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Autor Tópico: (d)Eficientes Indignados protestam pela falta de acesso a transportes  (Lida 961 vezes)

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(d)Eficientes Indignados protestam pela falta de acesso a transportes

Ação dos (d)Eficientes Indignados demonstrou a dificuldade de acesso a transportes públicos sentida por utilizadores de cadeiras de rodas.
27 de Junho, 2016 - 22:58h


Ação de protesto numa paragem de autocarro no Campo Pequeno, foto do facebook de Jorge Falcato.

O grupo (d)Eficientes Indignados fez ao final da tarde desta terça-feira uma ação de protesto sobre a falta de acesso a transportes públicos a que estão sujeitos os utilizadores de cadeiras de rodas. Numa ação simbólica, uma dezena de ativistas bloqueou um autocarro da Carris, por ter a rampa de acesso avariada, o que impede que os utentes de cadeiras de rodas entrem no veículo.

"A Carris tem vindo a degradar a acessibilidade aos autocarros. Já fizemos uma pergunta à Carris sobre este assunto e a resposta que nos deram, foi que o orçamento era insuficiente e tinha sido priveligiada a manutenção geral dos autocarros. Esta resposta não tem cabimento, o que se está a praticar é uma prática discriminatória, que, segundo a lei 46/2006, é um crime", afirmou Jorge Falcato, deputado do Bloco e membro do grupo, em declarações ao esquerda.net.

Diana Silva, ativista do grupo, afirmou que "uma das grandes vertentes da vida independente é que tenhamos transportes acessíveis. A acessibilidade é o que nos garante o acesso a coisas tão básicas como a socialização, ou ir para o local de trabalho, ou a uma reunião; ter acesso a transportes acessíveis é o que nos dá direito a uma cidadania plena".

"A frota da Carris, apesar de estar 50% acessível a cadeiras de rodas, na realidade, não oferece condições de acessibilidade uma vez que desses autocarros, alguns estão constantemente avariados ou têm outros problemas que inviabilizam o acesso a pessoas em cadeiras de rodas. A agravar esta situação, todos os outros 50% autocarros não estão acessíveis, por isso as pessoas têm menos de 50% da frota disponível", afirmou Diogo Martins, também ele ativista dos (d)Eficientes Indignados.

O protesto desenrolou-se numa paragem de autocarro no Campo Pequeno, em Lisboa e serviu para o grupo denunciar uma situação pela que passam diariamente, devido às constantes avarias das rampas dos autocarros. Apesar de pagarem um valor integral no passe de transportes, as pessoas que utilizam cadeiras de rodas nunca sabem quanto tempo terão de esperar por um autocarro com a rampa em funcionamento.

Esta situação não é exclusiva dos autocarros da Carris. Os (d)Eficientes Indignados aproveitaram para também criticar as dificuldades de acesso às estações de comboios da CP e do metropolitano de Lisboa.



fonte: ESQUERDA.NET
 

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Portugal: há 20 anos a adaptar edifícios e ruas para os deficientes



Dificuldades na mobilidade motivaram protesto ontem em Lisboa

  |  Gonçalo Villaverde / Global Imagens


Primeira lei que obrigava a adaptação é de 1997. Associação Portuguesa de Deficientes espera que desta vez todos sejam obrigados a cumprir

Quem vive em Portugal e tem mobilidade reduzida espera há 20 anos que todos os edifícios que recebem público, as ruas e as casas não lhes ofereçam barreiras de a cessibilidade. A primeira lei que a isso obriga é de 1997 e dava dez anos para que todos os ajustes fossem feitos antes de se começarem a cobrar multas aos incumpridores. Acabou prorrogada em 2006 por mais 10 anos e agora a Associação Portuguesa de Deficientes (APD) espera que não volte a ser adiada.

"Facilitar a mobilidade de pessoas em cadeira de rodas ou dificuldades de locomoção não é uma questão de promessas políticas ou das empresas. Há leis para isso, desde 1997 que se tenta aplicar a lei. Mas acaba sempre por ser prorrogada", lamenta Ana Luísa Sesudo, presidente da APD. A juntar-se a estes problemas, está também a dificuldade de acesso aos transportes públicos, que motivaram ontem um protesto por parte do Movimento dos Deficientes Indignados.

Mas se para a mobilidade nas ruas e nos edifícios existe uma lei, no caso dos transportes rodoviários essa adaptação é feita à medida que a frota é renovada, seguindo uma norma europeia, explica Ana Luísa Sesudo. Ou seja, a Carris - no caso de Lisboa - não é obrigada a ter todos os autocarros com rampas de acesso e piso rebaixado, apenas aqueles que foram entretanto comprados.

No entanto, a APD lembra que não se trata apenas de ter todas as estações de Metro com acessibilidade plena - segundo a empresa das 55 estações, 30 têm estas condições - "é preciso que estas acessibilidades funcionem e que as ruas permitam a circulação sem condicionamentos". A representantes dos deficientes admite que são frequentes as queixas "de que os elevadores de acesso ao Metro não funcionam ou as rampas dos autocarros". E "não são só as pessoas de cadeira de rodas, também mães com carrinhos de bebés e pessoas com dificuldades de locomoção se queixam".

Adaptação em conjunto

O ponto essencial para a associação é de que os espaços se tornem acessíveis a todos "numa perspetiva integrada". "É verdade que estão a ser feitas obras em algumas zonas da cidade para rebaixar os passeios, mas só quando estiver concluído vamos perceber se melhorou ou não as acessibilidades", aponta Ana Luísa Sesudo. Lembrando, por exemplo, que "a obra recente da Ribeira das Naus não é acessível para pessoas que se deslocam em cadeira de rodas"

Por agora, a responsável espera que não existam mais adiamentos à aplicação da lei que obriga todos os espaços a estar adaptados e que se "em janeiro de 2017 alguém não estiver a cumprir a lei seja multado".

A Câmara Municipal de Lisboa, cujo vereador dos Direitos Sociais, o DN tentou sem sucesso contactar, incluiu em algumas obras o rebaixamento dos passeios, tem planeada a construção de novas paragens de autocarro que facilitam o acesso a quem tem mobilidade reduzida. A que se junta o plano de mudar a calçada portuguesa por cimento e pedra de lioz, tornando o piso menos escorregadio.


Fonte: DN
 

 



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