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Autor Tópico: Lisboa não é uma cidade acessível para os deficientes visuais  (Lida 467 vezes)

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Lisboa não é uma cidade acessível para os deficientes visuais



Lisboa não é uma cidade acessível para os deficientes visuaisOs resultados do projeto "Uma Lisboa para todos", uma parceria entre a Associação de Retinopatia de Portugal (ARP) e a EMEL - Empresa Municipal de Estacionamento e Mobilidade de Lisboa, revelam que as ruas de Lisboa dificultam a mobilidade dos deficientes visuais, em causa estão os inúmeros obstáculos espalhados pelas ruas da capital e a falta de sinalização inclusiva.


No Dia Internacional da Pessoa com Deficiência (3 de dezembro), pelas 19h00, serão apresentadas as conclusões e sugestões que imanaram deste projeto singular que pretende contribuir para uma Lisboa mais acessível, no auditório da Feira Natalis (FIL – Parque das Nações).

"Neste projeto, a ARP realizou avaliações no terreno através de analistas informais, com capacidade válida de avaliação conferida pela experiência enquanto utilizadores com necessidades especiais, cumprindo percursos pré-definidos, em oito eixos fundamentais da mobilidade na cidade, de modo a ser feita a identificação e mapeamento dos pontos de maior dificuldade para as pessoas com baixa visão ou cegueira", revela Rui Vasconcelos, presidente da ARP.

Os pilaretes nos passeios, a falta de sinalética sonora na maioria dos semáforos, os múltiplos obstáculos no passeio (caixotes do lixo, caixas de eletricidade, placas de sinalização, marcos de correio, entre outros) e a má identificação dos postes de sinalização, dos placards de publicidade exteriores, das escadas, passagens aéreas e de peões foram, de acordo com os resultados do projeto, algumas das principais barreiras que dificultaram e, algumas vezes, impossibilitaram a mobilidade dos participantes.

"Juntamente com os resultados do projeto, propusemos conceitos e soluções para os equipamentos urbanos, de modo a encontrar novas estratégias para a minimização de troços de mobilidade reduzida, fomentando a sensibilização e a educação social para a construção coletiva de uma sociedade melhor", acrescenta o responsável.

No total das caminhadas realizadas participaram 287 pessoas com idades entre os 10 anos e os 67 anos. Os percursos pré-definidos abrangeram zonas emblemáticas da capital, como são exemplo a Baixa-Chiado, Alfama, Av. da Liberdade, Av. da República, o Parque das Nações e outros locais de grande fluxo pedonal.

in newsfarma.pt
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