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..:: Deficiente-Forum - Inclusão Social ::.. Responsável Ana-S => Turismo Acessivel => Tópico iniciado por: migel em 28/07/2012, 08:13
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Turismo de saúde em Portugal vai ter plano até ao final do ano
27/07/2012
(http://www.rcmpharma.com/sites/default/files/news/large-thumbs/PELE_L.jpg)
Como é que se promove a qualidade da saúde prestada em Portugal? Vale a pena oferecer pacotes de tratamentos que incluam o sector do lazer e hotelaria, por exemplo um programa de golfe? Qual o potencial em euros da prestação de cuidados médicos a não-residentes? Estas questões estão por agora em aberto, mas até ao final do ano o Health Cluster Portugal (HCP) pretende ter um plano para lançar o turismo de saúde no país. Do lado da tutela, o ministro Paulo Macedo já fez saber que um dos objectivos do governo é internacionalizar a saúde, avança o jornal i.
Um dos interlocutores do governo neste dossiê é esta associação dedicada a promover a competitividade no sector da saúde, com 128 associados. Joaquim Cunha, administrador executivo do HCP, adiantou ao i que, no primeiro semestre, foi criado um grupo de trabalho que junta 20 entidades, de hospitais públicos e privados à Associação Empresarial de Portugal, porque entenderam valer a pena usar outras estruturas já existentes no ramo da hotelaria e turismo e pensar uma estratégia colectiva. Vão mapear a oferta a nível europeu e perceber em que áreas Portugal pode ser competitivo, em diálogo com o grupo criado pelos ministérios da Saúde e da Economia, que pretendem propostas exequíveis a curto e médio prazo.
Ortopedia e reabilitação são dois palpites de áreas fortes, mas o diagnóstico ainda está a ser feito, diz Joaquim Cunha ao i. Entre as conclusões iniciais surgem a necessidade de promover a qualidade da saúde portuguesa lá fora, aumentando as acreditações internacionais das unidades, criar uma marca comum e oferecer preços preferencialmente mais baixos. Outra ideia é que mais do que promover o turismo junto dos potenciais clientes, importa chegar a prescritores ou companhias de seguros.
A tutela já anunciou que pretende aumentar as receitas externas com a venda de serviços em território nacional e prestação de serviços nos mercados da CPLP. Projecções concretas do potencial de encaixe, para já, seria “leviano”, diz Cunha, admitindo que uma visão ideológica da saúde tem adiado a discussão do sector como motor de economia. Com a nova directiva de mobilidade transfronteiriça, que a partir de 2014 tornará possível a qualquer cidadão da UE escolher em que país quer ser tratado no âmbito dos sistemas nacionais de saúde, acredita que o tema se tornou incontornável. “Se prepararmos os hospitais para o turismo de saúde, também estamos a preparar-nos para a mobilidade. Se não fizermos nada, corremos o risco de drenar o nosso sistema. Ou agimos ou reagimos.” Países como a Turquia, Jordânia, Hungria, Malta ou Polónia, cada vez mais competitivos neste sector, são algumas das referências para o HCP. “Não ambiciono que venhamos a ser a Florida da Europa, mas queremos ter uma fatia. Temos de ir a jogo”.
Fonte: http://www.rcmpharma.com/actualidade/politica-de-saude/27-07-12/turismo-de-saude-em-portugal-vai-ter-plano-ate-ao-final-do-an (http://www.rcmpharma.com/actualidade/politica-de-saude/27-07-12/turismo-de-saude-em-portugal-vai-ter-plano-ate-ao-final-do-an)