Transportes públicos no Algarve carecem de acessibilidade
O deputado do Bloco de Esquerda João Vasconcelos, eleito pelo círculo de Faro, denunciou, na semana passada, a falta de acessibilidades dos transportes públicos a pessoas com mobilidade reduzida. Por esta razão, quis saber junto do Ministério do Planeamento e das Infraestruturas «quais as estações e apeadeiros da linha ferroviária do Algarve que não dispõem de rampas de acesso, nas plataformas de embarque/desembarque e que medidas tenciona o governo adotar de forma a colmatar esta falha grave». O deputado algarvio do Bloco de Esquerda afirma que «ainda há muito por fazer pelas pessoas de mobilidade reduzida, no que concerne à disponibilidade de meios e equipamentos a estes cidadãos, nos transportes coletivos públicos» da região. Vasconcelos acrescenta que, «além da falta de acessos a partir das plataformas de embarque/desembarque às carruagens, estas não têm zonas adequadas a pessoas que se desloquem em cadeiras de rodas, tornando este meio de transporte proibitivo a estes cidadãos».
As questões foram colocadas na sequência de uma denúncia feita por um professor de uma escola de Lagos ao parlamentar bloquista. Numa visita de estudo, os alunos deslocaram-se até à Mexilhoeira Grande e, um deles, por deslocar-se em cadeira de rodas, viu a tarefa de embarque e desembarque no comboio dificultada. Foi uma situação «difícil e perigosa dado que, nem a estação de Lagos, nem o apeadeiro da Mexilhoeira Grande apresentavam rampas de acesso nas plataformas de embarque/desembarque para pessoas com mobilidade reduzida», descreveu João Vasconcelos em nota de imprensa.
por barlavento Abril 2, 2016