O Ministério dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria está a proceder ao levantamento de deficientes de guerra, para o seu enquadramento em cinco Centros Regionais de Acolhimento e Orientação, a serem criados com vista a uma adequada assistência social.
“A criação dos cinco centros regionais de acolhimento vai corresponder às reclamações que os familiares dos portadores de deficiência apresentam junto do Ministério dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria”, disse o vice-ministro Clemente Conjuca, destacando que está a ser feito o levantamento para “localização e sensibilização das famílias sobre a vantagem de serem assistidos pelo Governo”.
Em entrevista à Angop, o vice-ministro dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria frisou que o Executivo vai priorizar o acolhimento dos deficientes na situação de 100 por cento dependentes, porque acarretam elevados custos que, geralmente, superam os rendimentos dos familiares e carecem de maiores cuidados em termos de assistência médica e alimentação.
O Governo controla, actualmente, mais de 30 mil deficientes de guerra e antigos combatentes de terceira idade, entre os quais nove mil encontram-se na condição de 100 por cento dependentes, sob cuidados de familiares ou internados em unidades hospitalares militares e civis, disse o vice-ministro Clemente Conjuca. “Os Centros de Acolhimento e Orientação, para além de serem locais para albergar os deficientes de guerra e antigos combatentes de terceira idade, serão também locais de investigação científica sobre o processo de luta de Libertação Nacional, contribuindo na elaboração da História Militar, tendo em conta que Angola é um país que teve mais de 40 anos de guerra”, esclareceu o vice-ministro.
“O país teve 14 anos de luta contra o colonialismo português e mais 27 anos de conflito interno. Temos muita experiência para transmitir às novas e futuras gerações, sobre o Processo de Luta pela Independência Nacional, contribuindo assim para a educação política e patriótica da juventude”, disse Clemente Conjuca.
Explicou que a província de Luanda vai albergar o Centro Nacional de Acolhimento para acomodar os deficientes residentes nesta região e aqueles que se encontram em trânsito para tratamento, e a do Uíge terá o Centro Regional Norte para atender os deficientes residentes em Malange, Kwanza-Norte e Zaire.
O Centro Regional “Leste” estará situado na cidade do Luena, para atender os beneficiários do Moxico, Lunda-Norte e Lunda-Sul. A cidade do Huambo vai albergar o Centro Regional “Centro”, para acomodar os necessitados residentes e os das províncias de Benguela, Bié e Kwanza-Sul, disse, acrescentando que o quinto será construído na cidade do Lubango, para atender as províncias da Huíla, Cunene, Namibe e Kuando-Kubango.
Fonte: Jornal de Angola