelas que comiam pouco esse tipo de alimento.

Catarina Santos afirma, no entanto, que, embora existam várias suspeições, "não há nenhum alimento que se tenha demonstrado como sendo um fator de risco". "Não há evidências demonstradas", sublinha, destacando que existem alguns aspetos de alimentação que podem pesar. "Se contribui para a obesidade ou se tem uma dose elevada de hormonas adicionais, acaba por condicionar, mas não há nenhum alimento em particular que se assuma como um fator de risco significativo."

Também é comum ouvir dizer que o consumo de açúcar está relacionado com o aparecimento da doença. "Ouve-se que as células tumorais se alimentam de açúcar, mas não são só as tumorais. São todas. Tudo o que comemos é transformado em determinado tipo de açúcar que as células podem metabolizar, mas isso não é específico das tumorais", alerta Fátima Cardoso.

"Ouve-se que as células tumorais se alimentam de açúcar, mas não são só as tumorais. São todas.

Existem também teorias que relacionam o stress e a depressão com o desenvolvimento de tumores malignos na mama. "Todos conhecemos pessoas nas quais o cancro apareceu depois de uma situação muito difícil na vida, como a perda de um ente querido ou uma doença prolongada. Não se pode dizer que esteja totalmente entendida a razão pela qual isso acontece, mas suspeita-se de que pode ser porque o stress e a depressão afetam o sistema imunitário", avança a investigadora do CCC.
Inatividade física, obesidade e tabaco

A inatividade física não é uma evidência clara quando falamos de fatores de risco para o cancro da mama. "Mas os principais estudos mostram que, para quem já teve cancro, o exercício diminui o risco de recidiva da doença. Não evita que a pessoa tenha cancro, mas é sempre bom ter uma vida saudável, porque faz que a saúde seja globalmente melhor", prossegue.

Embora não esteja provado como fator de risco inequívoco, a obesidade também tem sido relacionada com um aumento da incidência desta patologia. Segundo Catarina Santos, é tida como um elemento importante nas sociedades ocidentais. "Nesta área, existem vários fatores em estudo, um deles relacionado com o tecido adiposo. É aí que são produzidas as hormonas femininas após a menopausa, pelo que ser obeso tem esse inconveniente: a pessoa tem mais bem-estar porque tem mais hormonas, mas tem mais exposição hormonal, o que pode ser um contributo para a doença", refere a especialista em cirurgia oncológica da mama.

O cancro da mama não é dos que estão mais associados ao tabaco - como o do pulmão, por exemplo -, mas este também pode ter alguma influência no desenvolvimento da doença. "Faz mal quando as mulheres começam a fumar muito jovens (sobretudo na adolescência), porque a mama não está completamente desenvolvida. A agressão do tabaco nessas idades tem um impacto maior porque a glândula mamária ainda está imatura", avança Fátima Cardoso.
Outros fatores associados

Segundo Catarina Santos, existem outras condições associadas a esta patologia, como a existência de história familiar (independentemente de existir ou não uma causa genética), a exposição a radiação para tratamento de outros tumores e a existência de lesões benignas na mama.

Atendendo aos fatores que se sabe que podem aumentar a probabilidade de ocorrência do cancro da mama, Fátima Cardoso reconhece que "há alguns estilos de vida que podem ajudar a diminuir o risco", mas "não podemos evitar que o cancro nos bata à porta". No entanto, termina com um alerta: "Há uma coisa que todos podemos fazer que tem uma importância enorme na sobrevida, que é o diagnóstico precoce. Quanto mais precocemente for detetado, maiores as probabilidades de cura. Esteja atenta aos sinais de alarme, recorra ao médico de imediato e faça a mamografia regularmente."



Fonte: DN
 

Offline rodrigosapo

Re: Cancro da mama
« Responder #98 em: 11/01/2019, 15:10 »
Será que provoca cancro da mama? Desvende 8 mitos sobre a mamoplastia


É uma das cirurgias mais procuradas pelas mulheres portuguesas. A mamoplastia (de aumento ou redução) é uma cirurgia plástica que permite à mulher encontrar a forma ideal da sua mama.
 Será que provoca cancro da mama? Desvende 8 mitos sobre a mamoplastia


© iStock

Notícias ao Minuto
07:00 - 09/01/19 POR LILIANA LOPES MONTEIRO 

 
O médico David Rasteiro, especialista em cirurgia plástica, enumera alguns dos mitos mais comuns relacionados com esta cirurgia. Se está a pensar em mudar o seu corpo saiba algumas das respostas que a poderão elucidar antes de optar por esta cirurgia.

