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Autor Tópico: Atleta paralímpico paga do bolso preparação para o Mundial  (Lida 1625 vezes)

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Atleta paralímpico paga do bolso preparação para o Mundial
   
Um atleta paralímpico do Fundão está a custear do seu bolso todas as despesas de preparação para o Campeonato do Mundo de Atletismo (Desporto Adaptado).
[float=left][/float] Gabriel Macchi, medalha de bronze nos 5 mil metros do Campeonato Europeu de Atletismo da IBSA (Federação Internacional de Desporto para Cegos), em 2009, na Grécia e 14.º classificado na Maratona dos Jogos Paralímpicos de Pequim2008, parte no dia 13 para aquele País do Pacífico, onde vai disputar as provas de 10 mil metros e da maratona, na categoria de amblíopes.

“Tudo aquilo que preciso para a minha preparação sai do rendimento familiar. Não tenho patrocínios e as verbas da Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência (FPDD) e do Comité Paralímpico de Portugal (CPP) estão muito atrasadas”, lamenta.

O atleta ainda nem sequer foi ressarcido das despesas efectuadas num estágio nacional realizado no último verão.

Professor de Educação Física, no Agrupamento de Escolas Serra da Gardunha, Gabriel Macchi sente-se desiludido pela “diferenciação de tratamento” em relação aos atletas olímpicos. “Não têm estas dificuldades na preparação”, desabafa.

Recordista nacional dos 5 mil e 10 mil metros, Macchi, de 35 anos, não pôde realizar qualquer estágio em altitude: “treino nas ruas do Fundão, naquelas com menos trânsito”. E fá-lo nas bermas: “não posso correr nos passeios, por causa dos postes e dos sinais”.

Depois da participação nos Jogos Paralímpicos de Pequim, em 2008, este atleta do Grupo Convívio e Amizade nas Donas (freguesia do concelho do Fundão) solicitou uma reunião à autarquia fundanense: “na altura prometeram apoiar a minha preparação, mas até hoje não recebi nada”.

A comitiva portuguesa, com cerca de duas dezenas de atletas, parte dia 13 para a Nova Zelândia. Gabriel Macchi, acompanhado pelo guia Martim Nunes, também seu treinador, corre os 10 mil metros no dia 23 de Janeiro e a maratona no dia 30. Na prova rainha espera fazer um tempo entre as 2:35 horas e as 2:40. “Já deu para conquistar medalhas com estas marcas”, refere.

Como está incluído no Projecto Paralímpico Londres2012, o CPP paga as despesas de deslocação, na ordem dos quatro mil euros. “Esse valor é suportado em detrimento do apoio para material e para a preparação que deveria existir a este nível”, diz o fundista, que desde 2006 tem participado em todos os campeonatos nacionais (cinco vezes consecutivas campeão dos 5 mil metros) e internacionais destinados à área visual.

Sapo
 

Offline Cris

 
Concordo com ele quando questiona o porquê de diferenciarem os atletas paraolimpicos dos olimpicos.
Mas afinal nós nao somos todos iguais? Nao deve existir igualdade para todos?

Para além disto eu ainda aponto outra razao: os atletas paraolimpicos apesar das suas limitações, representam melhor o nosso país nas várias provas internacionais. Por isso, deviam ser mais apoiados naquilo que mais necessitarem para a sua preparação, e nas proprias competicoes em concreto com equipamento, alojamento...

Isto sim é trabalhar em prol da igualdade
 

 



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