Turismo inclusivo ainda tem barreiras na Região
no dia 19 de Maio de 2014
O turismo inclusivo é uma área em desenvolvimento e que tem sido promovido em São Miguel pela Cresaçor que, em parceria com Associação de Juventude de Candelária, dinamiza o posto de eco-turismo 'eco-Atlântida´, nas Sete Cidades, fornecendo serviços adaptados para pessoas com necessidades especiais.
Em causa está a oportunidade de dar umas férias normais a pessoas que tenham necessidades especiais, sobretudo por não poderem andar ou pela falta de visão. A canoagem, a deslocação pela ilha numa carrinha adaptada, passeios de 'joellette' - uma cadeira própria para fazer passeios pedestres com pessoas com necessidades especiais - e ainda os programas de férias adaptados para pessoas com necessidades especiais, que inclui São Miguel e Santa Maria, estão entre as atividades de turismo inclusivo que a Cresaçor já disponibiliza.
e embora ainda esteja pouco desenvolvido em São Miguel, o turismo inclusivo tem tido uma cada vez maior procura sobretudo por parte de estrangeiros que querem conhecer os Açores, principalmente americanos, alemães e, mais recentemente, russos. Contudo, o turismo inclusivo ainda 'esbarra', tal como as pessoas com necessidades especiais, numa série de barreiras que permanecem nos Açores em relação, sobretudo, às pessoas como mobilidade reduzida. Isto porque, 'verificamos que há ainda muitos edifícios, públicos e privados, que não estão devidamente adaptados para que a acessibilidade das pessoas com problemas de mobilidade seja feita sem qualquer constrangimento", lamenta a coordenadora geral da Cresaçor, Célia Pereira, para quem é necessário dotar os principais edifícios públicos e privados de melhores acessibilidades e fornecer, nos casos dos invisuais, mais informação em Braille, para que eles possam conhecer os Açores em pé de igualdade com os outros turistas.
Um esforço que não passa só pelo stor público ou pelo Governo Regional, em concreto, mas que acaba por ser uma responsabilidade de todos "no sentido de tornarmos as nossas ilhas acessiveis áqueles que nos visitam independentemente da sua condição", alerta a coordenadora geral da Cresaçor - Cooperativa Regional de Economia Solidária, que tem desde 2005 o alvará de empresa de animação turística, altura em que começou a desenvolver em São Miguel o turismo inclusivo. E isso aconteceu porque "entendemos que o acesso ao turismo pode ser também um fator de exclusão social", conclui Célia Pereia, acrescentando que "este tem sido um caminho difícil de sensibilização, de divulgação e de combate a preconceitos".
Rui Jorge Cabral
PCD