A colocação de próteses mamárias causa cancro da mama?

Este é um mito há muito afastado por inúmeros estudos científicos que comprovam inequivocamente que a colocação de próteses mamárias não aumenta o risco de cancro da mama. É um procedimento altamente seguro e é recomendável que seja realizado por um cirurgião devidamente certificado pela Ordem dos Médicos.

Depois de realizar uma mamoplastia de aumento ou redução posso realizar mamografias?

Não há qualquer interferência das próteses de silicone com a realização da mamografia, nem da sua apreciação por um radiologista. Não existe, portanto, maior dificuldade em avaliar eventuais lesões da mama.

Só se deve realizar esta cirurgia após ter filhos?

O timing para a colocação das próteses mamárias não está ligado directamente com uma gravidez. Pode realizar a cirurgia antes da primeira gravidez ou entre gravidezes.  Contudo, se estiver a pensar ter um filho brevemente, deverá programar a cirurgia posteriormente à gravidez. A razão é simples, todas as mulheres sabem que após a gravidez e aleitamento materno a mama sofre alterações, pode aumentar, cair um pouco e até diminuir o seu tamanho. Neste caso, ao colocar as próteses mamárias após a gravidez poderá corrigir estas alterações normais da mama.

É possível amamentar com próteses mamárias?

Não há qualquer impedimento para amamentar após a realização de uma mamoplastia de aumento. Não há alteração da qualidade do leite, nem passa qualquer substância prejudicial para o bebé. A grande maioria das mulheres tem filhos após a cirurgia e amamenta sem problemas.

Não posso fazer exercício físico durante três a seis meses.

Após a cirurgia deve haver um período de repouso de quatro semanas, altura em que se pode iniciar exercício físico ligeiro, como por exemplo, jogging. Seis semanas após a cirurgia pode regressar à actividade física sem quaisquer restrições. Esta situação é recomendável quer seja para mamoplastia de aumento ou mamoplastia de redução.

Vou perder a sensibilidade do mamilo?

A cirurgia de mamoplastia de aumento e redução habitualmente não interfere com a sensibilidade do mamilo, e mesmo que transitoriamente haja alguma alteração pontual, a paciente recupera a sensibilidade total ao fim de 6 meses. Excepcionalmente poderão subsistir alterações da sensibilidade do mamilo, mas os casos são raros e requerem sempre um acompanhamento por parte do médico.

Uma mamoplastia de redução só é realizada por questões estéticas.

Errado. É importante perceber que para além de alterações estéticas associadas a uma mamoplastia de redução, existem também questões de melhoria da saúde de uma paciente. Uma paciente submetida a uma mamoplastia de redução terá obrigatoriamente uma melhoria da sua postura. Esta cirurgia permite uma poupança no esforço e desgaste da coluna cervical e lombar.

As pessoas vão perceber que fiz uma mamoplastia, pois o resultado é artificial.


Esta afirmação está errada. O objectivo desta cirurgia é precisamente aumentar ou diminuir o volume da mama, melhorar a sua forma e manter um aspeto e dinâmicas naturais. Seja em que situação for, na praia, numa festa ou no seu local de trabalho, sentir-se-á confortável e confiante com o resultado da cirurgia. Se a cirurgia for planeada adequadamente e o volume da prótese mamária adaptada à estrutura física da mulher, obterá um resultado mais natural, mas ao mesmo tempo com uma melhoria estética enorme. No caso da mamoplastia de redução a situação da redução do volume da mama permite à mulher melhorar a sua auto-estima. Atualmente existem já técnicas de simulação 3D que permitem observar resultados com 90% de aproximação ao resultado final de uma cirurgia.

Fonte: Noticias ao Minuto 
 

 



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