A ASTA - Associação Sócio-Terapêutica de Almeida venceu hoje o Prémio Manuel António da Mota, no valor de 50 mil euros, por se ter destacado no último ano no combate à exclusão social.O prémio, atribuído pelo Grupo Mota Engil em homenagem ao seu fundador e pela TSF, contou com dez finalistas de vários pontos do país entre os quais, para além da vencedora, se contam a Associação para a Recuperação de Cidadãos Inadaptados, Cáritas Diocesana, Centro Social e Paroquial da Vera Cruz e Cooperativa para a Educação e Reabilitação das Crianças Inadaptadas.
A lista inclui ainda a Dianova Portugal, a Mundos de Vida - Associação para a Educação e Solidariedade e as santas casas da Misericórdia de Arganil e da Trofa.
Maria José Fonseca, fundadora da ASTA, recordou o trabalho desenvolvido pela associação numa pequena aldeia do interior do país durante os últimos dez anos, procurando utilizar a 'terra mãe' como elemento curativo para pessoas com deficiência mental.
A responsável, ela própria mãe de um jovem deficiente, mostrou-se comovida pela atribuição do prémio, numa cerimónia no Palácio da Bolsa, no Porto, em que participaram o Presidente da República e vários representantes de instituições públicas e privadas.
Partindo de uma 'semente que continha em si essencialmente afetos', a nova associação foi crescendo, lavrando campos abandonados, recuperando 'casas a cair' e 'misturando-se espontaneamente com a população', a ponto de hoje funcionar, disse Maria José Fonseca, como um 'motor daquela gente'.
Este prémio, considerou, 'mostra que a partir daquele cantinho o projeto foi ouvido e apreciado' no resto do país.
Correio do Minho