Os MAMÍFEROS são vivíparos com reprodução sexuada interna. A maioria das gestações ocorre dentro do útero, nutrido pela placenta e protegido pelo âminio. No jogo amoroso os machos se tornam exibicionistas e carinhosos para a conquista.
O canguru dá um abraço na fêmea, as lhamas sentam em lugares frescos, as zebras se beijam, os cervos utilizam os chifres como atração sexual, a baleia corcunda repete por horas a mesma canção e o hipopótamo nada calmamente em ritual de sedução.
As focas demonstram mansidão no início, mas o coito só se realizará depois de muita luta.
Entre os mamíferos, existe trinta espécies diferentes que mantém relações homossexuais. Apenas 5% praticam a monogamia (ter uma única parceira durante toda a vida). Como o periquito e o urso que é fiel a fêmea. Procurando sempre a mesma companheira para copular. Outros animais se unem somente no momento da cópula (leões).
Animais que vivem em bando como o leão marinho, o cavalo e o boi são prosmísculos. Pois cuidam de várias fêmeas se acasalando com todas elas deixando-as fecundas.
O elefante-marinho chega a copular com 100 fêmeas e quando está somente na companhia de machos, copula com eles (bissexualismo). Os espermatozóides dos ratos se dirigem para o óvulo em fila indiana.
Este comportamento em grupo, faz a sua velocidade aumentar em 50%. O que não aconteceriam com gametas sozinhos. Após o acasalamento o rato-da-pradaria fêmea adquire um instinto materno, devido a liberação do hormônio oxitocina. E o macho se torna agressivo defendendo o território e a monogamia, devido a liberação do hormônio vasopressina.
A rainha do rato toupeira pelado é a única fértil, sendo responsável por toda a cria da espécie. As baleias-brancas machos brincam eroticamente envolvendo de 3 a 6 baleias. Um fica no centro e os demais tentam copular com ele (homossexualismo e orgia).
Os peixes-bois machos acariciam mutuamente os seus sexos e alguns golfinhos machos usam a voz em forma de ondas sonoras e estimulam o sexo do companheiro (masturbação). Nas marmotas de 5 coitos, 3 ocorrem entre fêmeas e os elefantes africanos machos formam casais e trios homossexuais. Vivem juntos em cópulas (homossexualismo e orgia).
Girafas e leões machos se acariciam, mostram o sexo e copulam. A grande parte dos antílopes machos adultos cortejam os jovens mostrando o pescoço preto e branco e depois montam neles. E algumas zebras chegam ao fim da vida, tendo sempre uma relação homossexual, sem nunca ter copulado heterossexualmente.
O casal homossexual de machos guepardo criam a prole abandonada de outros animais. Poucas espécies de animais têm homofobia (aversão ao homossexualismo.) Como os veados-de-rabo-branco que são heterossexuais têm homofobia, chegando a agredir os homossexuais.
As fêmeas dos macacos rhesus, escolhem quando e com quem querem copular. Se um macho deseja ingressar em outro grupo, ele deverá acasalar-se com uma fêmea para avaliação feminina. O ato sexual nesta espécie tem função reprodutiva e de integração social. Sendo este comportamento comum em outras espécies de macacos.
O gato arrasta a fêmea pelo pescoço e realiza o coito. Após alguns segundos retira o pênis “espinhento” (estimula a ovulação); o qual provoca na gata miados gritantes. O ato sexual se repete por toda à noite.
Os Coelhos reproduzem o ano todo e após 40 dias do parto, a fêmea está pronta para novos coitos. Ao nascerem a maioria dos filhotes estão formados, com exceção dos mamíferos marsupiais (gambá, canguru e coala). Devido a sua placenta ser reduzida, os filhotes saem do útero com uma aparência quase embrionária e caminham para dentro do marsúpio (bolsa no corpo da fêmea) para terminar o desenvolvimento.
As chimpanzés bonobas se relacionam heterossexualmente e homossexualmente, mesmo tendo muitos machos a disposição. As macacas japonesas se relacionam homossexualmente atacando os machos que se aproximam. Existe um grupo de mamíferos que não tem placenta, sendo ovíparos (onitorrinco e equidna).
Seus filhotes ao nascerem, lambem o leite que escorre das mamas da mãe. As fêmeas de uma espécie de morcego da Austrália, dão a luz de cabeça para baixo. A fêmea educa a cria através de brincadeiras lúdicas. E quando não vigia os filhotes, quem o faz é o grupo ou seu parceiro sexual. Os filhotes do macaco símios, do gambá e do coala ficam agarrados no dorso ou na barriga da mãe.
O tigre cuida da prole até os 2 anos e nas florestas ursas dão palmadas nos filhotes enquanto outras se unem homossexualmente para criá-los. Em momento de perigo os felinos mudam a cria de um lugar para outro. É comum encontrar em grupos de cães ou cadelas um comportamento homossexual. E em algumas espécies, a cachorra pratica o canibalismo e o coelho o incesto matando sua cria.
Os filhotes de golfinhos ao nascerem são guiados pela mãe para a primeira inalação de ar. E dentro de um ano se alimentam apenas de leite e é com ela que aprende a caçar. Alguns golfinhos e elefantas se recusam a abandonar o filhote em caso de morte.
No reino dos elefantes predomina uma sociedade matriarcal, onde é a fêmea que dirige o grupo.
A vaca reconhece seu bezerro no meio de outros pelo mugido e o cheiro. E outras prenhas, sentindo a morte certa no matadouro fogem para parir, retornando em seguida.
No reino dos leões os filhotes de uma mãe morta são adotados, protegidos e amamentados por outra leoa e a fêmea orangotango zela dos filhotes por três anos ensinando-os a sobreviver. Ao parir, a maioria das fêmeas de mamíferos, comem a placenta.
Os hormônios encontrados nela auxiliam na liberação do leite materno. Independente da espécie, algumas fêmeas passam por uma gravidez psicológica. O que ocorre nelas é um aumento de peso, corrimento vaginal e produção de leite. Podem até a adotar um objeto como se fosse seu filhote.
Por: Leticia Luccheze